08/03/2024
No dia 5 de agosto de 1988, trinta e seis anos atrás, foi promulgada nossa Constituição da República, tornando-se símbolo do processo de redemocratização nacional, estabelecendo a inviolabilidade da igualdade de gênero.
Nesses trinta e seis anos avançamos como país, mas devemos encarar a realidade de que, em alguns espaços, pode ainda haver desigualdade.
Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição, eles assinaram uma nota promissória da qual todo brasileiro seria herdeiro. Essa nota foi a promessa de que “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.
Dois mil e vinte quatro chegou, e essa nota promissória não foi ainda paga por completo. Por isso, essa data de oito de março se torna tão especial, pois nos indica que devemos avançar.
Apesar das dificuldades e frustrações que o atual momento, por vezes nos traz, ainda temos um sonho.
Um sonho que alcançaremos por completo o ideal de que “Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações.”
Temos o sonho de que nossas filhas herdarão um país, e uma universidade, onde não serão julgadas por seu s**o, mas pelo conteúdo do seu caráter.
E é justamente por isso que esse momento deve ser de comemoração e valorização de nossas meninas e mulheres. O sonho pode se realizar se não o relegarmos ao esquecimento.
Essa é a nossa esperança. E ancorados nela, cremos, poderemos esculpir na rocha da desigualdade uma pedra de esperança. Ainda que agora não a vejamos esculpida por completo, participamos de seu entalhe.
Parabéns às nossas queridas meninas e mulheres de nossa UFPR e do Setor de Ciências Exatas. Vocês têm nosso respeito, admiração e apreço. Comemoremos esse dia, fazendo dele um memorial que reafirme o valor do caráter de cada uma de vocês.
Direção do Setor de Ciências Exatas