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Para amantes da leitura :Laís Moniz 17 anos , aproximadamente 1.69 de altura encontrada morta no dia 18 de Agosto a sua ...
15/03/2022

Para amantes da leitura :

Laís Moniz 17 anos , aproximadamente 1.69 de altura encontrada morta no dia 18 de Agosto a sua morte foi considerada um suicídio pelo Departamento de Investigação de Criminologia (DIC) , com uma onda de desaparecimentos de garotas ligados às redes sociais (crimes cibernéticos) com a mesma estrutura que Laís , será que o DIC não cometeu mais um erro ? Ou será que se trata mesmo de mais um caso triste de instabilidade mental juvenil ? Seja o que for Luian irmão gêmeo de Laís não deixará a morte de sua irmã dada por garantida por conta da ignorância do Departamento investigará até que ele seja o próximo alvo na lista de espera da morte . 1.69 de altura encontrada morta no dia 18 de Agosto a sua morte foi considerada um suicídio pelo Departamento de Investigação de Criminologia (DIC) , com uma onda de desaparecimentos de garotas ligados às redes sociais (crimes cibernéticos) com a mesma estrutura que Laís , será que o DIC não cometeu mais um erro ? Ou será que se trata mesmo de mais um caso triste de instabilidade mental juvenil ? Seja o que for Luian irmão gêmeo de Laís não deixará a morte de sua irmã dada por garantida por conta da ignorância do Departamento investigará até que ele seja o próximo alvo na lista de espera da morte .

Laís Moniz 17 anos , aproximadamente 1.69 de altura encontrada morta no dia 18 de Agosto a sua morte foi considerada um...

22/01/2021

Tentei
Traduzir a escuridão
Em versos
Contei
Os fios negros que a constituem
Entoei o silêncio no papel
Escrevi tudo
Em nada
Absolutamente nada
Só cheiros
Que se desconhecem os sabores
Só bocas
Que nunca tiveram amores
Ou senhores
Quer dizer
Não os cegos
Ou os surdos
Não em becos
Ou em muros
Só o amor
Aquele
Que não se sabe a proveniência
Nem a cor
Está escuro de mais
Para se saber
Até os gritos
São oprimidos pelo silêncio
Apenas ela
E só ela
De lenço
Ela,
A escuridão...
- Telmo Pires

09/07/2020

Para todos aqueles cujos Pais São Separados ...
Eu tenho uma coisa pra te dizer:
TU NÃO ÉS O MOTIVO DA SEPARAÇÃO DOS TEUS PAIS e está tudo bem.
Eu sei que te sentes culpado por ver os teus pais de lados opostos a brigarem pelo teu amor e inundando a reputação um do outro com manchas enormes, mas não. Tu não és a razão da separação. E não é o fim do mundo! Também não venderei sonhos e futuros ilusórios só para te sentires bem. Vai doer; e muito. Eles ouvem o teu choro a noite e o teu semblante distante na hora do jantar. Precisam também da tua aprovação para refazer a vida deles. Fazes parte do futuro que eles anseiam. Sentirás uma grande ausência de um e de outro e por instantes a única coisa que te virá à cabeça é chorar e te martirizares pelo erro que te garanto que não foi você quem cometeu. Pensa nos momentos felizes que tiveram juntos e o quanto eles demonstraram o amor que sentem por ti. Existem ciclos que simplesmente se fecham porque era claramente a hora de fechar. És, acima de qualquer coisa, o elo que une eles para sempre. És o fruto do amor que eles um dia tiveram um pelo outro e a representação humana do carinho que eles sentem um pelo outro mesmo que já não demonstrem. Viva consciente que eles te amam e que precisam de ti agora mais do que em qualquer outro momento do passado. Orgulhe-os e mostre que estás aí e que apoias a decisão deles por mais que isso te afecte. Deixe o tempo fazer o seu trabalho e preencher o vazio que essa separação te causou. Mas, por favor, não te sintas culpado de nada...

Por Telmo Pires

01/07/2020

Se estás a ler isso é porque ainda estás VIVO. O teu coração ainda bate. Os teus olhos ainda observam os milagres da natureza, mesmo que observes com os olhos da alma. O coronavírus não te levou. A tua voz ainda é ouvida. Tens o previlégio de mudar o rumo da tua vida, mais uma vez. Neste primeiro de Julho, quero que saibas que és completamente privilegiado. Não te prendas com os erros do mês passado. Eu sei, eu sei. Deixe os arrependimentos por não ter enviado aquela mensagem, por não ter dito a ela que a amavas antes que ela partisse; por ter disperdiçado aquela entrevista de emprego quando estavas tão nervoso, por teres ido mal na prova de aptidão por causa do bloqueio que tiveste e por não ter coragem suficiente de dizer ao teu Pai que queres viver os TEUS sonhos e não os dele. E não, não precisas carregar esse fardo. Pense nas oportunidades que ainda tens. Neste primeiro de Julho eu quero que faças um compromisso comigo. Viva tanto a tua vida ao ponto de não te arrependeres por não ter tentado o que tanto anseias. O "enquanto há vida há esperança" não pode servir de bengala para adiares os teus sonhos. O futuro é agora... Perdoa-te. Cura-te. Permaceste até aqui, guerreiro. Que Julho não seja mais um mês, mas que seja O Mês. Espero por ti. Conte-me as novidades daquele trabalho que estava encubado e engavetado. Espero por boas notícias...

Por Telmo Pires

19/06/2020

Talvez nada disso importe agora, talvez nem sequer chegues a ler essa carta, talvez nada disso faça sentido. Há séculos que não falamos, mas não é como se não me importasse, até me importo demais com isso. Eu só queria dizer que tens razão. Eu te decepcionei, cometi erros que nem no exemplo eu perdoaria, deixei você partir aos poucos, a cada dia, sem pronunciar qualquer palavra. Nunca insisti que ficasses e peço desculpa. Ainda te vejo nos meus sonhos, meus amigos e familiares ainda perguntam por ti e eu simplesmente fico em silêncio. Eu sei, eu sei, já se passou muito tempo, era suposto já ter ultrapassado, mas não. Eu não consegui me reerguer e me conformar. Ainda dói ver a tua foto com outro, não porque estás feliz, mas por não ser comigo. Espero que estejas bem, gostaria de saber se ainda usas o colar que te ofereci, se ainda gostas de daqueles kuduros da bué, se ainda usas aquela blusa branca da Calvin Klein que tanto gostavas, se cresceste mais alguns centímetros, se estás a te aguentar com as cadeiras da faculdade, se já sabes fazer o nó da gravata, se permaneces com aquele sotaque português bem afinado que gozava e adorava. São tantos se´s que o SE EU SOUBESSE perde valor. Nem quero pensar se fosse diferente. Eu estou bem, passaram algumas pessoas na minha vida, todas efêmeras, mas eu estou bem. Viajo essa semana, para sempre, para um lugar sem volta, espero que sejas feliz sempre. Agora eu posso dizer que Sim, eu cumpri a promessa de que ficaria contigo sempre. Nos vemos noutra vida, num universo não tão distante desse, onde as nossas histórias tenham um final diferente. Vou parar de falar, mas não significa que deixarei de sentir.

Por Telmo Pires

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13/06/2020

Eu quis gritar poesiaaaa, quando as dores do parto aumentaram, versos limpando a minha cara molhada, quadras e tercetos passeando no intímo do meu ser, empurrando sonetos ao feto para lá dos romances das minhas entralhas emaralhadas. Eu quis gritar poesiaaa, quando a coluna começou a emitir dores hiperbólicas, eufemisando um futuro onomapótico nessa terra de contos. Favas cruzadas e emparelhadas, do outro lado uma pré eclampsia científica e houve gritos objectivos... Eu quis gritar poesiaaa, liberdade, loucuraa na cidade dos sonhos, chorando rios sagrados e esperançosos, maiombizando mentes tementes a Ele, exalando paz em folhas de papel branco totalmente nu, na esprança de declamar um dia a solidão do lápis e o beijo tímido da borracha, a segunda mulher da Folha.

Por Telmo Pires

30/05/2020

Gargalhadas feitas asas, todos assuntos são novidades, olhares tímidos em cada ralhetes, repetição de erros como se nunca lhe tivessem dito nada, de pernas cruzadas no fresco do chão da sala, ela é quem comanda tudo nos arredores, aviões de felicidade aterram em corações ingénuos, sinceros, desaprendendo a linguagem inata e abrindo a mente para novas. Eu queria escrever-te por mais que não saibas ler, da última vez fizeste um papagaio, outras um aviãozinho de papel, já usaste até para abanar o fogo na hora de capinicar*, guarda também um pouco a comida, estou cheio de fome. Guarde um pouco de núvem*, um mentol de sonhos para a sobremesa, guarde um refrigerante de esperança. Escreva-me também uma carta, nessas letras de leoa, minhoca, sei lá, me abrace na solidão da noite, faça barulhos absurdos em todos cantos dessa casa, pandea-me esses olhos cegos de maldade, ensina-me a fazer esse cobertor de despreocupação... Foste ao Jardim Celeste né? Ou será Celestial? É lá onde colhes todos os frutos sorridentes e ingénuos de manhã? É lá onde vivem os teus sonhos de doutora* que nem sequer a área de formação sabes? Engenheira de Higiene? Esse curso é só das tuas bandas, nunca vi aqui. Dá-me o braço, caíste mais? Mas você corre como que está sempre a cair? Vem nascer no meu interior, mas quero a versão de felcidade na hora dos doces. Vem, encosta, não tenhas medo, estou aqui.
Foi só um pesadelo, ainda não cresceste, estou aqui.

Telmo Pires in Sonhando Crianças

27/05/2020

Eu nunca vou esquecer os imensos batimentos cardíacos por segundo que tínhamos sob o mesmo teto, o calor amargo sucessivo e sem trégua entre vários barulhos, emissores diferentes acolhidos por essas quatro paredes, abafados na maior parte das vezes pelo "what wonderful world" do Louis Armstrong, nossa música do fundo... e entre libidos constantes, imperfeições estéticas ignoradas, eu me fiz teu, em cada centímetro do meu ser... Mas hoje, hoje são só meras incríveis nostalgias de pequenos almoços do outro lado da cabeceira, lágrimas camufladas pela almofada, conversas de portas batidas, mas sobretudo muito, muito amor, do nosso pequeno infinito...
- Telmo Pires

23/05/2020

Estávamos todos na rua, sentados em poeiras de correntes que formavam um banco incomum, acariciados pelos mosquitos, apesar de ninguém os ligar. Estávamos nós, abraçados pela escuridão da noite e iluminados pela lua cheia daquele dia de verão. Naquela imensidão de des-sonhamento, atirámos para o alto as decepções diárias, do avilo que perdeu o salo, do mano que reprovou no teste da universidade e do kamba que sofreu mais um c***o da "Mulata" depois de ter perdoado o primeiro... Era quase regra aquela comunhão de segredos de estado às 18h de todos os dias, algumas vezes interrompido pelas bozinas dos carros que por aí passavam, outras vezes pelos familiares que chamavam para o jantar...
- Vão jogar essa mutucuria longeee - gritava a tia Madó sempre que a bola dos putos beijava o portão dela a força...
O Momelão era o único despreocupado, quase sempre a sorrir. O pseudo "perdido" era na verdade o mais lúcido ao ponto de VIVER quando os outros se preocupavam apenas em lamentar...
- Hey Gabirú*, paga ainda uma geladas, tô bem dismandjocado - Dizia ele aos manos sempre com um sorriso de ponta a ponta... Lá se foram os tempos em que ele era o mais temido banda, o camarada caçumbulou também alguns sonhos e depois perdeu-os para os ventos do Oriente, até os dele... Hoje só restaram cicatrizes das velhas horas de terror na cuzú, as mesmas que levaram-no à caixa da desrealidade de ter perdido amigos do tempo do babulo*.
- Então, padrinho, não vem nenhum brilho no popô? - Era sempre o Momelão tentando convencer o dono do el dourado dos esquecidos...
Na kiconda* da Rua estava o Ti Mateteu, reclamando as pensões dos antigos combatentes que nunca chegam, descarregava as suas malambas na bola dos canucos pela poeira que só lhe aumentavam a espessura da pele. Tem mazé problema aquele cota. Queria eu, ver a lata dele na hora dos graniles*, também foge como todo mundo. A tia do pincho, Viúva, de quem não se sabe o nome, só vende de noite e desconfia-se que foi mesmo ela quem empurrou o coroa... A família dele fez uma confusão nas vésperas do óbito, todos especulando as 1000 formas que eventualmente ele tenha sido morto, é sempre assim nos tambís* da banda. Desde então a única família dela somos nós. Ninguém quer saber dessas estórias, comemos o pincho e ainda cuia bué...
A noite ainda era uma criança, quando ouvimos o "Stemani na Maste" do outro lado da rua, era o Momelão a exibir a nova roupa, uma pouco mais digna que as anteriores, já todo dismandjocado* a tentar conquistar a Viúva... Nós nos matamos de rir, sempre rimos quando coisas do género acontecem... Entre conversas aleatórias de planos que nunca vão acontecer aquele era o nosso intervalo e momento feliz em meio a tanto sofrimento...
" Oi, oi, oito, nove, dez... ", era assim que alguns bradas* desfarçavam sempre que se aproximava uma mana que aparentava ser bonita e na verdade não era. As da banda, só víamos já no binóculos, ou quando o papóite* do V8 preto estacionasse as 23h...
"Vocês são crianças, não têm maturidade" - Diziam elas quando alguém tentava lhes chamar. Com o tempo percebemos que maturidade era sinónimo de dinheiro. Mas a noite continuava bela, entre a roda de Freestyle dos bradas, a mudez do resto do mundo, a surdez daqueles que comandam tudo e a luz iluminando a roda dos futuros artistas. E depois desse des-sonhamento, colocávamos novamente as nossas capas da dificuldade e regressávamos a nossa casa, às nossas batalhas, esperando ansiosamente a sessão do dia seguinte...

Telmo Pires in Uma Noite na Madeira
Sigam no wattpad: Telmo_Pires

04/02/2020

Boa tarde amantes de literatura e seguidores da página...
Estamos voltando ao ativo, pedimos perdão pela ausência.
Mandem as sugestões de temas e textos, vocês é fazem a página portanto vamos interagir.
Para quem gosta de Spoken word, todas as terças feiras tem Artes ao vivo, com poesia e música, no espaço Baía, arredores dos correios de Luanda, a partir das 19h, apareçam sempre que puderem, entrada gratuita.

Endereço

Luanda
PATRIOTA

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