12/12/2024
Já ouviu falar em física quântica?
Acredito que sim!
E sobre computação quântica? A probabilidade é um pouco menor.
Hoje, quero explorar um pouco mais sobre esse tema fascinante e promissor, que tem sido um verdadeiro divisor de paradigmas em áreas como criptografia e otimização de algoritmos.
Em disciplinas como Eletrônica Digital (S1) e Introdução à Programação (S2), aprendemos que, na computação clássica, a menor unidade de informação é o bit, que pode assumir dois valores: 0 ou 1. Os computadores modernos costumam representar esses bits como pulsos de tensão elétrica ou corrente (ou pelo estado elétrico de um circuito flip-flop). Em um circuito, quando não há corrente fluindo, ele é considerado desligado, e seu estado é representado como 0. Por outro lado, quando a corrente está fluindo, o circuito está ligado, sendo representado como 1.
Na computação quântica, a unidade básica de informação é o q-bit (ou bit quântico). Ele pode ser entendido como o equivalente quântico do bit clássico, mas com características muito mais complexas.
Enquanto cada bit clássico representa exclusivamente 0 ou 1, o q-bit pode estar em estado de superposição, sendo simultaneamente 0, 1 ou uma combinação probabilística de ambos os estados. Essa propriedade é uma das bases mais fascinantes da mecânica quântica.
Por exemplo, ao combinarmos dois bits clássicos, podemos formar quatro possíveis combinações:
1. 00
2. 01
3. 10
4. 11
Já no caso dos q-bits, graças à superposição, eles conseguem codificar um número significativamente maior de informações ao mesmo tempo. 💙