O Programa de Pós-graduação em Geografia – Mestrado e Doutorado – derivou do curso de Pós-Graduação latu sensu em Geografia, criado na década de 1990, sob a responsabilidade do Departamento de Geografia da UFRGS. O referido Departamento está vinculado ao Instituto de Geociências, o qual é responsável, em nível de graduação, pelos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Geografia (diurno e noturno)
, além de Geologia e Engenharia Cartográfica. O curso de Geografia teve início em 1943, juntamente com o curso de História, ambos pertencentes ao Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), dessa Universidade. Em 1956, houve o desmembramento desse curso, passando, então, Geografia e História a serem dois cursos distintos com dois departamentos autônomos, vinculados ao IFCH. Em 1969, em atendimento às exigências da época de uma maior aproximação com a área técnica associada à reforma universitária, o curso de Geografia passou a fazer parte do Instituto de Geociências (IG) juntamente com o curso de Geologia. Em 1984, iniciou-se o Curso de Pós-graduação latu sensu, inicialmente voltado para questões urbanas e, posteriormente, alargando sua faixa de atenção, do urbano para o ambiental e para a pluralidade dos espaços geográficos. Em 1997, deu-se início ao Projeto para a implantação do Curso de Pós-graduação em Geografia em nível de Mestrado, que foi aprovado pelo Conselho Universitário da UFRGS em 27 de julho de 1997, decisão nº. 109/97, e recomendado pela CAPES, na reunião do Conselho Técnico Consultivo em novembro de 1997. Na continuidade, a implantação do Programa de Pós-graduação em Geografia/UFRGS estendeu-se para o início das atividades do Doutorado. O Conselho Universitário da UFRGS aprovou, em 29 de agosto de 2003, decisão nº. 155/03, o Projeto de Doutorado no Programa de Pós-graduação em Geografia que foi recomendado pela CAPES em reunião do Conselho Técnico Consultivo em fevereiro de 2004. O Programa iniciou com duas linhas de pesquisa – Análise Ambiental e Análise Territorial – cada uma delas abrigando vários projetos que, ao longo do primeiro triênio de existência do Programa (1998-2000), passaram por algumas reformulações. Atualmente essas duas linhas estão consolidadas e alicerçadas em grupos de trabalho que no Departamento de Geografia articulam-se através da pesquisa, Pós-graduação e Graduação. Uma nova linha de pesquisa foi criada em 2008 – Ensino de Geografia – resultado da experiência acumulada na discussão desta temática por parte de professores do Departamento de Geografia e da Faculdade de Educação, além de colaboradores externos. Na linha de Análise Ambiental, destacam-se os temas da arenização, do diagnóstico e monitoramento ambiental, do estudo das paisagens e suas transformações, do uso e apropriação dos recursos costeiros, da produção tecnológica para análise ambiental, do desenvolvimento de métodos para geoprocessamento, e das relações entre glaciologia e mudanças ambientais globais. Na linha de Análise Territorial, trabalha-se com temas ligados à dinâmica socioespacial; às repercussões territoriais relacionadas às transformações políticas e econômicas; aos processos de transformação dos espaços urbanos; às territorialidades simbólicas constituídas pela cultura; às relações dos diferentes objetos e ações que constituem o espaço turístico e que apresenta densidade demográfica, educacional e comunicacional; à reterritorialização e construção da identidade no espaço agrário brasileiro na interface com os movimentos sociais e com a agricultura camponesa tendo as paisagens culturais como uma das principais representações de suas particularidades e/ou de sua totalidade. A linha de Ensino de Geografia foi organizada com a participação de professores do Departamento de Geografia e da Faculdade de Educação, em convergência com as duas linhas de pesquisa citadas. Essa convergência de esforços resultou na concentração de pesquisas na temática de Geografia e Educação, com destaque para o desenvolvimento de metodologias e recursos instrucionais para o ensino de Geografia. Além da reflexão sobre Geografia em situações de ensino formal e não-formal como suporte para uma educação que objetiva inclusão social em diversas situações de carência.