21/04/2025
GRUPO DE CERCA DE 180 EX-MILITARES DA FORÇA AÉREA NACIONAL (FAN) DENUNCIAM PELO FACTO DE TEREM SIDO AFASTADO DAS FILEIRAS ANTES DE CUMPRIR OS TRÊS ANOS ESTABELECIDOS PELO SERVIÇO MILITAR OBRIGATÓRIO
Os subscritores da denúncia relatam com profunda frustração e sentimento de abandono por parte das autoridades militares, exigindo a sua reintegração imediata nas Forças Armadas Angolanas.
De acordo com o documento, os militares foram recrutados na província da Lunda-Sul, mais precisamente no Centro de Instrução de Tropas da Força Aérea (CITFAN).
Após concluírem com êxito seis meses de formação básica e realizarem o tradicional juramento à bandeira, iniciaram o curso de especialização, com duração prevista de três meses.
No entanto, quando faltavam apenas dois dias para o término do curso, os mesmos alegaram que terão recebidos a notícia devastadora de que estavam licenciados por alegada “redução de pessoal".
Conforme os denunciantes, o licenciamento foi abrupto, sem qualquer explicação plausível ou critério transparente. "Fomos tratados como peças descartáveis. Dedicámos tempo, suor e esperança a uma missão patriótica e, no fim, fomos simplesmente abandonados", lamentam.
Muitos afirmam que se endividaram para chegar aos centros de formação e alimentar-se durante a recruta, acreditando que estavam a dar um passo sólido para servir a Nação.
Os ex-militares revelam que, desde o seu afastamento, em 2019, vivem uma realidade marcada pelo desemprego, desorientação e cobrança constante de familiares que não compreendem o motivo da dispensa repentina.
Alguns relatam que nem sequer tiveram oportunidade de exercer funções dentro das estruturas da Força Aérea. "Fomos preparados para servir, e nunca nos deram sequer a chance de cumprir essa missão", deploram, acrescentando ainda que têm buscado respostas junto do Comando da Força Aérea e de outras estruturas do Ministério da Defesa Nacional, mas sem sucesso.
Ainda, os mesmos alegam que a situação tem sido ignorada pelas ch