Curso de Especialização em Gestão Pública e Sociedade

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Curso de especialização em Gestão Pública e Sociedade, promovido pelo Programa de Pós-Graduação do Núcleo de Economia Solidária - PPGNESoL - da Universidade Federal do Tocantins - UFT

20/09/2024

Enfrentando a Destruição Ambiental: Um Chamado à Ação Coletiva

As queimadas, que devastam nossas florestas e biomas nos últimos meses, são sintomas claros de um colapso iminente, que não é apenas ambiental, mas também social e econômico. Diante desse cenário, nossa luta precisa focar tanto nos efeitos emergenciais quanto nas causas estruturais. Mais do que nunca, precisamos agir em duas frentes fundamentais: regular a economia e transformar o sistema que a sustenta.

O clima global já mudou. As temperaturas estão mais altas, tornando o ambiente mais frágil, e isso tende a acelerar a destruição do planeta. As queimadas são um exemplo evidente disso. O uso do fogo não é mais controlável, e qualquer tentativa de manejo – além do seu uso criminoso – fracassará, gerando enormes desastres ambientais, como já temos presenciado em várias regiões.

É crucial entender que o sistema econômico capitalista opera como um reator nuclear em crise. Desligá-lo abruptamente geraria um colapso explosivo, resultando em escassez, fome, miséria, desemprego caótico e até acidentes industriais de grande magnitude, como explosões em fábricas de combustíveis. Uma parte expressiva da produção global de bens e serviços, assim como dos empregos, depende desse sistema. Regular os seus efeitos é uma tarefa quase impossível, não só porque a destruição é parte intrínseca do processo de acumulação capitalista, mas também porque a classe que controla esse reator possui um poder colossal sobre governos e a sociedade, por meio do controle político e ideológico que exerce de forma implacável. Essa classe patronal, presa a um mundo de privilégios e poder quase sem limites, não tem base social ou motivação ideológica para fazer essa regulação, já que sua sobrevivência depende do pleno funcionamento dessa "usina nuclear".

A regulação pública é essencial para frear o uso desenfreado dos nossos bens comuns, mas isso, por si só, será insuficiente. O sistema econômico, que privilegia o lucro acima de tudo, contamina todos que trabalham nele com a "radiação" do individualismo, consumismo, alienação e ressentimento. A verdadeira mudança só virá quando substituirmos esse sistema por outro, baseado no comum, na autogestão e na economia solidária.

Essa transição deve ser progressiva. Não podemos simplesmente desligar o sistema atual, mas devemos construir alternativas sustentáveis que possam, aos poucos, substituir essa base de produção predatória. A longo prazo, o foco deve estar na regulação pública dos bens comuns, enquanto promovemos uma transformação radical do setor produtivo. Isso significa integrar trabalhadores de forma associada e garantir o controle pleno sobre os processos e frutos do seu trabalho, efetivando assim a autogestão da sociedade – a essência do projeto do comum, da economia solidária e da própria sustentabilidade e democracia, nos seus sentidos mais substantivos.

Somente com uma produção voltada ao bem-estar coletivo poderemos promover um decrescimento econômico, que aumente a utilidade dos bens e serviços, enquanto diminui drasticamente o uso de recursos naturais. Esse é o caminho mais efetivo para evitar o colapso socioambiental que ameaça a nossa existência.

Vamos nos unir nessa luta, confluindo entendimentos e forças, para transformar de fato as causas profundas dessa crise. É possível construir um futuro onde o social, o ambiental e o econômico estejam em equilíbrio virtuoso. O momento de compreender e, mais importante, de agir, é agora.

14/09/2024

Estado? Pra quem?

O relativo sucesso dos Estados nacionais, de civilizar parte da sociedade caitalista, e distribuir parte da mãos valia, iludiu demais os setores "esclarecidos" e "progressistas"...

Só vejo saída pelos trabalhadores, mas nós, trabalhadores, temos antes que enfrentar o primeiro flagelo da alienação do capital, que é justamente a nossa fragmentação fratricida, e o projeto do Comum daria um bom fôlego nesse impulso ou ruptura, não?

Mas aí, não queremos abandonar o sonho de também seremos "proprietários"...

Enquanto não firmamos o compromisso histórico da negação da apropriação privativa excludente, isto é esse planeta, o recursos naturais, ou mesmo os recursos tecnológicos e sociais, não podem ser amesquinhados por ninguém, no máximo o direito de uso confirme a capacidade de trabalho, e a necessidade do bem-viver, sempre em conexão com o bem-conviver

14/09/2024

Curioso, ainda esperamos que o Estado segure a destruição capitalista, a insanidade da insanidade...

Engraçado como que para grandes projetos, no escopo de desenvolvimento destrutivo do capitalismo, tem dinheiro de sobra ...
14/09/2024

Engraçado como que para grandes projetos, no escopo de desenvolvimento destrutivo do capitalismo, tem dinheiro de sobra 😑

Investimento de R$ 12,6 bilhões transforma o Porto de Santos com mega túnel e revitalização, prometendo impacto econômico e modernização portuária.

13/09/2024

SACADA

Hoje cheguei a conclusão de que deveríamos nos esquivar de tanta distração, e centrar forças na construção efetiva de um novo sociometabolismo.

12/09/2024

ENGRAÇADO!

Talvez uma das principais contribuições do Marx é que a sociabilidade humana não é natural!

Não é natural ter podres, ricos e super ricos!

Não é natural um sistema sociometabólico da destruição insana, da estupidez!

O capital não é natural !

Mas parece que para "todos", o capital vai desaparecer de modo espontâneo, natural!

11/09/2024

Ou o Brasil acaba com as queimadas, ou as queimadas vão acabar com o Brasil

10/09/2024

PERDA DE SENTIDO SOCIETÁRIO?

Todos nós, independente do nossa grau de instrução, patamar cultural ou posição política, continuamos à mercê de um sociometabolismo degradante, que ou nos forma para ser engrenagens, ou nós conforma para seremos líderes, gestores ou patrões, e nisso, flue toda a forna de atritos, estranhamentos e pulsões... Sem um projeto coletivo de mudança substantiva, vamos nos perder nas infinitas tentativas de salvar o indivíduo em permanente alienação/sobrevivência...

As pautas identitárias são justas, legítimas, e cruciais, mas sozinhas, fatalmente serão sugadas pelos fluxos destrutivos dominantes!

08/09/2024

ANTISSISTEMA?

A extrema direita, em geral, gosta de mobilizar um discurso antissistêmico, que na realidade, vai contra os elementos de regulação e socialização do Estado Democrático de Direito, logo, querem na realidade liberdade plena para explorar, espoliar e acumular privilégios...

Há uma esquerda extremista, que é contra o sistema capitalista, mas tende a apelar para o uso opressor, e não raramente autoritario, do Estado...

Mas há anda uma esquerda genuinamente radical, no sentido de critica aos sistemas de exploração, capitalista e também burocrático, e que objetiva superar o sistema sociometabólico do capital!

Nossa maior esperança está nessa última vertente, que ainda é extremamente minoritária ou até invisível...

03/09/2024

Cadê a ONU?

Talvez a pergunta mais óbvio, seja aquela que (quase) ninguém faz: Cadê a ONU?

Quase tudo mundo admite o conceito de globalização, que dentre muitos sentidos e consequências, podemos destacar os impactos globais que as decisões nacionais geram, inclusive para a civilização humana, além dos imperativos de uma comunicação ética e supranacional!

Cadê a ONU para assumir o papel de regulador público mundial? De criar novas e efetivamente potentes instituições globais, talvez até uma rede social superior ao X e cia? Ou ainda há um repositório universal de teses, artigos e trabalhos acadêmicos, com outros indicadores de relevância, qualidade, e não apenas métricas utilitaristas de impacto?

Há um enorme descompasso aqui, não?

27/08/2024

Qual UFT?

A gestão "superior" da UFT busca, mais uma vez, anestesiar críticas e suavizar conflitos pela via estratégia!

Por que não buscar combater as causas pela via substantiva?

Ah, o poder pelo poder, sempre...

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