NERDT - Estudos em Dostoiévski e Tolstói

NERDT - Estudos em Dostoiévski e Tolstói O NERDT é o Núcleo de Estudos da Religião em Dostoiévski e Tolstói e a sua recepção (UFJF)

O NERDT – Núcleo de Estudos da Religião em Dostoiévski e Tolstói e a sua recepção está vinculado ao Departamento de Ciência da Religião e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora. O núcleo propõe abordar a relação entre o pensamento e a arte de Dostoiévski e Tolstói com o fenômeno religioso, as dimensões estéticas, teológicas e filosófico-religios

as presentes na obra dos dois autores e a sua recepção na filosofia e na literatura moderna e contemporânea.

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19/09/2022

https://www.ufjf.br/nerdt/simposio-internacional-literatura-russa-e-filosofia-religiao-nacionalismo-e-dissidencia/literatura-russa-e-filosofia-religiao-nacionalismo-e-dissidencia

Literatura russa e Filosofia: Religião, Nacionalismo e Dissidência

Religião, nacionalismo e literatura
Dissidência e totalitarismo: vozes ucranianas e russas
A disseminação da literatura russa na filosofia moderna

22 a 24 de novembro de 2022
Universidade Federal de Juiz de Fora, Brasil

A literatura na Rússia sempre foi um assunto sério. No século XIX, enquanto outros países europeus possuíam esferas autônomas e altamente desenvolvidas para os discursos político, filosófico e espiritual, a sociedade russa encontrou no romance o seu principal espaço de investigação das “questões malditas” (prokliatye voprosi). Nikolai Tchernichévski, autor e ativista dissidente do século XIX que morreu no exílio, declarou a célebre frase de que “a Rússia possui somente arte”. Seu próprio romance, O que fazer? (1863), aparentemente uma história de triângulos amorosos e costureiras, foi um modelo ligeiramente velado para a revolução. Uma cópia desgastada e bastante lida de O que fazer? era um dos bens mais preciosos de Lênin.

Neste simpósio, retornaremos à singularidade do vínculo característico da literatura russa entre estética, política e religião, que resultou em um romance do século XIX que permaneceu na cabeceira de Lênin em meio à revolução do século XX. Os apaixonados debates sobre ética, direitos humanos, liberdade e identidade nacional que dominaram a vida literária russa nas décadas de 1860 e 1870 permanecem relevantes hoje, nas convulsões do século XXI. Artistas como Dostoiévski e Tolstói experimentaram em primeira mão os abusos do poder autocrático, o recrudescimento do nacionalismo e a mudança de atitudes em relação à religião que acabariam por levar às conflagrações do século XX. Sob essas condições, e por caminhos radicalmente distintos (o nacionalismo militante tardio de Dostoiévski e o pacifismo universalista de Tolstói, por exemplo), ambos ofereceram uma espécie de defesa instintiva do humanismo — o valor intrínseco da vida humana e da personalidade e a liberdade de consciência — contra as ameaças representadas por forças caracteristicamente modernas.

O espírito de dissidência evidenciado em seus escritos — a convicção do artista de que ele detém o direito e até mesmo o dever de defender a dignidade humana contra o poder e a violência — pode ser considerado o legado mais duradouro e abrangente da era do realismo russo. Neste simpósio, exploraremos como o espírito dissidente e subversivo nascido sob a autocracia russa inspirou artistas e pensadores do século XX a enfrentarem o totalitarismo e a violência de uma guerra mundial. Emmanuel Levinas, filósofo judaico-lituano de educação russa, considerou Os irmãos Karamazov (1880) e Vida e Destino (escrito em 1959, publicado em 1980) duas de suas maiores influências. Ao citar a obra-prima tardia de Dostoiévski, escrita ao lado dos apelos pela guerra santa publicados em seu Diário de um Escritor, e a obra de Vassily Grossman, um judeu ucraniano de educação russa, como suas inspirações, Levinas faz gestos em direção à dadiva enigmática e ao desafio que a cultura russa apresenta ao mundo: o fundamento do pensamento contra a catástrofe e a defesa do ser humano contra a guerra e o totalitarismo; e, simultaneamente, uma profecia ou alerta sobre os perigos do nacionalismo e da religião quando colocados a serviço da violência e da conquista.

Testemunha do fim de uma etapa da civilização europeia, V. Grossman alimentou o seu romance de inquietação e esperança. Os/as conferencistas explorarão os traços vivos do legado de dissidência e perspicácia da literatura russa nas obras de Emmanuel Levinas, Mikhail Bakhtin, Vladimir Jankélévitch, Svetlana Alexijevich, Varlam Chalámov, cujos escritos atestam o poder duradouro e a singularidade da relação da literatura russa com a modernidade.

Realização
Universidade Federal de Juiz de Fora – Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião
Núcleo de Estudos da Religião em Dostoiévski e Tolstói
Northwestern University – Department of Slavic Languages and Literatures
The Northwestern University Initiative for the Study of Russian Philosophy and Religious Thought

Comitê Organizador
Bruno Gomide (USP), Priscila Nascimento Marques (UFRJ), Svetlana Ruseishvili (UFSC), Susan McReynolds (Northwestern University), Ana Matoso (Uni. Católica Portuguesa), Alex Villas Boas (Uni. Católica Portuguesa), Jimmy Sudário Cabral (UFJF), Danilo Mendes (UFJF), Ernani Neto (UFJF).

A literatura na Rússia sempre foi um assunto sério. No século XIX, enquanto outros países europeus possuíam esferas autônomas e altamente desenvolvidas para os discursos político, filosófico e espiritual, a sociedade russa encontrou no romance o seu principal espaço de investigação das .....

https://youtu.be/VLsekUPPz58
18/05/2021

https://youtu.be/VLsekUPPz58

Live: Dostoiévski e a religião Palestrante: - Jimmy Sudário Cabral/ Departamento de Ciência da Religião UFJFMediador: - Alex Villas Boas/ Centro de Investiga...

17/05/2021
12/09/2020

A Academia Brasileira de Letras apresenta, através de seu canal de podcast, uma mesa-redonda especial que inicia as comemorações do bicentenário do escritor russo Fiódor Dostoievski (1821-1881). A mesa conta com a participação de Fátima Bianchi, Jimmy Sudário e Bruno Gomide. A apresentação foi feita pelo Acadêmico Marco Lucchesi.

03/09/2020

A Academia Brasileira de Letras apresenta, através de seu canal de podcast, uma mesa-redonda especial que inicia as comemorações do bicentenário do escritor russo Fiódor Dostoievski (1821-1881). A mesa conta com a participação de Fátima Bianchi, Jimmy Sudário e Bruno Gomide. A apresentação foi feita pelo Acadêmico Marco Lucchesi.

A Rus - Revista de Literatura e Cultura Russa está com chamada de artigos para o o Dossiê: Literatura Russa e Filosofia....
02/07/2020

A Rus - Revista de Literatura e Cultura Russa está com chamada de artigos para o o Dossiê: Literatura Russa e Filosofia.
O dossiê receberá artigos que discutam: a) as fontes filosóficas e filosófico-religiosas da arte e do pensamento russo; b) a presença da filosofia na poesia e no romance russo; e c) a recepção da literatura russa na filosofia do século XX.

Chamada de artigos para os Nº 17 e 18 2020-07-01 Para o Nº 17 da RUS, além dos artigos regulares, estamos recebendo também, até o dia 30/08/2020, artigos para o Dossiê: Tradução de literatura russa em perspectiva comparada, organizado por Bruno Gomide. Publicação em dezembro. Para o seu N....

Amigos (as), aproveitando que "o mundo flerta com A Peste de Albert Camus" nesse momento de epidemia, quero compartilhar...
22/03/2020

Amigos (as), aproveitando que "o mundo flerta com A Peste de Albert Camus" nesse momento de epidemia, quero compartilhar esse artigo extemporâneo que escrevi em 2018, a partir da minha pesquisa de mestrado e das minhas ternas leituras desse belo romance de Camus; este que hoje se mostra ao mundo como uma recordação repentina de um tesouro que podemos desenterrar em dias de crise.

A Peste, de Albert Camus, é uma história que se passa em uma cidade sitiada, em que se mostra como um surto de Peste Negra mudou e influenciou a vida dos habitantes. O romance também é uma clara alegoria a regimes totalitários, como o fascismo e o nazismo. Se alguém, diante dos isolamentos, quiser me deixar o seu e-mail, posso enviar uma versão digital do romance quando eu conseguir encontrar um tempinho livre. Porém, quem puder comprar o livro terá esse tesouro guardado em casa para crises ainda vindouras, além de dispor de uma tradução confiável.

Sobre o meu artigo, infelizmente não é uma vacina para combater o vírus, nem tão valioso como o romance, mas lança luz sobre o tema da religião em dias de peste, rememora o velho debate que gira em torno da religião cristã, ora enfrentando e ora compondo justificativas para o sofrimento humano. Boa leitura :)

O Padre e a Peste – e o método Karamázov

III Seminário Internacional do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião PPCIRPROUST E A FILOSOFIA JACQUES DERRID...
11/11/2019

III Seminário Internacional do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião PPCIR

PROUST E A FILOSOFIA

JACQUES DERRIDA, EM TORNO DE TRÊS TEMAS: “HOSPITALIDADE, CIRCUNCISÃO, ANIMAL”

Professor Convidado: Dr. Gérard Bensussan, Université de Strasbourg, França.

Endereço

Campus Universitário, Rua José Lourenço Kelmer, S/n/São Pedro
Juiz De Fora, MG
36036-900

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