06/06/2026
Vocês pediram nos comentários — e tinham toda razão.
Enquanto falamos de Jörmungandr e Tiamat, o Brasil tem uma das mitologias mais ricas do mundo. E a escola quase nunca conta.
Boitatá — do tupi “mboi-tatá” (cobra de fogo). Serpente de couro transparente e olhos como faróis que guarda as matas e persegue quem as queima. Registrada numa carta do Padre Anchieta em 1560.
Boiúna — a Cobra Grande da Amazônia. Corpo que reflete o luar, vira navio e canoa, causa redemoinhos. Também conhecida como Cobra Norato.
Iara — antes era o Ipupiara, um homem-peixe que matava com abraço mortal. Só no séc. XVIII virou a sereia Iara (“senhora das águas”), fundida à sereia europeia. Um mito genuinamente mestiço.
Tau e Kerana — o casal guarani amaldiçoado pela deusa Araci, que gerou 7 criaturas lendárias (Teju Jaguá, Mboi Tu’i, Luison...). É a nossa “teogonia”, como os Titãs gregos.
A serpente cósmica universal também é NOSSA. Só falta a gente contar. Qual lenda brasileira você quer ver no próximo post? Comenta