23/09/2017
A Reitoria da UFRGS segue com suas medidas de austeridade e sucateamento da universidade!
Iniciamos mais um semestre e o cenário de precarização dos serviços da universidade segue a todo v***r. No início do ano, nos deparamos com mais um ataque às e aos estudantes beneficiários PRAE: cortes e limitação dos direitos de assistência estudantil que foram conquistados com muita luta. Durante o início desse semestre, as e os trabalhadores da universidade se depararam com severas alterações nos serviços do restaurante universitário – aumento do preço das refeições, redução do quadro de trabalhadores terceirizados e a possibilidade de demissão em massa das/dos trabalhadores da produção de refeições e serviços de caixa.
Mesmo antes do movimento golpista de Michel Temer - para assumir a administração do Estado em benefício da intensificação das medidas e interesses da burguesia –, a grande maioria das/dos estudantes trabalhadores da universidade já sofriam com a precarização da assistência estudantil, principalmente, nos cortes de direitos que dizem respeito a permanência desses estudantes na universidade até a conquista do diploma. Não à toa, durante mais essa crise econômica (cíclica e periódica) global - uma das piores crises econômicas da história do Brasil - quem segue pagando a conta dessa “bola de neve” (criada pelos próprios capitalistas) é a classe trabalhadora e seus filhos, estudantes, trabalhadores em formação. Com o avanço das medidas liberais (de austeridade) da REItoria nesse ano de 2017, a sobrevivência desses estudantes, em condições socioeconômicas desiguais aos demais, se torna um entrave.
A respeito do sucateamento dos RUs, temos o indicativo de demissões em massa de trabalhadores terceirizados, principalmente, após a implantação do novo sistema de acesso aos restaurantes (através da compra antecipada de “tickets” e a realização de um login para acessar as dependências dos Rus), assim como, o fim dos serviços de produção de refeições (a universidade irá comprar “comida pronta” de uma empresa, reduzindo diretamente o quadro de terceirizados). Medidas de arrocho salarial também vinham sendo impostas a essa categoria: no início do ano, alguns trabalhadores terceirizados perderam o direito de utilizar os RUs para realizarem suas refeições. Para as e os técnicos administrativos, o custo da refeição do RU passou de R$ 1,75 para R$ 9,10. Além da utilização indevida da verba do Programa Nacional de Assistência Estudantil nos RUs, a REItoria aumenta em mais de 400% o valor das refeições para os TAs.
A gestão Mobiliza! (DACOM 2017) repudia as medidas de precarização das condições de trabalho e sucateamento dos serviços oferecidos pela universidade. Vivemos um período onde a inexistência de uma cultura de luta (com uma identidade de classe, combativa) nos deixa desarmados(as) frente aos ataques dos governos e dos capitalistas. Afinal, EXCELÊNCIA PRA QUEM? A retomada de nossos direitos e a garantia de uma universidade pública que atenda aos interesses das/dos estudantes cotistas, beneficiários PRAE, trabalhadores em formação perpassa pela construção de uma luta organizada com independência à Reitoria e a burocracia institucional, construída com autonomia ao aparelhamento político.
Não aos retrocessos!
Seguiremos resistindo!
Mobiliza!
Gestão DACOM 2017