05/04/2025
Mais consumo e menos desigualdade 🇧🇷
Um estudo realizado por 2 consultores de orçamento da Câmara dos Deputados aponta que mudanças na cobrança do Imposto de Renda (IR) propostas pelo governo devem aumentar o consumo, reduzir a desigualdade e aumentar o bem-estar social.
A nota técnica, elaborada por Dayson de Almeida e Helio Rego, foi divulgada na quarta-feira (2) para contribuir com o debate público sobre o projeto de reforma do IR encaminhado pelo presidente Lula (PT) ao Congresso.
O projeto prevê isentar do IR trabalhadores que ganham até R$ 5.000 por mês e reduzir a tributação daqueles que ganham até R$ 7.000. Em compensação, propõe cobrar mais impostos de ganha mais do que R$ 50.000, o equivalente a R$ 600.000 por ano.
Hoje, é isento do IR quem ganha até R$ 2.824. Já quem ganha mais do que R$ 4.664,68 paga alíquota máxima do tributo sobre seus rendimentos: 27,5%.
Segundo os consultores da Câmara, mudar a faixa de isenção vai liberar mais recursos na mão de uma parcela da população que tem mais propensão a consumir, mas que hoje tem parte de seu orçamento comprometido pelo IR. Isso tende a ampliar o consumo das famílias e estimular o crescimento da economia.
“O principal efeito macroeconômico esperado a partir da implementação da medida é o aumento do consumo agregado”, dizem os técnicos. “O estímulo ao consumo deve impulsionar a demanda e, por conseguinte, a atividade econômica no curto prazo, especialmente nos setores varejista e de serviços. Estimativas apontam para um choque de R$ 10,3 bilhões no consumo agregado.”
🕊 Bem-estar
“Estima-se que o projeto tem o condão de reduzir em 1,1% a desigualdade de renda no universo de declarantes do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), que compreende mais de 40 milhões de brasileiros”, informa a nota técnica da Casa.
Ainda segundo o estudo, as mudanças no IR têm a capacidade de aumentar em 3,8% o bem-estar dos mesmos 40 milhões de brasileiros.
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