Em Alagoas, a origem do processo do desenvolvimento da educação musical não se difere do restante do Brasil. Instituições orquestrais e, posteriormente, as filarmônicas, fundadas desde o século XIX, ficaram responsáveis pela presença da música nas cidades alagoanas como Marechal Deodoro, Santa Luzia do Norte e Piaçabuçu. Essas agremiações eram, geralmente, de ensino gratuito patrocinado pela Igrej
a Católica ou por instituições militares. Em Maceió, nas primeiras décadas do século XX, era forte e enriquecedora a presença de compositores e pianistas. Com a fundação do Conservatório Brasileiro de Música, seção de Alagoas, nos anos 1960, verificou-se a preocupação em sistematizar o ensino da música, através de uma prática pedagógica sistemática e institucionalizada. Nos anos 1980, o Governo do Estado, através do Centro de Belas Artes, ligado à Fundação Teatro Deodoro, criou, em nível médio, um curso profissionalizante de música. Com essa lacuna, surgiu o ensino
acadêmico de música dentro da UFAL, sendo criado o Departamento de Artes em 1981 com a proposta do Bacharelado em Música com Habilitação em Canto. Com a necessidade do exercício da docência, criou-se em seguida o curso de Licenciatura em Música. O Bacharelado em Canto e a Licenciatura em Música da UFAL foram instituídos pela Resolução 04/08/88, do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE). Essa resolução levou em consideração os projetos de criação dos novos Cursos e a expansão das
atividades de ensino da UFAL, o atendimento específico ao mercado de trabalho, o atendimento à demanda das políticas governamentais, no que se refere à formação de recursos humanos e, mais especificamente, à habilitação de professores para o ensino de matérias definidas como obrigatórias pela Lei n.º 5.692/71 de 11 de agosto de 1971. Através da Portaria nº 1445 de 1º de outubro de 1992 do MEC, com base legal no Decreto nº 83857 em 15 de agosto de 1979, foi reconhecido o Curso de Licenciatura em Música e Bacharelado em Canto tendo em vista o Parecer do Conselho Federal de Educação
nº 425/92.