Humans of ESPM

Humans of ESPM A página Humans of ESPM é um espaço que visa trazer mais para perto todos aqueles que formam a ESPM SP.

*Projeto sem ligação com as entidades da ESPM.

A página tem o objetivo de levar a ideia, para o universo ESPM SP, de que por trás da aparência de todas as pessoas existem fatos muitas vezes desconhecidos, memórias não contadas, anseios escondidos e comentários nunca ditos. Mostra esse lado humano, trazendo mais para perto os indivíduos que compõem, constroem e formam a faculdade ESPM.

"Eu me entendi como uma pessoa portadora de Borderline há pouco tempo, mas sinto que é uma coisa que sempre esteve prese...
26/09/2018

"Eu me entendi como uma pessoa portadora de Borderline há pouco tempo, mas sinto que é uma coisa que sempre esteve presente na minha vida. Eu costumo sentir mais do que deveria. Isso é, uma coisa pequenininha, na minha cabeça pode ser muito maior. Um simples "oi" digitado de uma maneira diferente pode virar um gatilho pra minhas crises. Além disso, eu sempre penso que posso ser abandonada a qualquer momento e ultrapasso todos os meus limites pra isso não acontecer. Eu queria conseguir apertar um botão e fazer com que tudo f**asse normal de novo, que eu sinta apenas o que preciso sentir, que eu consiga viver o presente e não f**ar em estado de alerta o tempo todo. Porque as vezes cansa viver nesse corpo cansado. Mas o importante é viver um dia de cada vez e ser forte, continuar vivendo e lutando contra esses demônios."

Anônima

Não é drama, não é frescura, não é mentira. Saúde mental é coisa séria e precisa ser tratada como tal, por isso, o CVC (Centro de Valorização da Vida) realiza um trabalho de apoio emocional de prevenção ao suicídio a todos que precisam de conversar.
Os atendimentos são gratuitos e em total sigilo via e-mail ou telefone 24 horas por dia.
Para mais informações, acesse www.cvv.org.br ou ligue para o número 188.
Você não está sozinho.
Sua vida importa muito.
Cuide-se.

Eu meio que desenvolvi a depressão em 2016. E uma coisa que eu acho que foi diferente da maioria ou pelo menos do que as...
17/09/2018

Eu meio que desenvolvi a depressão em 2016. E uma coisa que eu acho que foi diferente da maioria ou pelo menos do que as pessoas normalmente esperam, foi que eu não passo por nenhuma situação horrível sabe (...) Um pensamento muito equivocado que as pessoas têm é que a depressão necessariamente tem um motivo. A depressão não é uma tristeza, um trauma... Sei lá para algumas pessoas pode até ser consequência de algo mas nem sempre é assim. Ela é um desequilíbrio químico no cérebro, que pode ser acusada por diversos fatores: genética, alimentação, etc... No meu caso foi genética, gerações da minha família tiveram e têm depressão e o único jeito de resolver isso é tratando mesmo. Imagino que situações emocionais e sociais podem influenciar sim, mas não são o fator principal. Quando eu descobri minha depressão ou que tinha algo realmente errado foi um momento bem forte. Acredito que nem todos passam por isso, normalmente deve ser algo mais sutil. Eu já estava com pensamentos muito negativos há um tempo e meio que planejando meu suicídio. Nada muito concreto, eu estava bem no começo disso, tive sorte de ter ajuda rápido. Eu pensava que não tinha mais motivo para estar no mundo, minha existência simplesmente não fazia sentido. Não eram altos e baixos de sentimentos, era simplesmente uma coisa constante de não sentir absolutamente nada. Eu não sentia felicidade, tristeza, raiva, nada. Lógico que em algum momento ou outro tinha uma emoçãozinha normal, tipo felicidade que a comida chegou ou raiva da mãe gritando pela manhã. Mas majoritariamente eu era um vegetal. Eu não fazia nada, não ia para a escola, não interagia com ninguém, só f**ava deitada. O sono era minha fuga do mundo, quando eu não queria ter o trabalho de viver a vida, eu simplesmente dormia. Mas voltando ao momento forte: No meu aniversário de 16 anos, minha família inteira estava na minha casa para comer bolo e cantar parabéns e eu não queria sair do quarto de jeito nenhum. Eu só queria morrer. Não lembro ao certo o que me irritou aquele dia, foi um daqueles momentos raros que eu estava sentindo alguma coisa. Só lembro de chorar muito e brigar com minha mãe e minha tia. Minha tia disse que sentiu que havia algo errado e sugeriu a minha mãe que me levasse em uma psicóloga. Eu agradeço MUITO por minha tia estar lá comigo nesse momento, porque minha mãe nunca ia perceber que havia algo errado. Ela se recusava a aceitar que a filhinha perfeita dela tinha algum problema, principalmente algo que precisasse de um psicólogo ou psiquiatra, tudo para ela era frescura ou uma forma de chamar atenção. Desde pequena, por saber que meu signo é leão, tudo para ela era drama para chamar atenção, nada era levado a sério. Mas naquele momento minha tia percebeu que era algo a mais. Mais tarde quando todo mundo tinha ido embora, eu comecei a pesquisar no Google mesmo qual a relação entre o espiritismo e o suicídio. Eu já tinha pesquisado antes sobre formas rápidas e indolores de se matar. Eu sou muito ligada à religião, fiz estudo sistematizado da doutrina espírita e tal pois sempre gostei muito mais do lado teórico e científico do que da fé em si. Aí no meio da pesquisa apareceram umas coisas que me assustaram, eu não me matei por medo. Simplesmente por isso. Não foi nada de "deus me salvou", mesmo sendo relacionado a religião, foi só medo. Ainda demorou um tempo para minha mãe aceitar que eu fazia terapia, mas com ajuda da minha tia realmente aconteceu e foi a melhor coisa da minha vida. Foi quando eu comecei a me conhecer de verdade e aprendi a ser mais sincera com meus pais sobre como eu me sentia. Eu não tinha coragem de dizer nada para eles antes, isso provavelmente também contribuiu muito para que eles não percebessem o quanto eu estava mal, era zero comunicação. Mas enfim, fiz terapia, a psicóloga percebeu que não era suficiente, tentei homeopatia, não deu certo, tentei f**ar só na terapia novamente, nada. E acabei na psiquiatra. Depois de vários remédios diferentes finalmente encontrei um que dava certo.
Aí em 2017 já com alguns meses de tratamento, vestibular chegando, a ansiedade chegou junto. Nisso também tive que começar remédios para ansiedade, mas isso acho que não foi como a depressão, veio com uma causa visível. Vestibular, ansiedade de mudança, problemas com as pessoas da minha cidade e tal... Se não fosse pela minha psicóloga e pela psiquiatra eu não teria conseguido convencer meus pais a me deixarem mudar de cidade. São Paulo foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, aqui eu me encontrei e fiquei 5000x melhor. No primeiro mês aqui, tomava 3 remédios por dia, agora já consigo tomar só um. Enfim, acho que é isso...

Anônima

Não é drama, não é frescura, não é mentira. Saúde mental é coisa séria e precisa ser tratada como tal, por isso, o CVC (Centro de Valorização da Vida) realiza um trabalho de apoio emocional de prevenção ao suicídio a todos que precisam de conversar.
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“Fui diagnosticada com ansiedade quando eu estava no terceiro ano do ensino médio, mas já fazia um tempo que eu vinha so...
13/09/2018

“Fui diagnosticada com ansiedade quando eu estava no terceiro ano do ensino médio, mas já fazia um tempo que eu vinha sofrendo com as dores da doença. Minha escola seguia um cronograma muito rígido de provas e simulados de pré-vestibular e isso colaborou muito, sabe? Era como se todo o sistema fosse arquitetado para que você seja obrigado a ser perfeito. A regra era clara, ou você tinha notas perfeitas, ou seu futuro seria um fracasso. Acreditei nisso durante muito tempo. Minha vida era uma sequência de horas estudando, horas fazendo provas e – por último, mas não menos importante – horas chorando sozinha trancada no quarto.
Comecei a fazer tratamento com uma psicóloga e as coisas melhoraram. Eu entrei na faculdade, terminei um relacionamento abusivo e me mudei para São Paulo. Estava tudo lindo, só que não. As crises pioraram e eu comecei a entrar num ciclo ainda pior. Ficar sozinha para mim era uma tortura, porque minha mente me condenava a cada segundo e a única forma que encontrei para aliviar esses momentos era com álcool. Comecei bebendo apenas nos finais de semana, mas depois de um tempo, isso começou a se tornar um hábito diário. Ia para festas quase todo final de semana, e, às vezes, durante a semana também. Do álcool passei para as dr**as e foi aí que a coisa piorou de vez.
Teve um dia que a coisa parecia tão incontrolável que decidi que ia me matar. Tomei 10 comprimidos de um relaxante muscular que achei na casa dos meus pais acompanhados de dois copos de vodka. Era uma sensação bizarra, sabe? Como se o passado e o futuro estivessem o tempo todo me impedindo de ter qualquer tipo de pensamento claro, como se meus pensamentos tivessem vida própria e eu fosse só um boneco nas mãos de algo muito mais forte do que eu mesma.
Meu pai me encontrou jogada no banheiro e me levou para o hospital. Fiquei internada durante alguns dias e, logo em seguida, meus pais me levaram para um psiquiatra. Desde então, as coisas começaram a melhorar. Ainda faço tratamento regularmente, mas quando a crise bate, me seguro muito para não desabar novamente. A ansiedade quase acabou com a minha vida e quase ninguém sabe disso.”

Anônima

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"Eu sempre fui feliz. Tinha uma vida que seria considerada perfeita por algumas pessoas. Eu quase nunca tive problemas, ...
13/09/2018

"Eu sempre fui feliz. Tinha uma vida que seria considerada perfeita por algumas pessoas. Eu quase nunca tive problemas, problemas com a família, financeiros, com os amigos, com vida social, escola, notas, autoestima, nada. Nunca tive muito do que reclamar. Mas é aquela coisa que sempre dizem, não importa o que você tem, isso não vai te impedir de ter uma doença. De repente parecia que eu não tinha nada. Eu não tinha vontade de sair de casa, tinha vontade para nada. Demorei para entender o que estava acontecendo comigo. Quando tentei me cuidar, ainda não entendia muito bem, achava que estava assim pelas coisas que eu considerava um problema na minha vida e que se eu ajeitasse elas, eu melhoraria. O erro foi aí. Resolvi esses problemas. Porque eu ainda não estava feliz? Eu me perdi, deixei ela me consumir. Enquanto eu tentava passar uma imagem de uma pessoa alegre, que tinha vários amigos, que se sentia bem consigo mesma, que não ligava pro que os outros pensavam, na verdade eu estava me perdendo. Eu deixei de gostar de estudar, de frequentar as aulas, de ser uma boa aluna, comecei a ir em festa demais, o que não seria um problema se eu não bebesse 1, 2, 3x por semana (entre outras coisas), o suficiente para esquecer da vida e nem lembrar o que fiz no dia seguinte. Deixei de me aceitar como eu era, comecei a ter problemas com comida, não conseguia liberar o que sentia só chorando, tive que liberar de uma forma que me deixou marcas, mesmo que poucas, elas ainda tão ali para não me deixar esquecer, era completamente inconstante, porque não bastava ter altos e baixos, descobri que meus altos eram de uma doença também, o que fazia meus baixos serem ainda piores. Se eu não tivesse pessoas tão incríveis na minha vida nesses momentos, talvez eu nem tivesse aqui. Tem muita história não falada no meio, mas não tenho vergonha de vir aqui expor algumas partes dela, não tenho vergonha de contar um pouco do que aconteceu comigo. Se eu não falar, ninguém vai. Ninguém sabe o que a gente passa melhor do que nós mesmos. Foram quase 4 anos, mas agora eu fui atrás. Eu estou conseguindo sair de algo que eu tinha aceitado que ia viver sentindo o resto da vida, mas não, não é só tentar, problemas psicológicos são como qualquer doença que se não tratar, não melhora. Tanto que eu tomo remédio sim e uma parte enorme da melhora é por isso sim, mesmo que eu tenho que tomar alguns para o resto da vida, eu não vejo problema nisso não. Sei que não é só assim que se resolve, ainda preciso cuidar de toda parte que foi afetada no caminho. As coisas não acontecem de uma hora para outra, levam tempo. Eu sei que tenho um caminho bem longo ainda, mas dessa vez eu estou determinada."

Anônima

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"Sou de Sergipe, vivi minha vida inteira em Aracaju mas, vim pra São Paulo a passeio e me inscrevi no serviço militar pr...
23/10/2017

"Sou de Sergipe, vivi minha vida inteira em Aracaju mas, vim pra São Paulo a passeio e me inscrevi no serviço militar pra f**ar em dia, fui chamado e decidi f**ar.
Tive umas surpresas nas minhas primeiras semanas, fui roubado, levaram minha moto. Mas São Paulo e a ESPM tem me surpreendido positivamente todos os dias."

Manoel

"Minha mãe e meu pai são os meus maiores exemplos. Não pelo simples ditado do "exemplo vem de casa" mas ele durante a vi...
16/10/2017

"Minha mãe e meu pai são os meus maiores exemplos. Não pelo simples ditado do "exemplo vem de casa" mas ele durante a vida cresceram por esforço e mérito como poucos já viram. Ambos vieram do interior, minha mãe de Vacaria (RS) e meu pai de Paraguaçu paulista (SP) se conheceram em Campo Grande (MS). Ela, filha de fazendeiro, não aceitou nada vindo do pai depois do complicado divórcio e das constantes brigas dele e sua mãe. Com 13 anos se mudaram e deixaram de conviver com a família de meu avô, recomeçando a vida no interior do país. Ele, após o abandono do pai, sai do sítio do interior para tentar a vida e depois volta para buscar os outros irmãos. Passaram períodos complicados como a ditadura militar e o período Collor, e os complicados problemas familiar no qual acolheram a família de minha tia e financiaram o estudo dos sobrinhos. Estudaram e trabalharam durante toda a minha vida. Me lembro das diversas vezes que chegavam tarde ou trabalhavam os fins de semana, sem contar quando não morávamos no mesmo estado para que pudessem dar a mim e a minha irmã para que tivéssemos o melhor. Hoje tenho orgulho de dizer que minha mãe juíza federal e meu pai conselheiro do tribunal de contas da união são os maiores exemplos que tenho o prazer de conviver e por isso, acima de tudo, aproveito o máximo dessa universidade incrível para tornar-me ainda mais vitoriosa do que eles são."

Larissa

"Eu comprei uma sombra verde quando eu tinha uns 6 anos. Eu usava direto. Era uma sombra com glitter, eu nem sabia direi...
25/09/2017

"Eu comprei uma sombra verde quando eu tinha uns 6 anos. Eu usava direto. Era uma sombra com glitter, eu nem sabia direito o que aquilo fazia ou para que servia, mas eu gostei. Eu lembro de ser julgado pela minha família e pelos meus amigos de sala por usar e acho que pouco mudou. Hoje em dia ainda recebo uns olhares estranhos na faculdade, umas pessoas que f**am olhando sem entender nada. Mas também, recebo tanto amor dos meus amigos por ser quem eu sou. No final, acho que quem realmente mudou fui eu, de priorizar quem eu sou e deixar de lado os olhares que tanto me atordoavam."

Gustavo

"Eu acho engraçado como as coisas mudaram. Quando era mais novo era uma pessoa super revoltada e em vários momentos, hom...
22/09/2017

"Eu acho engraçado como as coisas mudaram. Quando era mais novo era uma pessoa super revoltada e em vários momentos, homofóbica. Evoluí, saí do ambiente que estava e comecei a conviver com pessoas novas, acabei me abrindo de uma forma que não esperava. Hoje sou uma nova pessoa, bem mais feliz. Aprendi a dar mais valor para meus sentimentos e menos valor para o que os outros pensam e fazem.
Os coletivos tiveram um papel muito importante nesse conhecimento e reconhecimento, primeiro o Coralina e depois o Prisma. Acho que hoje não seria a mesma pessoa se não tivesse algum lugar para me apoiar na faculdade."

Matheus

"Oi, sou Felipe! Mas por favor, hoje não vem falar comigo sobre seus questionamentos sobre a minha aparência! Porque voc...
21/09/2017

"Oi, sou Felipe!
Mas por favor, hoje não vem falar comigo sobre seus questionamentos sobre a minha aparência! Porque você não me pergunta como esta a faculdade, ou como esta o meu namoro?
Por que você não me pergunta qual é a minha comida favorita, e porque eu realmente quero ser um profissional da área de atendimento!?
Você sabia que eu gosto de dançar, de escrever poema, e meu maior hobbie é andar de bicicleta?
Pois é, talvez você só estava disposto a conhecer o cara trans da faculdade, e perguntar como é que ta sua vida social por ser um homem trans!
Cara, isso você sabe … Ela ta bem f**a!
Mas sinceramente, o Felipe é mais do que um homem trans que só fala sobre isso.
Sou questionado diariamente se eu vou aguentar a pressão do trabalho por ser trans, se vou aguentar a faculdade, se vou enfim… aguentar sobreviver.
Eu confesso que muitas vezes eu acho que não ! Mas eu quero mostrar que eu tenho o direito de ser tão feliz quanto todo mundo…. E eu sinceramente queria ser tratado o mais normal possível! Seria possível?
Não sei, mas vou continuar batendo nas teclas do “vamos ultrapassar as barreiras….eu não sou só o que você vê!"

Felipe

"Sou Núbia, tenho 21 anos, venho de uma família cristã evangélica e tenho muito orgulho disso. Acho que um dos meus maio...
18/09/2017

"Sou Núbia, tenho 21 anos, venho de uma família cristã evangélica e tenho muito orgulho disso. Acho que um dos meus maiores orgulhos foi aprender princípios e ensinamentos com a minha família, que eu consigo levar a outras pessoas, eu sonho, sonho e muito, sou muito sonhadora, mas muito objetiva e ambiciosa.
Atualmente eu sonho em me formar em engenharia, será uma das maiores conquistas quando eu entrar na faculdade, infelizmente por conta das condições financeiras f**a um pouco complicado... Sou apaixonada pela minha família e pelas minhas irmãs, uma de 18 e outra de 20, que são moças preparadas pra vida. Um dos momentos difíceis da minha vida foi a separação dos meus pais, depois de 20 anos juntos, eu tinha 15, 16 nos não me recordo muito bem, eu estudava na época, eu tive que tomar um papel muito importante de assumir a casa, de cuidar da casa das minhas irmãs, aquele momento eu não era mais a filha querida, mas eu também tinha que assumir um papel e ajudar, foi quando eu comecei a trabalhar. Entrei aqui como Jovem Aprendiz, e tudo foi se encaixando e se tranquilizando. Aquilo tudo me deixou muito desesperada naquele momento, mas me fez amadurecer muito, me fez ter uma visão maior pras coisas, acordar pra vida, e toda essas situações a gente passa e entende que são necessárias, tudo contribui pra quem você se torna, fora a questões de preconceitos, olhares,já tive muitos complexas por ser baixinha, por não me enquadrar no padrão de beleza imposto, teve uma época que não gostei de mim mesma. Só que com o tempo eu fui percebendo e descobrindo quem eu era e quem eu me tornaria, isso foi um momento eu tracei um objetivo de me aceitar e me amar. Essa sou eu."

Núbia

"Comecei a dar aulas há mais de 20 anos. Não tinha nem entrado na faculdade ainda, no entanto, já tinha feito três anos ...
13/09/2017

"Comecei a dar aulas há mais de 20 anos. Não tinha nem entrado na faculdade ainda, no entanto, já tinha feito três anos de curso de espanhol e, pelo visto, minha mãe achava que eu poderia ser professor. Um dia foi numa escola de idiomas e ouviu uma das professoras falando que precisavam de professor de espanhol. Ela não teve dúvidas: “meu filho pode dar aulas”, disse (pelo visto não aguentava mais um adolescente em casa o dia todo). Eu fui à escola, fiz o teste e passei, desde então nunca mais parei de lecionar. Isso foi em 1996.
Em mais de 20 anos de docência, muitos alunos passaram por minha vida e continuo acreditando na educação que muda as pessoas. Acredito que professores e alunos precisamos aprender juntos. A sala de aula tem que ser um espaço de troca, de mudança, de transformações. E a ESPM, nestes mais de 10 anos que estou aqui, tem colaborado muito para que eu possa entender melhor os caminhos da educação.
Enquanto eu acreditar que posso ajudar às pessoas e enquanto acreditar que posso aprender com os alunos seguirei em sala de aula, ensinando-aprendendo."

Marcos Maurício

"Meu nome é Nailah, de origem árabe e signif**a sucesso em uma língua africana, minha família é uma mistura bem tradicio...
11/09/2017

"Meu nome é Nailah, de origem árabe e signif**a sucesso em uma língua africana, minha família é uma mistura bem tradicional, negros, índios, portugueses, uma mistura grande de raças. Os meus pais trabalhavam em um museu, minha mãe sempre me levou em exposições e teatros, sempre me vi influenciada pela arte por causa da minha mãe, é um amor que sempre esteve comigo, sempre estive em grupos de teatros, sempre me vi cercada disso, quando me vi adulta começou a pesar e deixei de lado essa vontade de me jogar no mundo das artes cênicas para ajudar meus pais.
A família de classe média baixa que vem da região periférica tem como prioridade o trabalho e não tanto o estudo. Eu estudei em escolas muito boas, mesmo não sendo escolas particulares, estudei na faculdade com bolsa, meus pais sempre deram incentivos pra estudar, mas nesse período sempre trabalhei, trabalhei na feira com minha avó, ajudei minha mãe numa empresa de confecção de bolsas, vendia centenas de coisas, ali aprendi a visão empreendedora, tudo é um ganho, podia ter visto como algo que me prendia de me divertir , mas vi como um ganho, pra entender mais sobre a vida e dar mais valor ao trabalho e estudo. O trabalho é algo muito humano, atender e ajudar é algo que gosto muito, você começa entender mais do outro e se coloca na situação o tempo todo, e acaba deixando de lado seus problemas, a ESPM me possibilita estudar, estou fazendo minha pós em marketing , e gosto muito de estar cercada de alunos e funcionários o tempo todo."

Nailah

Endereço

São Paulo, SP

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