03/03/2021
Quando ocorre uma inflamação no tendão, tendinite, o processo cicatricial normalmente é estimulado de maneira descontrolada com formação demasiada de colágeno, desorganizando as fibras existentes e formando um tecido fibroso bem rígido. Por isso que, acompanhando as lesões, percebemos um aumento na rigidez articular e limitação dos movimentos.
O exercício funciona como um estresse mecânico nos tendões e outros tecidos musculoesqueléticos, provocando danos, microlesões que estimulam a liberação de moléculas, as citocinas inflamatórias, que estimulam um processo cicatricial e aumento da irrigação sanguínea local, o que ajuda a recuperar a inflamação da lesão.
Se o exercício é realizado com alongamento, movimentos amplos, ele pode reorganizar as fibras de colágeno que a lesão desorganizou, além de modular a cicatrização e consequentemente controlar a rigidez articular. A carga tensiva é bem importante para este processo de recuperação e ela se torna mais perceptível quando associado ao alongamento usa-se carga. Isso acontece no treinamento de força com uso de exercícios que exigem execuções de maior amplitude possível da articulação, como ocorre no agachamento, stiff, flexão plantar, supino com halteres, paralela, crucifixo invertido, puxada e outros exercícios.
Em contrapartida, alguns exercícios como cadeira extensora, leg press, meio agachamento dentre outros, apesar de serem muito utilizados, não apresentam estímulos excelentes de alongamento e, portanto, servem apenas como exercícios complementares no treino cujo objetivo é o alívio da dor e recuperação dos movimentos rígidos de uma lesão.
Portanto, tenha cuidado com a qualidade do movimento do seu treino! Quando ocorre negligência neste cuidado as pessoas não conseguem o resultado que procuram e muitas vezes culpam o treino de força como não sendo uma estratégia ef**az para resolver o problema.