FCT UNESP - Presidente Prudente

FCT UNESP - Presidente Prudente Página Oficial da FCT UNESP, câmpus de Presidente Prudente.
(288)

22/12/2025

🚨 Últimas semanas para se inscrever no Processo Seletivo Olimpíadas Científicas Unesp 2026. São oferecidas vagas adicionais em cursos de graduação para participantes e medalhistas de olimpíadas do conhecimento. O prazo para se cadastrar vai até 4 de janeiro de 2026, pelo site da Fundação Vunesp (https://www.vunesp.com.br/VNSP2510).

Mais informações no site do Vestibular Unesp: https://vestibular.unesp.br/sharer.php?post=134

🎄✨ Boas Festas! ✨🎄Chegamos ao final de mais um ano de conquistas, desafios superados, aprendizados e conhecimento compar...
19/12/2025

🎄✨ Boas Festas! ✨🎄

Chegamos ao final de mais um ano de conquistas, desafios superados, aprendizados e conhecimento compartilhado.

Juntos, fortalecemos nossa missão de inovar e transformar a realidade, dentro e fora de nós mesmos.

Neste merecido momento de descanso, a FCT Unesp deseja que as festas de fim de ano tragam renovação, paz e esperança.

Nossas atividades acadêmicas retornam no dia 5 de janeiro de 2026.

O período de recesso escolar vai ser de muito trabalho na Moradia Estudantil da FCT Unesp, em virtude da reforma iniciad...
19/12/2025

O período de recesso escolar vai ser de muito trabalho na Moradia Estudantil da FCT Unesp, em virtude da reforma iniciada neste segundo semestre.

“Trata-se do atendimento de uma demanda antiga dos moradores, oferecendo melhores condições para estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A moradia reformada, com acessibilidade e localizada praticamente dentro do câmpus, oferece uma melhor qualidade de vida para esses alunos, especialmente para quem vem de fora. Essa é a nossa expectativa com o início dessa reforma”, afirma o vice-diretor da FCT Unesp, Prof. Dr. Ricardo Pires de Paula.

As obras foram contempladas pelo edital nº 001/2021 da Pró-Reitoria de Planejamento Estratégico (Propeg) e da Coordenadoria de Permanência Estudantil (Cope) e visam atender também ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) referente à acessibilidade, firmado entre Unesp e Ministério Público.

O investimento previsto é de aproximadamente R$ 4 milhões, e o processo conta, além da Cope, com apoio da Reitoria e da Coordenadoria de Engenharia e Sustentabilidade (CES).

Segundo o vice-diretor, a postergação da reforma se deu devido a uma série de fatores desde o retorno das atividades presenciais da universidade em 2022, após a pandemia. Com a reestruturação da CES pela Reitoria da Unesp no mesmo ano, foi necessário aguardar todo o processo seletivo para a contratação de engenheiros efetivos. Em 2023, a Propeg orientou para os 12 campi que dispõem de moradias estudantis que a Reitoria havia feito um convênio com a Fundunesp e que, então, as unidades poderiam contratar os projetos dessas grandes reformas via convênio com a Fundação.

Na FCT, a empresa responsável pelo projeto da moradia foi a MVA Arquitetura e Urbanismo. De 2023 a 2024, a MVA desenvolveu efetivamente o projeto de reforma da moradia, já que, no momento da concorrência, existiam apenas um croqui e as diretrizes iniciais. “Ao longo de 2023, a empresa realizou levantamentos técnicos, diversas visitas e escutas com moradores e estudantes, buscando adequar as propostas do edital às demandas reais, como a acessibilidade. Concluída essa etapa, o projeto foi encaminhado à CES, que, ao longo de 2024, realizou a análise e revisão completa dos projetos arquitetônico, elétrico, estrutural, hidráulico, entre outros”, conta o vice-diretor. No primeiro semestre deste ano de 2025, o processo de revisão foi finalizado e a CES o repassou à unidade e a licitação foi organizada.

De acordo com o vice-diretor, o processo envolveu os servidores técnicos da Diretoria de Serviços, da Divisão Técnica Administrativa e da Diretoria de Informática na elaboração, execução e agora no acompanhamento das obras. “Também é importante destacar o trabalho da direção com as assessorias, envolvendo a Comissão Local de Permanência Estudantial (CLPE) e o Serviço Social, no processo de desocupação da moradia durante a reforma”, explica.

A Cope enviou um recurso adicional para os moradores poderem sair da moradia, alugar uma república ou outro lugar. Esse recurso foi repassado para a FCT e a assessoria da vice-direção procedeu o empenho dos recursos aos moradores. “Foram identificadas as necessidades de cada estudante, através de uma reunião geral com todos os moradores, explicando como seria o processo, e os alunos indicaram o que precisariam levar da moradia para as repúblicas, como colchão e utensílios domésticos”, complementa Ricardo.

A assistente social da Seção Técnica de Saúde e parte da CLPE, Kassia Petilo, acredita que a reforma pode trazer outros impactos positivos além da melhoria da condição de vida, como a possibilidade de elaboração de um regimento interno visando ajudar na convivência e conservação do ambiente. “Essa renovação ajuda também a combater o estigma muitas vezes imposto sobre a Moradia Estudantil em si, e se torna um ponto atrativo para futuros calouros”, ressalta.

Em busca de contribuir significativamente para a saúde e o bem-estar dos servidores da universidade, o projeto “Saúde do...
19/12/2025

Em busca de contribuir significativamente para a saúde e o bem-estar dos servidores da universidade, o projeto “Saúde do Trabalhador/Unesp”, desenvolvido pleos professores Dra. Iracimara de Anchieta Messias (Departamento de Urbanismo, Planejamento e Meio Ambiente), Dr. José Ângelo Barela (IB Unesp/Rio Claro) e Dr. Luís Alberto Gobbo (Departamento de Educação Física), com apoio da direção da FCT Unesp, teve sua primeira etapa com os funcionários finalizada neste mês.

Inicialmente desenvolvida no câmpus de Presidente Prudente, a iniciativa se concentra na análise do movimento e da funcionalidade humana para o diagnóstico precoce de alterações posturais em trabalhadores. O objetivo é utilizar a análise de posturografia estática e dinâmica por meio de plataformas de força para identificar distúrbios musculoesqueléticos e outras alterações no controle postural, fornecendo suporte crucial às Seções Técnicas de Saúde (STS) da universidade com um protocolo de avaliação inovador e multidisciplinar, como a biomecânica avançada e a análise estatística.

As plataformas de força funcionam de um modo simples: os pesquisadores manipulam a base de apoio do participante, variando a posição dos pés (afastados, juntos ou em semi-tandem) para observar como o indivíduo realinha seu centro de gravidade e reage ao desequilíbrio, simulando dificuldades do dia a dia como caminhar em superfícies irregulares.

“A ideia é entender como as condições crônicas ou a perda de massa muscular – comum com a idade, especialmente na parte inferior do corpo – afetam a estabilidade. A pesquisa também inclui jovens como referência de controle postural saudável para comparação e detecção precoce de possíveis problemas”, explica Gobbo.

Segundo Iracimara, a proposta é um dos braços ligados ao projeto “BIA Brasil”, do Laboratório de Avaliação do Sistema Musculoesquelético (Labsim), coordenado pelo professor Gobbo; contando com a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Ergonomia (NEPErg), grupo do qual a docente é coordenadora. A pretensão é que o projeto seja expandido para outras cinco unidades da Unesp, nos campi de Rio Claro e Bauru.

“Além do foco inicial em trabalhadores institucionais, nós queremos chegar até outras populações vulneráveis, incluindo trabalhadores rurais e catadores de reciclagem, integrando pesquisa, ensino e extensão para promover um trabalho sustentável e digno, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). É urgente que tenhamos um modo de tratar os riscos psicossociais e os desafios impostos pelo trabalho plataformizado e suas consequências na saúde e bem-estar desses trabalhadores”, finaliza Iracimara.

A FCT Unesp vai ganhar mais um espaço de produção de conhecimento e contribuição social. É o Laboratório Nacional de Din...
18/12/2025

A FCT Unesp vai ganhar mais um espaço de produção de conhecimento e contribuição social. É o Laboratório Nacional de Dinâmicas Imobiliárias, proposta do egresso e professor do Programa de Pós-graduação em Geografia, Dr. Marlon Altavini de Abreu, aprovada no edital Nova Geração Fapesp para início das atividades em 2026, com duração de cinco anos e financiamento no valor de R$ 1,5 milhão.

O Laboratório tem como foco o monitoramento e análise de dinâmicas imobiliárias presentes na produção das cidades brasileiras, fundamentais para o enfrentamento das desigualdades socioespaciais. A proposta consiste na construção de um banco de dados e informações, que vai fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas inclusivas, promovendo cidades mais justas e sustentáveis.

Segundo Marlon, a pesquisa aprovada pela Fapesp é um aprofundamento das análises de um projeto piloto que envolveu coleta de dados em 22 cidades brasileiras com dispersão territorial. “Através da curva de aprendizagem dos últimos anos, aperfeiçoando rotinas de coleta e os processos de saneamento dos dados, iremos ampliar nossa análise para todos os municípios brasileiros. Será possível iniciar cortes temáticos para entender como a dinâmica imobiliária tem se desenvolvido, por exemplo, nas cidades do agronegócio, da mineração, de grandes complexos hoteleiros etc.”, explica o pesquisador.

No cronograma de atividades do projeto, está previsto, a partir do primeiro semestre de 2026, um site de acesso público com análises gerais dos dados e um campo de busca destinado a pesquisadores.

“Essa conquista adquire um significado particular por me permitir, ainda que modestamente, retribuir ao Grupo de Pesquisa Produção do Espaço e Redefinições Regionais (GAsPERR) o investimento coletivo, intelectual e institucional que o grupo dedicou à minha formação ao longo dos anos”, comemora Marlon.

Trajetória acadêmica

O geógrafo chama a atenção para o fato de que, das 314 propostas submetidas para o edital Nova Geração Fapesp 2024, 58 foram aprovadas e apenas quatro na área de humanidades. “Acredito que nossa proposta foi aceita em razão de uma trajetória de pesquisa que tem sido acumulada por meio do GAsPERR e um conjunto de outras pesquisas”, explica Marlon, citando o projeto de cooperação entre CNPq e Fapesp, “Dinâmicas imobiliárias e fundiárias urbanas: a construção de um sistema de monitoramento de informações municipais dos mercados imobiliários no Brasil”, liderado por ele e o “Observatório Nacional de Monitoramento e Avaliação de Dinâmicas Imobiliárias e Fundiárias”, financiado pelo CNPq, com coordenação do Prof. Dr. Everaldo Santos Melazzo.

Marlon chegou na FCT Unesp em 2007 para iniciar a graduação em Geografia. “Durante a minha graduação, mestrado e doutorado, tive acesso a uma rotina sistemática de pesquisa e debate, viabilizada pela aprovação de projetos temáticos pela Fapesp, pela participação em redes de pesquisa que possibilitaram o diálogo com pesquisadores de diferentes instituições e pela existência de uma estrutura física e financeira que tornou possível a elaboração da proposta atual”, relembra.

O pesquisador faz questão de destacar o empenho do seu orientador, Prof. Dr. Everaldo Santos Melazzo, que o acompanhou desde a graduação, bem como o apoio conjuntos dos docentes do Grupo de Pesquisa Produção do Espaço e Redefinições Regionais (GAsPERR), que “sempre ofereceram as condições gerais para que os estudantes pudessem estar engajados em pesquisas de ampla repercussão nacional”.

Para a realização desta pesquisa, Marlon cita parcerias já consolidadas, com o Observatório de Ciudades da Pontifícia Universidade Católica do Chile (PUC Chile) e o Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU/USp). Também estão sendo articulados termos de cooperação com o Urban Data Lab, da University of Southern California) e com o Observatório do Mercado Imobiliário da Secretaria de Finanças de Fortaleza (Sefin).

Além do projeto do Marlon, outro pesquisador da FCT Unesp também foi contemplado pelo edital Projeto Geração Fapesp: José Diego Fernandes Dias (Departamento de Física) é autor da proposta “Desenvolvimento de transistores fotossinápticos sustentáveis para promover uma eletrônica de menor impacto ambiental”.

“Criar é também existir, reivindicar e reinventar”. É o que afirma a exibição (eu)manifesto, exposta na Biblioteca da FC...
18/12/2025

“Criar é também existir, reivindicar e reinventar”. É o que afirma a exibição (eu)manifesto, exposta na Biblioteca da FCT Unesp. Inspirada pela canção “You Don’t Know Me”, de Caetano Veloso, e resultante da disciplina optativa “Arte na América Latina: os Manifestos e a Modernidade”, do curso de Arquitetura e Urbanismo, a mostra se consagra como um memorial de movimentos da história latino-americana, a partir de obras autorais dos alunos orientados pela Profa. Dra. Kátia Kodama.

A exposição “(eu)manifesto” se caracteriza como nascida do gesto de tornar visível aquilo que pulsa – no corpo, no pensamento e no coletivo. Com uma abordagem poética, subjetiva e ancestral, as obras são descritas como “um ato de presença: o íntimo encontra o político, a memória se faz forma e a subjetividade se move em espiral — um movimento que retorna, expande e transforma”.

As criações flutuam entre temáticas e materiais, abordando desde a interação humano-natureza, como exposto em “Um Reencontro com a Floresta Atlântica”, de Leonardo Ferreira de Mello, até as memórias intergeracionais, demonstrada em “O peso das coisas”, por Anita Garcia Bórbora. A primeira, realizada em tinta acrílica sobre algodão, é inspirada presta homenagem ao paisagista Roberto Burle Marx, mesclando elementos da fauna e da flora interiorana com o abstracionismo. “O trabalho convida o observador a reconhecer as potencialidades do parque, sua memória e sua importância ecológica em um país marcado pela devastação de suas florestas nativas”, explica Mello.

A peça de Anita, por sua vez, é instigada pelos fatores socioeconômicos da produção de peças em cerâmica por artesãs do Vale do Jequitinhonha (MG) e a conquista de seus propósitos e espaços. “A obra em biscuit nasce como um relicário de lembranças, moldado com memórias e histórias de três gerações: filha, mãe e avó. Os objetos simples aqui ganham um novo destaque, [...] a fim de dar uma imagem à delicadeza, insubordinação e invenção feminina”, conta Anita.

Além da Profa. Katia, Leonardo e Anita, a exposição é de autoria dos graduandos de Arquitetura, Francisca Emília de Holanda Bisneta, Leonardo Pilegi, Emanuele Andrade, Yeda Calixto e Lucas Santos.

O professor substituto do Departamento de Geografia da FCT Unesp, Dr. Mateus Fachin Pedroso, pesquisador do Centro de Es...
16/12/2025

O professor substituto do Departamento de Geografia da FCT Unesp, Dr. Mateus Fachin Pedroso, pesquisador do Centro de Estudos em Educação, Trabalho, Ambiente e Saúde (Ceetas), recebeu menção honrosa na área de Geografia Humana da revista portuguesa Finisterra.

O certificado de premiação foi concedido no dia 10 de dezembro, em sessão pública que visa congratular os artigos que foram destaques do ano na revista, publicada pela Universidade de Lisboa, em Portugal.

Segundo Mateus, o texto premiado, intitulado “Uma Geografia que acontece: intersecções da vida de mulheres à luz do contexto geográfico” (link nos comentários), teve por objetivo central compreender as trajetórias de vidas de mulheres a partir do conceito de assemblage thinking na produção de seus respectivos contextos geográficos, especificamente, a realidade daquelas que viveram/vivem com o vírus HIV/AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).

O artigo é resultado da tese do pesquisador, defendida em 2022 no Programa de Pós-graduação em Geografia da FCT, com o título: “Flores e Dores, vozes e vidas: contexto geográfico de mulheres e suas experiências intereseccionais em Presidente Prudente, SP”, e orientação dos professores Dr. Raul Borges Guimarães e Dr. Nécio Turra Neto. A tese recebeu o Prêmio Isabel André, da Universidade de Lisboa, que evidencia trabalhos inovadores e revolucionários, comprometidos com as Geografias Feministas e de Gênero.

“Particularmente, sinto-me honrado e agradecido pelo reconhecimento de caráter internacional, o que evidencia a potencialidade da Geografia brasileira, sobretudo, de uma Geografia estritamente compromissada com as pessoas, suas formas de ser e viver que não estão desassociadas de seus corpos e interseccionalidades. Acredito que tal postura, feminista e corporificada, estimula o movimento necessário em prol de uma ciência geográfica preocupada com bases epistemológicas e metodológicas que se disponham a compreender os complexos movimentos da realidade”, comemora Mateus.

Vinculado ao grupo espanhol de pesquisa Promoting Fitness & Health through Physical Activity (Profith) e trabalhando ao ...
16/12/2025

Vinculado ao grupo espanhol de pesquisa Promoting Fitness & Health through Physical Activity (Profith) e trabalhando ao lado de pesquisadores referências mundiais na área da atividade e esporte físicos, o Prof. Dr. Ricardo Agostinete, do Departamento de Educação Física da FCT Unesp, finaliza seu primeiro semestre de pós-doutorado na Universidad de Granada (UGR), na Espanha.

Lotado na Faculdade de Ciências do Esporte (Facultad de Ciencias del Deporte/UGR), Agostinete integra o Profith ao lado de mais de 90 pesquisadores, supervisionado pela Dra. Esther Ubago Guisado, e financiado pelo Ministerio de Ciencia, Innovación y Universidades de España (MICIU) por meio da bolsa Juan de la Cierva (JdlC), uma das mais prestigiadas oferecidas pelo governo espanhol. Ademais, a UGR ocupa a 12ª posição mundial entre as faculdades de Ciências do Esporte e é a primeira colocada na Espanha, segundo o Shanghai Ranking de 2024, garantindo ao brasileiro um estudo acadêmico renomado e de alta qualidade.

O projeto de atuação do docente faz parte de um “guarda-chuva” de trabalhos liderado pela sua supervisora, considerada referência na área de estudos que envolvem atividade e exercício físicos na saúde óssea de crianças e adolescentes, e pelo Dr. Luiz Gracia. O objetivo é analisar o quanto o exercício físico pode influenciar o tecido ósseo desses adultos que passaram pelo câncer quando crianças. Para isso, é utilizada a tecnologia pQCT (Tomografia Computadorizada Quantitativa Periférica), um método avançado de análise óssea a partir da imagem 3D.

“Esse projeto é extremamente importante porque adultos que tiveram câncer na infância podem ter o desenvolvimento do tecido ósseo comprometido, principalmente em função dos tratamentos, como quimioterapia e radioterapia. A infância e a adolescência são fases decisivas para o ganho de massa óssea, e quanto maior esse ganho, menor o risco de osteoporose no futuro. No entanto, quem passou pelo tratamento tende a atingir um pico de massa óssea menor no início da vida adulta, o que aumenta o risco de osteoporose, fraturas e outros problemas ao longo da vida”, explica.

Para além do aprimoramento profissional e acadêmico ao trabalhar com nomes de referência na temática do tecido ósseo e do exercício físico, Ricardo tem expectativa em relação ao futuro dos estudos da área na FCT, como a aquisição de equipamentos do mesmo nível tecnológico que o pQCT, por exemplo.

“O projeto permite que eu aprofunde meus conhecimentos no desenvolvimento de ensaios clínicos randomizados, que, do ponto de vista da relevância e da qualidade metodológica da pesquisa, representam o melhor modelo de estudo que pode ser realizado. Também possibilita a ampliação da minha rede de contatos com referências mundiais na nossa área e, quem sabe, a realização de estudos futuros em parceria entre esses pesquisadores da Universidade de Granada e nós da FCT”, finaliza.

“Que o espírito humboldtiano continue a nos guiar na construção de uma pós-graduação comprometida com a ciência, a forma...
16/12/2025

“Que o espírito humboldtiano continue a nos guiar na construção de uma pós-graduação comprometida com a ciência, a formação humana e o desenvolvimento sustentável”. Foi com essa reflexão do Prof. Dr. Carlos Roberto Grandini, da Faculdade de Ciências de Bauru (FC Unesp/Bauru), que a 6ª Reunião Técnica do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais (POSMAT) teve início na FCT Unesp, durante os dias 10 a 12 de dezembro.

Com uma programação que incluiu dois minicursos técnicos, três palestras, sessões de pôsteres, apresentações orais, e momentos de discussão acerca da autoavaliação e planejamento do POSMAT, o evento recebeu 157 inscrições, abrangendo alunos de diversos outros campi da Unesp para três dias de troca de experiências e aprendizados.

“Este encontro vai além de um momento de avaliação e planejamento. Ele reafirma o nosso compromisso coletivo com um projeto de universidade baseado na integração entre ensino e pesquisa, na autonomia intelectual e na busca livre pelo conhecimento. Um modelo concebido no século XIX, por Wilhem von Humboldt, que ao longo do tempo mostrou sua capacidade de produzir ciência de excelência, formar cidadãos críticos e impulsionar o desenvolvimento social e tecnológico. Esse ideal segue atual e especialmente relevante em áreas estratégicas como a nossa, da ciência e da tecnologia de materiais”, destaca Grandini, também coordenador do POSMAT.

Programação

As atividades da reunião se iniciaram na tarde de quarta-feira (10), com os minicursos “Introdução ao MATLAB” e “Técnicas de Fluorescência, Espectroscopia e Imageamento Raman (Horiba)”. O primeiro, ministrado pelo Prof. Dr. Edson Sardella (FC/Bauru), apresentou uma introdução à linguagem computacional MATLAB, amplamente utilizada para o desenvolvimento de códigos voltados à solução de problemas em Física e Engenharia. O segundo contou com os especialistas de aplicação da empresa Horiba, Filipe Cabral e Rafael Perrella, que introduziram os princípios fundamentais de três equipamentos: o Duetta, sistema híbrido de fluorescência e absorbância; o MESA-50, espectrômetro portátil de fluorescência de raios X (ED-XRF) para análise elementar; e o microscópio Raman LabRam Soleil, com enfoque em imageamento químico e aplicações em materiais. Ao fim, os estudantes de pós-graduação e iniciação científica puderam explorar, na prática, as funcionalidades apresentadas.

A manhã de quinta-feira (11) contou com a cerimônia de abertura, com a mesa composta pelos professores Dr. Carlos Roberto Grandini, Dra. Priscila Aléssio e Dra. Rosiane Ponce, representando a direção da FCT. Logo em seguida, o docente do Instituto de Química de Araraquara (IQ/Unesp), Dr. Sidney Ribeiro, conduziu a palestra “Fotônica e Química: um casamento feliz”, sobre as origens, materiais trabalhados e algumas aplicações para a ciência da luz. Na sequência, houve a primeira sessão oral de trabalhos.

Pela tarde, a palestra “A revolução da inteligência artificial na ciência e tecnologia”, com o Prof. Dr. Osvaldo Novais de Oliveira Junior, do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), enfatizou sobre o impacto da IA na produção de artigos científicos. As apresentações de trabalhos orais e em pôster vieram logo em seguida, e o dia foi concluído com uma confraternização entre os participantes.

O último dia do evento foi aberto pelo relato do Prof. Dr. Carlos José Leopoldo Constantino, com a palestra “Entre ‘nano’, ‘bio’ e incertezas: 25 anos de formação, pesquisa e construção no POSMAT”, evidenciando principalmente como a criação do POSMAT e a evolução das linhas de pesquisa do Departamento de Física da FCT caminharam juntas, moldando de forma impactante a identidade científica construída em Presidente Prudente na área de materiais.

Os trabalhos apresentados que se destacaram foram premiados. A pós-graduanda Luana Ribeiro dos Anjos foi certificada como melhor apresentação e os estudantes Giovanna Eller Silva Souza, Jhuliene Elen Muro Torrento e Marcelo Soares Borro receberam menção honrosa.

Por fim, foi aberto um momento de discussões e troca de experiências com um bate-papo com o coordenador do programa, integrando a mesa-redonda "Desafios e Perspectivas do Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Materiais" junto aos professores Dr. Wallance Pazin (FC/Unesp) e Dra. Priscila Alessio, que encerraram a reunião.

Em celebração ao encerramento das atividades realizadas em 2025, o Grupo de Estudos em Geodésia Espacial (GEGE) da FCT U...
15/12/2025

Em celebração ao encerramento das atividades realizadas em 2025, o Grupo de Estudos em Geodésia Espacial (GEGE) da FCT Unesp realizou, na última sexta-feira (12), o Seminário Anual do grupo. Com a participação de palestrantes da casa, internacionais e nacionais, o evento foi realizado de forma híbrida, na sala de apresentação de projetos do Departamento de Cartografia, e transmitido online no canal do YouTube do grupo, para mais de 300 pessoas.

A programação do seminário, conduzida pelo doutorando do Programa de Pós-graduação em Ciências Cartográficas (PPGCC), João Pedro Zaupa, contou com cinco palestras, transitando por apresentações sobre três grandes áreas de pesquisa e desenvolvimento em geodésia e navegação, além de uma discussão abrangente sobre o papel da inteligência artificial (IA).

A palestra de abertura foi ministrada pela Profa. Dra. Daniele Barrocá, uma das coordenadoras do grupo, que apresentou um breve histórico do GEGE desde sua criação até os dias atuais.

Na sequência, o professor Dr. Kai Guo, da Universidade Beihang (BUAA/China), trouxe um trabalho focado na avaliação de desempenho de GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite) a bordo (airborne GNSS performance) usando dados ADS-B (Automatic Dependent Surveillance–Broadcast). A discussão foi voltada para a avaliação do impacto de anomalias da ionosfera e o desempenho do GNSS a bordo durante uma tempestade geomagnética.

A palestra “Multi-GNSS Multi-Frequency PPP-AR: Principles, Modeling, and Evolution”, realizada pelo Dr. Dimitrios Psychas, da European Space Agency (ESA), abordou os princípios, modelagem, evolução e avaliação de desempenho do PPP-AR (Ponto Preciso com Resolução de Ambiguidade) multi-GNSS (multi-constelações) e multifrequência. Psychas explicou também os fatores cruciais para a técnica de posicionamento ser a mais precisa possível, e quais desafios de contabilidade de dados podem ser enfrentados no processo.

A quarta apresentação, “Shaping the Future of Geodetic Earth Monitoring with AI”, foi conduzida pelo Prof. Dr. Benedikt Soja, do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich/Suíça). Nela, foi abordada a influência da IA na geodésia e no monitoramento da Terra, a partir de exemplos de como o machine learning está sendo usado para refinar modelos globais – na previsão de parâmetros atmosféricos, no downscaling de dados da missão Grace para monitorar anomalias de massa, e na previsão de Parâmetros de Orientação da Terra (EOP) – com maior precisão e confiabilidade.

Para encerrar, o professor Roberto Luz, da Coordenação de Geodésia (CGED) do IBGE, apresentou um panorama do passado, presente e futuro da Rede Vertical Brasileira. “Muito bom poder falar com a comunidade de vocês, ainda mais em uma data tão bacana como esses 80 anos que nós comemoramos, aqui no IBGE, o início dos trabalhos de nivelamento”, celebra.

O GEGE

Coordenado atualmente pelos docentes do Departamento de Cartografia, Dra. Daniele Barrocá e Dr. João Francisco Galera, o Grupo de Estudos em Geodésia Espacial surgiu em 1996, inspirado pelo grupo GPS da Universidade Técnica de Delft (TU Delft/Holanda) liderado pelo Prof. Peter Teunissen.

Na FCT, o GEGE iniciou pequeno, com apenas um docente e dois alunos. Entretanto, sua aprovação no projeto “Jovem Pesquisador” da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), ainda em seu primeiro ano de existência, atraiu a participação de outros docentes, principalmente após a criação do Programa de Pós-graduação em Ciências Cartográficas.

Os membros do grupo incluem docentes, pesquisadores, alunos de iniciação científica, mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos, e estagiários da área de Geodésia e Topografia, que se reúnem quinzenalmente para a discussão de assuntos relacionados à Geodésia Espacial. Em geral, é organizado também um seminário anual com duração de um dia, além dos workshops de projetos desenvolvidos ao longo do ano.

Como objetivos, Daniele destaca: as investigações sobre o uso dos sinais GNSS para fins de geodésia, monitoramento da atmosfera e integração com outras áreas de Ciências e Engenharias, feita pelo posicionamento e sensoriamento remoto e geodésico; e a implementação e validação de novas tecnologias e metodologias para o posicionamento espacial, além das aplicações não-convencionais.

Desde os anos 2000, os números do GEGE têm crescido. Atualmente, conta com cerca de 20 reuniões anuais e 203 membros. Este aumento se deu, principalmente, pela expansão a nível nacional, que trouxe a participação interinstitucional de outros grupos de pesquisa (UFPE, UFRGS, UFPR, UFU/Monte Carmelo, IME, UFPI, Unicamp, e a própria Unesp).

Barrocá ressalta, ainda, o papel do grupo e de seus integrantes: “A gente sempre pede que os orientadores, participantes, incentivem a participação efetiva nas reuniões, que tragam reflexões e perguntas sobre a área, inclusive, para os alunos da graduação. Além de prestigiar as apresentações dos colegas, é importante ampliar a divulgação das pesquisas de um modo didático. Nós buscamos trazer a Geodésia mais próxima das pessoas nas nossas mídias sociais, para que elas entendam onde ela está presente no dia a dia de cada um”, finaliza.

O Núcleo Negro de Pesquisa e Extensão (Nupe) da Unesp comemorou e avaliou seus 25 anos durante o 9º Fórum Permanente de ...
15/12/2025

O Núcleo Negro de Pesquisa e Extensão (Nupe) da Unesp comemorou e avaliou seus 25 anos durante o 9º Fórum Permanente de Diversidade, Equidade e Direitos Humanos, fechando a programação do V Festival de Ocupação Preta e do I Congresso de Estudos das Relações Étnico-raciais, eventos realizados de 4 a 6 de dezembro, no câmpus da Unesp de Presidente Prudente.

“O Nupe é importante porque ele é negro. Embora existam inúmeras discussões atuais sobre o termo, ele pode nos remeter a pensar nos que são descendentes daqueles que vieram da África, pensar na diáspora africana e em todos os lugares onde estamos. Na comemoração dos 25 anos, a Unesp tem motivos para se orgulhar e, principalmente, para se envolver no avanço, no conhecimento e na valorização de outras referências e da própria história da humanidade vista por outras perspectivas”, defende a coordenadora executiva do Nupe da Unesp, Profa. Dra. Mônica Abrantes Galindo de Oliveira.

Presente em 18 dos 24 campi da Unesp, o Nupe, em 2025, passou a integrar a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (Proade). Em cada unidade, o Núcleo reúne professores, pesquisadores e alunos, para desenvolver e incentivar atividades de extensão e pesquisa acerca de temas pertinentes à comunidade negra dentro e fora do ambiente acadêmico.

Para o pró-reitor da Proade, Prof. Dr. Leonardo Lemos de Souza, “celebrar os 25 anos do Nupe é reconhecer a força de um coletivo que nunca aceitou a neutralidade como opção. É um dispositivo político-acadêmico que afirma que o racismo é estrutural e por isso o antirracismo tem que ocupar um lugar de mais efetividade no âmbito da nossa instituição”.

A ocupação desse lugar de enfrentamento se faz com diversificadas atividades de pesquisa e extensão. De acordo com a Profa Dra. Sueyla Ferreira da Silva dos Santos, vice-coordenadora executiva do Nupe e supervisora do Núcleo da FCT Unesp, as ações realizadas e o próprio grupo em si “são a universidade abrindo-se para a pluralidade dos saberes e afirmando que não há futuro sem ancestralidade, não há equidade sem ação política e não há universidade sem diversidade”.

Histórico

A coordenadora executiva do Nupe conta que as articulações para a concepção do Núcleo na Unesp se iniciaram em 1999, mas ele passou a existir oficialmente nos anos 2000. Nascido de diálogos entre docentes, discentes, assessores e funcionários técnico-administrativos negros e estudiosos das populações afro-brasileiras, o Núcleo se propõe a juntar para potencializar. É um espaço de referência e de concentração de ações que possam contribuir para a organização de uma pauta e de uma luta pelo reconhecimento, valorização e ampliação da participação da população afrodescendente na instituição e fora dela.

“Nossos jovens estão chegando na universidade com 17, 18 anos, mas muitos não tiveram a oportunidade de chegar. O problema é crônico e estrutural. Nós da universidade temos o compromisso e a oportunidade de fazer alguma coisa, em especial ao que se refere às questões de educação. Espero que, ao longo das décadas, consigamos ser um país mais coerente, que se reconhece e se aceita na sua diversidade”, opina o vice-reitor da Unesp, Prof. Dr. Cesar Martins.

Mônica, todavia, explica que o trabalho extensionista pode dar a impressão de que as questões étnico-raciais se relacionam exclusivamente com as áreas da cultura, esportes ou arte. “Nesse sentido, a universidade tem um papel importantíssimo de quebrar essa visão e contribuir para que os conhecimentos relacionados a todas as áreas do conhecimento sejam compreendidos a partir de autores, lugares e, principalmente, perspectivas diversas – como a africana e a dos povos originários”, ressalta.

Segundo a coordenadora, a universidade deve continuar a reconhecer e incorporar de forma mais profunda as influências europeias, africanas e indígenas que formam o Brasil, ampliando políticas de inclusão, diversificando o currículo e fortalecendo pesquisas e intercâmbios que valorizem conhecimentos produzidos além do eixo europeu e norte-americano.

Endereço

Rua Roberto Simonsen, 305
Presidente Prudente, SP
19060-900

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00
Sábado 08:00 - 12:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando FCT UNESP - Presidente Prudente posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Universidade

Envie uma mensagem para FCT UNESP - Presidente Prudente:

Compartilhar

Categoria