23/09/2022
Paulo Dias de Novais, fundador de São Paulo de Luanda
Paulo Dias de Novais nasceu por volta de 1510, filho de António Dias de Novais e de sua mulher Joana Fernandes, sendo neto paterno do navegador Bartolomeu Dias, que dobrou o cabo da Boa Esperança.
A 20 de Dezembro de 1559, Dias de Novais receberia instruções da Coroa para integrar uma Embaixada de Portugal a Angola em 1560, em conjunto com religiosos da Companhia de Jesus, com o intuito de contactar o lendário Angola Quiluanje (título dos reis ambundos do Reino do Dongo) Quiassamba.
Paulo Dias de Novais acabaria por ser detido, tendo sido libertado em 1565 ou 1566, sob a condição de ir a Portugal procurar apoio para Quiassamba na sua guerra com cabou por ficar detido, sendo libertado em 1565 ou 1566, com o auxílio "de uma princesa filha daquele rei" sob a promessa de ir a Portugal arranjar socorro militar contra a campanha iniciada por Quiloango-Quiacongo, rival de Quiassamba.
Novais seria nomeado por D. Sebastião em 1571 “Governador e Capitão-Mor, conquistador e povoador do Reino de Sebaste na Conquista da Etiópia ou Guiné Inferior", tendo partido de Lisboa em 23 de outubro de 1574 e desembarcado na Ilha das Cabras (atual Ilha de Luanda) a 11 de Fevereiro de 1575.
Nesta ilha, Novais recebeu uma embaixada do rei Quiassamba em junho de 1576, recebendo a permissão deste para se instalar no continente, tendo então fundado a povoação de São Paulo de Luanda.
Pelos termos da Carta de Doação enviada pelo Rei, Novais deveria expandir o território para Norte até às margens do rio Dande, para o Sul, e para o interior ao longo do curso do rio Cuanza, devendo ainda construir uma igreja, fortalezas e de doar sesmarias para assentamento dos colonos.
Fundaria ainda a vila de Nossa Senhora da Vitória de Massangano, em 1583, onde viria a falecer, a 9 de maio de 1579, sendo aí sepultado.
Miguel Louro
// Já quase 800 pessoas assinaram a nossa petição pela devolução da nacionalidade aos soldados guineenses que lutaram por Portugal. Na Guiné, temos outras 5000 assinaturas. E não vamos parar. Porque está em causa a honra de Portugal. Porque está em causa a dignidade, e muitas vezes as vidas, de homens que juraram fidelidade à nossa bandeira, que a cumpriram e que agora não podem ser deixados para trás. Link nos comentários.