23/04/2026
Projetar vai além do desenho de edifícios e da dimensão estética, como muitas vezes se imagina. Na prática, o arquiteto e urbanista atua como um dos agentes na construção da cidade. Seu trabalho envolve qualidade urbana, acessibilidade e a construção de espaços que atendam diferentes corpos, idades e formas de viver.
Uma cidade pensada para todos responde melhor ao clima e quebra a lógica de uma cidade para carros. Como mostra Jan Gehl, projetar para o cotidiano das pessoas exige conforto, permanência e qualidade ambiental.
Ao incorporar vegetação, sombra e áreas permeáveis, a proposta reduz o calor, melhora a ventilação e favorece a absorção da água pelo solo, resultando em um microclima mais equilibrado.
Para que isso aconteça, é necessário estudar a fundo o território: analisar o solo, o relevo, o clima, o curso das águas e o entorno, além de consultar a legislação. Somando essa base técnica à escuta ativa da comunidade, definem-se os usos e a mobilidade do espaço. É assim que o arquiteto e urbanista atua tomando decisões conscientes que qualificam a cidade e respeitam sua complexidade. Então diante das crises climáticas, o papel do arquiteto e urbanista se fortalece, mas não atua sozinho.
Projetar a cidade, em suas diferentes escalas, envolve um conjunto de profissionais, saberes e decisões que se cruzam entre o território, a técnica e a vida cotidiana, tornando a cidade mais resiliente diante às dinâmicas climáticas.