O CDMC-Brasil foi inaugurado em 1º de setembro de 1989 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na gestão do magnífico reitor Paulo Renato Costa Souza. A sua criação ocorreu no âmbito do “Projeto Brasil-França” por meio de um convênio firmado entre a Unicamp e o Centre de documentation de la musique contemporaine (CDMC), para a criação no Brasil de uma filial do CDMC francês, cuja sede situ
a-se na Cité de la Musique, em Paris, e tinha como diretora, à época, Marianne Lyon. Os termos do convênio foram aprovados por unanimidade em reunião do Conselho Universitário da Unicamp (Delibaração CONSU nº 177/88) no dia 8 de julho de 1988 e teve seu contrato firmado por ambas as partes no dia 11 de fevereiro de 1988 em sua versão em português, com uma tradução para o francês datada do dia 2 de setembro de 1988. O convênio teve previsão de duração de 5 anos, prorrogado por igual período. Por meio desse convênio, a Unicamp dispôs recursos humanos, materiais e de instalações à disposição para acolher um acervo significativo de música contemporânea do século XX, com obras dos mais relevantes compositores internacionais vindas do CDMC francês e criando, assim, o CDMC-Brasil. José Augusto Mannis foi o primeiro coordenador do CDMC-Brasil. A partir de 1996 iniciou-se a construção do acervo de música brasileira dos séculos XX e XXI, que vem sendo ampliado desde então. O acervo atualmente conta com Cds, discos de vinil, livros, fitas cassete e outros materiais, sendo especializado em música erudita contemporânea nacional e internacional. A partir de 2009, a CDMC passou a integrar o Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural (CIDDIC), órgão complementar da Universidade Estadual de Campinas subordinado à Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa – COCEN. Com isso, deixou de ser um centro e passou a se chamar Coordenação de Documentação de Música Contemporânea.