31/08/2026
A UERN e o SINTAUERN vem fortalecendo as ações de prevenção e enfrentamento às violências contra as mulheres. Em 2024, a instituição avançou na implantação de um protocolo específico para atendimento de casos de violência contra a mulher, estabelecendo fluxos e responsabilidades para acolher e encaminhar essas situações.
O SINTAUERN apoia cada ação.
Os números registrados pela Ouvidoria da Uern mostram um crescimento na identificação de manifestações relacionadas à violência contra mulheres. Em 2024, foram registradas 443 manifestações na Ouvidoria, sendo 0,2% delas relacionadas a casos atendidos por meio do protocolo. Em 2025, das 370 manifestações recebidas, 0,8% foram contempladas pelo protocolo. Já em 2026, até agosto, a Ouvidoria contabilizou 220 atendimentos, dos quais 7,3% envolveram relatos de mulheres que afirmaram ter sofrido algum tipo de violência.
A evolução dos percentuais, no entanto, precisa ser interpretada com cautela. O aumento dos registros não significa, necessariamente, que a violência tenha aumentado dentro da universidade. A ampliação pode estar relacionada à criação de mecanismos capazes de identificar situações que antes permaneciam invisíveis.
O protocolo não criou a violência. Ele criou condições para que ela pudesse ser reconhecida, registrada e acolhida. Hoje, a Uern conta com uma política institucional, fluxos definidos e responsabilidades estabelecidas para lidar com essas situações.
Para a ouvidora da Uern, Carmem Sousa, é fundamental que toda a comunidade acadêmica conheça os mecanismos disponíveis para buscar ajuda. Segundo ela, a violência pode se manifestar de diferentes formas e, muitas vezes, começa em situações que são naturalizadas no cotidiano.
O SINTAUERN está junto a esse trabalho.
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