Laboratório de Ecologia Reprodutiva de Angiospermas

Laboratório de Ecologia Reprodutiva de Angiospermas Você sabe o que é polinização? Tem ideia de seu papel para o sustento das formas de vida como conhecemos? se SIM, curta_compartilhe; se Não, descubra aqui!

Invasoras a caminho: O Biólogo André Luis Acosta cria campanha para monitorar chegada de abelha europeia ao Brasil. Dado...
16/10/2015

Invasoras a caminho: O Biólogo André Luis Acosta cria campanha para monitorar chegada de abelha europeia ao Brasil. Dados coletados com a ajuda da população servirão para estudos sobre o impacto que a espécie causará no país.
Seu nome científico é Bombus terrestris e ela já tem uma alcunha popular nacional antes mesmo de desembarcar por aqui: mamangava-de-cauda-branca. Nativa do continente europeu, essa abelha chegou à América do Sul na década de 1970 pelas mãos de produtores rurais chilenos, atraídos por sua grande capacidade de polinização. Apesar de contribuir para o aumento da produção de vegetais como tomate, berinjela e pimentões, essa abelha – assim como ocorre com outras espécies invasoras – pode ameaçar plantas e animais nativos. “Elas competem por recursos com outras abelhas e transmitem doenças às abelhas e às plantas que visitam”, explica André Luis Acosta, biólogo da USP e autor de um estudo sobre os possíveis impactos relacionados à vinda da espécie ao Brasil.
Em busca de estudos mais detalhados sobre possíveis problemas causados pela chegada da mamangava-de-cauda-branca ao Brasil, os pesquisadores lançaram a campanha “Abelha Procurada”. Inspirada pelo conceito de ciência cidadã (citizen science, em inglês), que busca o apoio da população de forma voluntária para coletar dados, desenvolver tecnologias ou até mesmo testar fenômenos naturais, a iniciativa convoca os brasileiros a monitorar a entrada da invasora no país.
A ideia é que o observador seja ágil em notificar a presença da abelha pela página da campanha e envie uma foto para que os pesquisadores possam identificar a espécie, caracterizada por um tufo de pelos brancos em sua cauda. Com a comprovação em mãos, os especialistas irão a campo para estudar a Bombus terrestris e seus impactos de perto.
A bióloga Betina Blochtein, diretora do Instituto do Meio Ambiente da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, acredita que a colaboração da população será fundamental para rastrear a chegada da B. terrestris em tempo hábil. “A divulgação ampla do risco de entrada desta abelha no Brasil de modo colaborativo, inclusive com mídias sociais, propicia uma condição muito favorável para a mobilização do público e o consequente acompanhamento da situação”, aposta. “Atualmente, muitas pessoas estão atentas às discussões sobre riscos ambientais e recebem essas campanhas com simpatia, potencializando os esforços de monitoramento”.
Apesar dos potenciais prejuízos causados pela abelha invasora, a campanha esclarece que é fundamental manter a distância quando a espécie for avistada. “Não se deve capturá-la ou matá-la. Além de ser incorreto sob vários aspectos, pode-se matar uma abelha nativa por engano, ou ser ferroado. Somente a abelha viva poderá prover as informações necessárias para o estudo”, alerta Acosta.
(Fonte: Ciência Hoje, http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2015/09/invasoras-a-caminho)

Morcego da espécie Thyroptera tricolor, que tem ventosas nas mãos e pés, e mora em folhas enroladas. Foto tirada na Cost...
09/10/2015

Morcego da espécie Thyroptera tricolor, que tem ventosas nas mãos e pés, e mora em folhas enroladas. Foto tirada na Costa Rica. (C) Ralph Simon.

09/10/2015

Qual é a importância dos morcegos?

1. São importantes controladores de populações de insetos, inclusive de muitas pragas agrícolas e vetores de doenças, como mariposas, gafanhotos e mosquitos;
2. São os principais dispersores de sementes de plantas pioneiras, como a cava-cava, a vitinga e a jurubeba, na região Neotropical (correspondente à América Latina e sul dos EUA), portanto são grandes responsáveis pela regeneração e manutenção das florestas;
3. São também importantes polinizadores, exercendo um papel crucial na reprodução de diversas plantas, como o pequi, a pata de vaca e o maracujá da restinga;
4. Em ambientes selvagens, atuam como vetores naturais de doenças, principalmente a raiva, controlando assim populações de outros animais;
5. Morcegos que habitam cavernas são essenciais para esses ambientes, pois são sua principal fonte de nutrientes. Isso porque eles buscam comida fora das cavernas e trazem fezes e restos de alimento para dentro delas;
6. Pelos diversos tipos de interações que fazem com vários outros organismos, morcegos são espécies-chave nas florestas tropicais, sendo vitais para a manutenção de muitos serviços ambientais;
7. Morcegos servem de modelo para a criação de várias tecnologias, como os sonares, radares, aparelhos de ultrassom e até mesmo remédios para circulação.
(Fonte: casadosmorcegos.org)
Dr. Marco Mello, grande pesquisador da fauna quiróptera e interações mutualísticas.

Um mundo sem abelhas também significaria um mundo sem frutos (frutas, legumes e verduras) e sementes. Cerca de 70% das c...
07/10/2015

Um mundo sem abelhas também significaria um mundo sem frutos (frutas, legumes e verduras) e sementes. Cerca de 70% das culturas agrícolas seriam ameaçadas com o declínio do seu serviço de polinização, o que de fato vem sendo observado ao longo da última década, num cenário sem precedentes.
Pesticidas, doenças, parasitas, mudanças climáticas... são vários os fatores de estresse a serem vencidos, tanto para abelhas nativas quanto nas populações de abelhas gerenciadas. A falta desses excelentes vetores de pólen ameaça agricultores que dependem desses animais que se alimentam de néctar e do pólen para os seus serviços de polinização, promovendo assim a reprodução vegetal e um sistema de agricultura fértil e rentável.
Trazemos um olhar puramente hipotético de como a dieta humana e estilo de vida mudaria se as abelhas e outros polinizadores desaparecerem do nosso planeta um dia. Este é o pior cenário possível – é possível que o engenho humano e polinizadores alternativos possam mitigar alguns destes resultados, mas não necessariamente todos eles:
• Se as abelhas morrerem, os apicultores que ganham a vida através da gestão de colônias de abelhas vão perder o negócio.
• Sem apicultores comerciais, os agricultores não serão capazes de juntar abelhas suficientes para polinizar suas áreas.
• Se o agricultor não fornece campos ou pomares com abelhas suficientes para a polinização, toda a colheita pode falhar.
• A maioria das frutas e legumes iriam embora. Isso inclui maçãs, cerejas, amoras, abacates, brócolis, a maioria das verduras, pepinos, abóboras, e muitos mais.
• Além disso, cascas de frutos muitas vezes são trituradas e usadas como ração para as vacas.
• Se as vacas não obtiverem os nutrientes adequados, elas não podem produzir leite.
• Se não houver leite de vaca o suficiente, haverá menos produtos lácteos, como queijo, iogurte e sorvete. Estes produtos também ficarão mais caros.
• As abelhas também são valorizadas pelo seu mel, que, evidentemente, acabaria.
• A indústria de cosméticos, que usa o mel como hidratante de pele em muitos cremes, sabonetes, xampus e batons, também vai sofrer.
• As sementes oleaginosas, como o algodão, girassol, coco, amendoim e óleo de palma, que tanto dependem ou se beneficiam da polinização das abelhas, também murchariam, eliminando mais da metade da dieta do mundo de gordura e óleo.
Isso é só no ponto de vista comercial e focando as abelhas sociais! As espécies solitárias, além de serem extremamente especializados em determinadas culturas, também estão direta ou indiretamente relacionadas ao equilíbrio ambiental e na manutenção natural sustentável dos serviços ecossistêmicos.
E poderíamos estender essa lista muito mais, mas já deu para deixar claro como as abelhas são fundamentais em nossa sociedade, e que merecem esforços de conservação.

02/10/2015

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