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Nupage - Núcleo de Pesquisa Aplicada em Gerontologia e Envelhecimento Núcleo de Pesquisa Acadêmica.

O termo “paciente zero” tem uma história notável — e controversa — no contexto da epidemia de HIV/AIDS, especialmente po...
08/05/2025

O termo “paciente zero” tem uma história notável — e controversa — no contexto da epidemia de HIV/AIDS, especialmente por sua associação com Gaëtan Dugas, um comissário de bordo canadense que foi incorretamente retratado como o responsável pela introdução do HIV na América do Norte.

Essa narrativa se originou principalmente de uma interpretação equivocada de dados epidemiológicos e foi amplamente popularizada por um livro de 1987 chamado And the Band Played On, de Randy Shilts. A origem do termo “paciente zero” data de uma investigação dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) no início dos anos 1980.

Os pesquisadores estavam tentando mapear os primeiros casos de AIDS nos EUA e traçar conexões entre eles. Em um estudo de 1984, Gaëtan Dugas foi rotulado como “Patient O” (a letra “O” de “Outside of California”), indicando que ele era um paciente de fora da área de estudo central (Califórnia). No entanto, essa letra “O” foi interpretada erroneamente como o número “0” — zero — e assim nasceu o mito do “paciente zero”. Dugas cooperou com as autoridades de saúde, fornecendo informações detalhadas sobre seus parceiros se***is, o que ajudou os pesquisadores a mapear uma rede de transmissão precoce do HIV. No entanto, ele acabou sendo injustamente transformado em um vilão público, acusado de ser o “responsável” pela introdução do vírus nos EUA. A mídia e o livro de Shilts reforçaram essa imagem, apesar de não haver nenhuma evidência científica de que Dugas foi o primeiro caso de HIV nos Estados Unidos.

Estudos genéticos posteriores, particularmente um estudo de 2016 que analisou amostras de sangue arquivadas de pacientes dos anos 1970, mostraram que o HIV já estava presente em Nova York por volta de 1970, bem antes da chegada de Dugas ao cenário epidemiológico. O caso de Gaëtan Dugas e o termo “paciente zero” se tornaram um exemplo clássico de como erros de interpretação e sensacionalismo midiático podem criar mitos duradouros e estigmatizar indivíduos injustamente.

Atualmente, muitos especialistas consideram inadequado usar o termo “paciente zero”, dada sua carga estigmatizante e imprecisão científica.

O termo “paciente zero” tem uma história notável — e controversa — no contexto da epidemia de HIV/AIDS, especialmente por sua associação com Gaëtan Dugas, um...

SAVE THE DATE! No dia 11/10, às 9h, o coordenador do NUPAGE, João Paulo Gugliotti, apresentará sua pesquisa mais recente...
02/10/2024

SAVE THE DATE! No dia 11/10, às 9h, o coordenador do NUPAGE, João Paulo Gugliotti, apresentará sua pesquisa mais recente desenvolvida no Departamento de Saúde Global e Medicina Social do King’s College London, intitulada “O risco materno: imperativos de saúde e cuidados reprodutivos nas campanhas de AIDS dirigidas às mulheres nas décadas de 1980/90”. A apresentação faz parte de projeto de pós-doc desenvolvido no Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP, sob supervisão da Dra. Lilia Blima Schraiber, com financiamento da FAPESP.

A reunião científica é aberta a todas as pessoas interessadas! Contamos com a sua presença no prédio central da FMUSP, sala 1306, primeiro andar, no dia 11/10, às 9h.

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O NUPAGE aglutina estudos relacionados à história da epidemia de HIV-AIDS e a diferenças de gênero, sexualidade, geração e raça/etnia, tendo suas produções mais recentes alinhadas com os campos da história da ciência, sociologia, saúde coletiva e gerontologia. O Núcleo tem suas pesquisas apoiadas pela FAPESP.

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A pré-venda de “AIDS e envelhecimento homossexual” começou na Amazon! “A ciência biomédica e as políticas de saúde têm r...
15/09/2024

A pré-venda de “AIDS e envelhecimento homossexual” começou na Amazon!

“A ciência biomédica e as políticas de saúde têm relações que vão além do facilmente observável. O estudo de Gugliotti tem a rara qualidade de nos mostrar algumas dessas relações trazendo à luz desafios éticos ainda não enfrentados plenamente pela ciência biomédica no que se refere à população LGBTI+ (e, em particular, a questão da homossexualidade). O paradigma da diferença-inclusão que marcou a produção biogerontológica estudada revelou-se incapaz de oferecer resultados em sintonia com os direitos humanos desse segmento. E não há dúvidas de que segmentos socialmente estigmatizados e/ou subordinados podem se beneficiar de sua incorporação à pesquisa biomédica assim como já se passa nas Ciências Humanas e Sociais em Saúde. O ponto crucial é como fazer essa incorporação, de forma crítica e sintonizada com as demandas de reconhecimento e igualdade da população LGBTI+.

Esta obra sociológica pode interessar a um amplo espectro de leitores, desde interessados sobre o tema, ativistas e profissionais de saúde, mas traz especiais contribuições para a sociologia da saúde, o campo de estudos gerontológicos e à Saúde Coletiva. Mais do que uma crítica aos estudos biogerontológicos e às resistências sociais à criação de políticas de saúde mais inclusivas, “AIDS e Envelhecimento Homossexual – Representações gerontológicas e a linguagem da patologia” contribui para vislumbrarmos outras maneiras, mais equânimes e integrais, de lidar com as reais necessidades de saúde da população LGBTI+. Necessidades que desafiam um aparato científico biomédico que tende a reproduzir desigualdades e discriminações mesmo quando identifica e incorpora segmentos sociais em suas investigações ou políticas de saúde que permanecem centradas na patologia e, por isso mesmo, resistem a desenvolver concepções integrais de saúde”.

– Richard Miskolci.

A publicação é editada pela EdUFSCar com selo da FAPESP.

O lançamento oficial é dia 30/setembro.

https://www.amazon.com.br/AIDS-envelhecimento-homossexual-representações-gerontológicas/dp/8576006251/ref=sr_1_2?dib=eyJ2IjoiMSJ9.7S8g9iLu6bNss8QlPFwhFfERCG06i09Ern5Lh5t2-W8LGtQTf7dB1C5mbuZOyzSr.QY1KTi_9YV4ah_xJQZ3nNmt5oxjAsQiQp7dvqzKxwWo&dib_tag=se&qid=1726413109&refinements=p_n_publication_date%3A5560471011&s=books&sr=1-2

Save the date! 📆“The Untold Story, Florence Rush” estreia dia 09 de agosto. O documentário estará disponível no canal do...
08/08/2024

Save the date! 📆

“The Untold Story, Florence Rush” estreia dia 09 de agosto. O documentário estará disponível no canal do NUPAGE no YouTube.

“The Untold Story, Florence Rush” é um documentário produzido e dirigido por João Paulo Gugliotti que explora a história da assistente social, ativista e mãe, Florence Rush, no contexto da epidemia de HIV/AIDS em Nova York nos anos 1980 e 1990. Em 1992, Rush escreveu uma comovente carta aos pais de Ron, namorado de seu filho, Matthew, cujos pais o haviam repudiado em função de sua homossexualidade e, depois, da AIDS. Rush cuidou de Ron e Matthew durante toda a doença até seus últimos dias. Na carta intitulada “An open letter to the parents of my son’s love” (“Uma carta aberta aos pais do amor de meu filho”, em português), Rush narrou as angústias e sofrimentos que Ron enfrentou pela ausência de sua mãe e pai, assim como seu papel de cuidadora, os desafios próprios do cuidado e a carga emocional que suportou sozinha.

Para mais informações, acesse: nupage.org

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O NUPAGE aglutina estudos relacionados à história da epidemia de HIV-AIDS e a diferenças de gênero, sexualidade, geração e raça/etnia, tendo suas produções mais recentes alinhadas com os campos da história da ciência, sociologia, saúde coletiva e gerontologia.
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14/11/2022

A história é marcada e transformada por grandes epidemias e pandemias. Tal afirmação pode soar trivial se não lembrarmos que, nas transformações, algo persiste e retorna. Por meio da experiência com a Aids, poderíamos parafrasear Karl Marx11 Karl M. O Dezoito Brumário de Louis Bonaparte. S...

26/07/2022

A atividade faz parte da série "Cultura e Conflito", das Segundas-feiras na ANPOCS.Apresentação e debate: André Botelho (UFRJ)Apresentações: Mara Telles (UFM...

24/07/2022

| Acompanhe, na próxima segunda (25/07), a mesa “Desinformação e fake news na política contemporânea brasileira”, da série "CulturaEConflito".

A moderação será feita por Jorge Machado (), Mara Telles (), Richard Miskolci () e Rossana Rocha Reis ().

🗓️ 25/07, 17h.

📌 A transmissão será feita em nosso canal do YouTube: Link na bio!

18/07/2022
A revista Physis, do Instituto de Medicina Social da UERJ, publicou em seu último número (2) o artigo “‘É difícil temer ...
07/07/2022

A revista Physis, do Instituto de Medicina Social da UERJ, publicou em seu último número (2) o artigo “‘É difícil temer aquilo que não podemos ver’: o trabalho representacional da Covid-19 e a pedagogia do medo entre vírus e animações”, de autoria de João Paulo Ferreira e Cristiane Vilma de Melo.

A revista Physis, do Instituto de Medicina Social da UERJ, publicou em seu último número (2) o artigo “‘É difícil temer aquilo que não podemos ver’: o trabalho representacional da Covid-19 e a pedagogia do medo entre vírus e animações”, de autoria de João Paulo Ferreira e Cristiane ...

Endereço

Universidade Federal De São Carlos/UFSCar/Departamento De Gerontologia
São Carlos, SP

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