17/05/2026
O Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia marca um momento importante na luta por direitos da comunidade LGBTQIAPN+: em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. A data se tornou um chamado mundial à reflexão, à informação e ao enfrentamento das violências e preconceitos que ainda atingem a comunidade.
Piadas, exclusões, constrangimentos, negação de direitos, silenciamentos, desrespeito ao nome social, barreiras de acesso e permanência nos espaços educacionais e profissionais são tão formas de violência quanto agressões e assassinatos da comunidade LGBTQIAPN+.
Combater o preconceito exige compromisso coletivo, escuta, formação, acolhimento e políticas institucionais que garantam dignidade e respeito. E o espaço do saber, o ambiente educacional, deve ser o espaço de conhecimento, convivência democrática e valorização da diversidade. Nesse contexto, a informação qualificada é uma ferramenta essencial para romper estigmas, respeitar orientações se***is, identidades e expressões de gênero.
No IFBA, estamos trabalhando para que as transformações necessárias aconteçam. Em 2017, foi instituída a normatização para o uso do nome social. Em 2025, no I Encotas (Encontro de Estudantes Cotistas do IFBA) e I FBAE (Fórum de Beneficiários da Assistência Estudantil do IFBA) um grupo de trabalho discutiu sobre Políticas Afirmativas, Gênero/Sexualidade e apresentou como proposição a reserva de vagas para pessoas pessoas trans, travestis e não-binárias no ensino superior.
Recentemente, a pauta também foi debatida no Conselho Estudantil (COES), que propôs a formação de uma Comissão Interconselhos (COES/CONSUP/CONSEPE), instituída em abril de 2026 e que conta com a representação estudantil e da Diretoria de Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis para elaborar proposta sobre a reserva de vagas para pessoas trans nos cursos de ensino superior.