CAO Centro Acadêmico Orfila - Toxicologia Analítica Centro Acadêmico Orfila do Curso de Toxicologia Analítica da UFCSPA

Fotos da III Jornada Acadêmica da Toxicologia Analítica da UFCSPA
31/12/2017

Fotos da III Jornada Acadêmica da Toxicologia Analítica da UFCSPA

No período de 14 a 16 de Agosto foi realizada a III Jornada Acadêmica do Curso de Toxicologia Analítica, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA).

Com o tema “Ciências Forenses: A Ciência Desvendando Crimes”, contou com a apresentação de diversas palestras de pesquisadores do INCT Forense.

Para aqueles que estavam presentes na III Jornada Acadêmica da Toxicologia Analítica, durante a palestra do PCF Gerson, ...
16/08/2017

Para aqueles que estavam presentes na III Jornada Acadêmica da Toxicologia Analítica, durante a palestra do PCF Gerson, de Perícia Digital, aqui tem uma notícia sobre o aplicativo que localiza nudez em imagens, do qual ele estava falando. Saiba mais no link:

Tecnologia exclusiva da Polícia Federal identifica padrão de arquivos criminosos a partir de banco de dados

31/05/2017

Hoje no Trocando Ideias falaremos sobre mais uma tecnologia abordada na série Black Mirror. O episódio 6 da terceira temporada mostra como abelhas mecânicas, criadas para evitar um desequilíbrio ambiental, são utilizados para assassinar pessoas impopulares, mediante um juri na internet.
Mas será que isto é uma realidade?
Será que algo parecido com essa tecnologia já existe?
Sim!

Abelhas polinizadoras diminuíram sua população em 37% e 5 a 8% da produção agrícola mundial é dependente da polinização animal. Certamente sua extinção impacta desfavoravelmente a economia, a disponibilidade de alimentos e pode gerar um desastre ecológico, uma vez que 90% das plantas silvestres dependem da polinização e estas servem de alimento para outras espécies de animais.
Em vista disso, pesquisadores da Harvard University desenvolveram um pequeno robô em forma de inseto capaz de voar, chamado RoboBee. O objetivo é que sejam robôs autônomos para polinização artificial.
Isso foi conduzido através de dois controles instalados sobre as asas que se autoprogramem permitindo manobras aéreas. Adicionalmente, em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), os pesquisadores desenvolveram um sistema de adesão eletrostática para que as abelhas robôs possam pousar em superfícies gastando pouca energia, em que o simples desligamento da fonte de alimentação para o eletrodo faria com que o robô soltasse a superfície.
Certamente a intenção dos cientistas envolvidos na pesquisa é que essas abelhas sejam usadas para o bem, por meio da atuação na polinização, no mapeamento do tempo e tráfego e na busca e salvamento em ambientes perigosos, como no caso de desastres nucleares. No entanto, como toda tecnologia ela pode ser usada para mal. Espionagem, ataques urbanos e transporte de armas química e biológicas são alguns exemplos.
Eaí, o que acham? Será que em breve estaremos convivendo com mini robôs em forma de insetos?

08/05/2017

Black Mirror é uma série de televisão britânica de ficção científica, criada por Charlie Brooker, sobre as consequências obscuras de uma tecnologia futurista. O trocando ideias vai falar alguns dos episódios onde a tecnologia abordada já existe, mesmo que em um protótipo longe de estar presente na vida cotidiana.

O terceiro episódio da terceira temporada (The Entire History of You) apresenta uma realidade alternativa onde a maioria das pessoas possui um “grão” (tipo um chip neuro-ocular implantado no cérebro) que permite o registro das memórias das pessoas. Essas memórias podem ser revistas a qualquer momento. No episódio, isso motiva uma crise de ciúmes entre um casal e isso é tudo que vamos falar sobre, pois o objetivo desse texto não é dar spoilers.

Uma tecnologia que já foi patenteada em 2014 na Correia do Sul pela Samsung Mobile são as lentes de contato inteligentes equipadas com um fino display, uma câmera, uma antena e muitos sensores de movimento que são ativados pelo simples movimento de piscar. Elas proporcionariam uma realidade aumentada que permite aos usuários projetar, no seu campo de visão, imagens que foram filmadas ou fotografadas com apenas uma piscada. Essas lentes seriam conectadas com algum aparelho externo via bluetooth. Esse seria um avanço para o Google Glass, que foi descontinuado em 2015 pela falta de qualidade de imagem. O Google não desistiu da ideia e também trabalha em suas próprias lentes de contato inteligentes com a finalidade de medir o nível de glicose na lágrima e avisar o usuário diabético no seu celular. Não há dúvidas que a realidade virtual desperta uma assustadora curiosidade e pode estar mais próxima do que imaginamos.

28/04/2017

Mateo José Buenaventura Orfila Rotger (conhecido também como Mathieu Orfila), químico e médico espanhol, teve um papel importante na história da toxicologia, papel este que o nomeou como “pai da toxicologia”

17/04/2017

"Volta e meia escuto alguém falar que usamos só 20% da nossa capacidade mental – mas isto é verdade?

Vou tentar responder esta questão com a história dos “surdos mudos". Quando um surdo não tem contato com outro surdo, ele, por não conseguir conversar com ninguém, parece possuir deficiências intelectuais, antigamente sendo muitas vezes considerado retardado mental. Mas, se ele conviver com outro surdo, os dois passam a se comunicar por sinais que rapidamente se desenvolvem em uma língua bastante completa. Mais impressionante é se surdos puderem ir a escolas onde se ensina e fala a língua de sinais (no Brasil conhecida como LIBRAS – língua brasileira de sinais). Neste caso, os surdos tornam-se intelectualmente normais e, obviamente, deixam de ser “surdos mudos”, pois conseguem “escutar “ e “falar”, só que de forma diferente. Passam a ser simplesmente deficientes auditivos.
Para os falantes, observar pessoas se comunicarem em LIBRAS (alguns discursos na TV tem um quadrinho no qual uma pessoa faz gestos), parece estranho e certamente não se parece com uma língua. Mas, LIBRAS é uma língua muito similar à nossa, possuindo todas as possibilidades de comunicação e talvez até algumas a mais quando comparada com a nossa língua falada.
No livro “Vendo Vozes” o neurologista Oliver Sacks descreve os falantes de LIBRAS como totalmente fluentes, sem ter que pensar que tal sinal significa tal coisa e o próximo sinal significa tal outra coisa. Simplesmente observam e entendem, como nós escutamos e entendemos o contexto geral do texto, sem ter que pensar nas palavras individuais. O mais impressionante é que pessoas fluentes em LIBRAS sonham movimentando as mãos, como se tivessem “falando”.
O nosso cérebro é organizado de forma que características diferentes do nosso comportamento sejam processadas em áreas diferentes. Existem áreas responsáveis pela visão, pela audição, pelos movimentos e assim por adiante. No caso dos deficientes auditivos, eles passam a usar a área normalmente usada para a audição (que não tem utilidade) para processar as sutilezas de movimento que caracterizam LIBRAS.
Se qualquer um de nós quisesse aprender a falar a língua de sinais, conseguiria? Sim, com bastante esforço conseguiria. Mas quantos de nós falamos? Pouquíssimos, pois precisaríamos investir muito tempo para aprender a falar esta língua diferente. Teoricamente temos a capacidade, mas não o fazemos por falta de tempo ou de interesse. Neste sentido, até podemos dizer que usamos só 20% da nossa capacidade, pois poderíamos aprender muitíssimas coisas, mas não o fazemos por falta de tempo. Portanto, não é verdade que usamos só 20% da nossa capacidade – usamos toda a capacidade que conseguimos usar no tempo e nas condições que nos são dadas. Mas é bom viver com a ideia que, caso quiséssemos aprender a falar LIBRAS ou chinês, conseguiríamos."

Autoria: Guido Lenz

Endereço

Universidade Federal De Ciências Da Saúde De Porto Alegre
Porto Alegre, RS

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