02/09/2026
Você tem a impressão de que a cada dia que passa, o nosso cotidiano está cada vez mais acelerado?
Somos permeados por notificações, cobranças, compromissos, comparações e pela sensação de que precisamos estar sempre fazendo alguma coisa. Até os momentos de descanso podem ser acompanhados pela culpa de não estarmos produzindo o suficiente.
Nesse ritmo, nem sempre conseguimos perceber o que está acontecendo conosco. A tela ocupa o silêncio, a comparação ocupa os nossos pensamentos e a preocupação com o futuro pode nos afastar totalmente do presente.
Podemos nos sentir cansados mesmo quando paramos, pressionados mesmo quando não há uma cobrança externa e, muitas vezes, com a sensação de estarmos atrasados em relação à vida.
Em momentos de sofrimento emocional, essa experiência pode se intensificar. A ansiedade pode fazer com que o futuro pareça ameaçador e urgente e a tristeza pode estreitar nossa percepção, fazendo com que um problema pareça maior do que todo o restante da vida, tornando mais difícil enxergar alternativas, possibilidades e caminhos.
E, quando estamos presos em momentos assim, podemos esquecer que um pensamento é apenas uma parte da realidade, uma tela definitivamente não representa uma vida inteira e um momento difícil não define toda a nossa história.
São em momentos como esse que a pausa se torna uma forma de cuidado. Isto é, ter uma pausa não é sinônimo de desistir, abandonar responsabilidades ou deixar a vida de lado, mas sim criar um espaço para respirar, sentir, conversar e perceber novas possibilidades.
Neste Setembro Amarelo, o SIAE convida a comunidade acadêmica da Universidade Positivo a experimentar diferentes formas de pausa: na meditação, na yoga, nos jogos, no cinema, na leitura, nas conversas e nos espaços de reflexão sobre saúde mental. Também buscamos ampliar possibilidades de participação e pertencimento, valorizando a inclusão e as diferentes formas de viver a experiência universitária.
Porque, às vezes, antes de encontrar uma resposta, precisamos ampliar o espaço para entender que existem outros caminhos.