11/08/2017
Com o maior orgulho do mundo, anunciamos a estreia brasileira do documentário "O deserto do deserto", de Samir Abujamra e Tito Gonzalez, que tivemos o prazer de apoiar como produtores associados.
Não deixem de assistir! Os saharaui são cidadãos da República Árabe Saharaui Democrática, uma Nação não reconhecida pela ONU, cujo território foi usurpado pelo Marrocos durante o processo de descolonização realizado pela Espanha, em 1975. O filme é um libelo poético pelo reconhecimento desse povo magnífico, culto, politizado, totalmente consciente de seus direitos e necessidades nessa terra. Ao conhecer os Saharaui, você entende que um outro planeta é possível.
A crítica de Marcelo Janot está abaixo. Confiram!
E aqui seguem as datas de lançamento nos cinemas do país.
Vida longa a esse belíssimo filme!!!
Cine Odeon, Rio de Janeiro:
10/08 - 20 horas, demais dias, consultar o horário (sempre uma sessão por dia em horários variados, menos na segunda quando o Odeon não abre).
17/08 - Lançamento em outras cinco capitais (ainda não temos os horários).
Espaço Itaú de Cinema – São Paulo
Espaço Itaú de Cinema - Brasília
Cinema Belas Artes - Belo Horizonte
Cine Bancários - Porto Alegre
Espaço Itaú de Cinema – Curitiba
Trailer: https://youtu.be/FmGgFxMuK2Q
Saiu no O Globo de hoje!
Por Marcelo Janot:
"O drama de um povo encurralado
No início da década, o diretor Samir Abujamra rodou o mundo sozinho buscando o exótico e o pitoresco, que rendeu a série documental “Projeto Sumir”, exibida no Canal Brasil. No longa-metragem “O deserto do deserto”, sua figura carismática e engraçada não aparece em cena. Ele e o co-diretor, o franco-chileno Tito Gonzalez Garcia, são elementos praticamente invisíveis até perto do final. Trata-se de um retrato bastante sóbrio do drama do povo Saharaui, que já se estende por quatro décadas, desde que o Marrocos ocupou seu território no Saara Ocidental, obrigando os saharauis a se refugiarem na Argélia, deixando uma pequena faixa de terra para os que insistiram em f**ar.
Depoimentos tocantes e contundentes chamam a atenção para o sentimento de imobilidade e impotência perante a situação. Em meio à penúria, há espaço para se estabelecer um mínimo de vida social, percebida em momentos insólitos como a visita a uma sauna/salão de beleza. A tentativa de se chegar ao mar, num perigoso trajeto a que nenhum estrangeiro teve acesso desde 1991, fez com que o doc fosse beneficiado pelo acaso, num episódio de alta tensão que colocou os diretores, por alguns instantes, no lugar daqueles que vivem cotidianamente o drama "