21/04/2018
Método Montessori
No método Montessori, a criança é o centro do universo (educativo). Os educadores são como guias que acompanham o aluno na sua “carreira educativa”. Estes guias elaboram propostas educacionais e depositam-nas ordenadamente em bandejas ou cestas, durante a aula. Cada criança é livre para escolher a bandeja que quer, levá-la para o seu canto e trabalhar na sua própria proposta. Uma proposta para as crianças de em idade pré-escolar pode ser, por exemplo, colocar e tirar bolas pequenas de uma garrafa (aprender assim a contar, desenvolver habilidades motoras, etc.). Numa outra bandeja estarão, por exemplo, fichas de nomes de meios de transporte para unir com as respectivas imagens. As aulas Montessori são a típica imagem minimalista, limpa e ordenada.
Montessori é um método orientado a dar respostas mais científicas ou matemáticas, visto que todas as propostas realizadas são baseadas em feitos da realidade e da natureza. Os livros que se encontram nas salas de aula Montessori não são só de contos, encontrará também imensos livros sobre conhecimentos (pássaros, florestas, animais, etc.).
Os cursos Montessori são divididos por etapas de três anos. Por exemplo, há aulas para grupos de crianças de 3-6 anos, de 6-9 anos e de 9-12 anos. As crianças mais velhas costumam ajudar as mais pequenas e as pequenas copiam\imitam as maiores. Cada aluno, escolhendo as propostas que mais lhe motivam, vão desenvolvendo as suas competências e implementar o currículo ao seu ritmo. É um modelo pedagógico que tem como objetivo o aluno estar motivado para desenvolver conhecimento em que ele tenha mais interesse, e que vá desenvolvendo sentido crítico para fazer perguntas e procurar soluções\respostas tangíveis e comprovadas. Ao educador cabe-lhe o papel de orientador que se encarrega ajudar cada criança, mas nunca julgar ou classificar o que esta faz.
Aparentemente, os alunos Montessori costumam trabalhar bem como líderes, já que desenvolveram muita autonomia e capacidade crítica. Desde muito pequenos (etapa pré-escolar) aprendem a ter autonomia: aprendem a descascar as frutas, a lavar as suas roupas se ficarem sujas, a abotoar botões e fechar fechos, etc.
Não verá crianças a correr nas nas salas de aula, mas sim sentados no chão confortavelmente numa almofada, concentrados a fazer uma das atividades educativas propostas.
Alguns defendem que o Montessori é um método muito individualista e pouco colaborativo. Para mim, o maior “defeito” que assinalo é que se trabalha a área científica em demasia em detrimento das áreas da imaginação, atividades simbólicas, expressão e artes.
Método Waldorf
O método Waldorf é um pouco diferente do Montessoriano. Este baseia-se mais na brincadeira. Aprender a brincar, desenvolvendo a imaginação. As brincadeiras livres e simbólicas são o centro da educação das crianças, sobretudo até os 7 anos de idade.
Nos colégios que implementam o método Waldorf encontrará salas cheia de cores, hortas que as crianças cuidam e ambientes muito parecidos com o que temos em casa (com cozinha, sofás…).
Os alunos Walford trabalham a empatia, a criatividade ou a vitalidade. Diferente do Montessori, não aprendem a ler ou escrever até os 7 anos; ao invés dedicam-se às artes, ao movimento e à música. Além disso, trabalham mais em grupo, uma vez que os “projetos” que trabalham são escolhidos livremente, dependendo do interesse de todo o grupo.
Apesar de estarem inseridos em grupos, cada criança aprende apenas quando está preparada, ao seu ritmo. A educadora encarrega-se de observar todas as crianças e identificar os interesses e necessidades de cada um, para promover atividades/estratégias de que necessitam no momento mais oportuno.
Para resumir, se Montessori é mais científica, Waldorf é mais criativa. Por exemplo, para a pergunta “o que é a chuva?” talvez uma sala Montessoriana criaria algo para simular as nuvens e fazer com que chova, já um sala Waldorf começaria um projeto a explicar uma história ou a desenhá-la