Mapas Terreiros de SP

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"O projeto de Mapeamento de Terreiros de Matriz Africana representou um importante marco na história do município de São...
22/09/2022

"O projeto de Mapeamento de Terreiros de Matriz Africana representou um importante marco na história do município de São Paulo ao romper com dois mitos, igualmente racistas. O primeiro, alertado por Taata Katuvanjesi, é aquele que supunha que São Paulo não batia tambor, mito que já havia sido desmontado por pesquisadores como Reginaldo Prandi e Vagner Gonçalves da Silva, e, principalmente, pela presença vigorosa e notável dos adeptos das religiões de matriz africana na cidade, mas que ainda sobrevivia aos olhares desavisados. O segundo mito é aquele que conta a história do candomblé e da umbanda sem fazer referência à contribuição das tradições banto para esse movimento religioso. Nesta duas primeiras fases, o Projeto focou o chamado Candomblé de Angola, quando se descobriu uma rede vigoriza de casas e adeptos em um movimento crescente de afirmação e fortalecimento institucional.”
Prof. Dr. Deivison Faustino Nkosi (UNIFESP), um dos coordenadores do Projeto de Mapeamento de Terreiros Kongo-Angola, durante encontro de formação de bolsistas no Inzo Tumbansi.
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“Candomblé é uma religião onde se cultuam os orixás, voduns, inquices, dependendo da nação. É uma religião afro-brasilei...
28/06/2022

“Candomblé é uma religião onde se cultuam os orixás, voduns, inquices, dependendo da nação. É uma religião afro-brasileira praticada pelo chamado povo-de-santo. Sendo os povos Bantu um dos primeiros povos a serem trazidos ao Brasil forçadamente a partir do século XVI na condição de escravizados, trouxeram junto em sua bagagem suas crenças, ou seja aquilo que realmente acreditavam. Dentre elas, o Candomblé Angola. Uma das particularidades dos povos africanos seria o fato de pertencerem a muitas etnias, sendo classificados no século XIX em dois grupos linguísticos: Iorubá e Bantu, que em sua grande maioria vinham do Congo e de Angola. Quando falamos do candomblé em um contexto geral precisamos nos encontrar com nossa ancestralidade. Só assim teremos nossa real identidade." (Mesa “O que é o Candomblé: a genealogia e as particularidades do Candomblé Kongo-Angola”, durante encontro de formação de bolsistas deste projeto de mapeamento realizado na sede do Nzo Tumbansi kwa Nzambi Ngana Kavungo /
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“A musicalidade do candomblé Kongo-Angola é estrutural para a música afro brasileira. O ritmo concebido a partir das con...
24/06/2022

“A musicalidade do candomblé Kongo-Angola é estrutural para a música afro brasileira. O ritmo concebido a partir das concepções polirrítmicas e multidimensionais africanas abrange uma enormidade de possibilidades texturais, timbrísticas em riquezas, em nuances apresentados pelo conjunto percussivo formado pelos atabaques e pelo ogã. Compreender essa sabedoria torna possível o reconhecimento histórico da relevância desse conhecimento identitário, encontrado nos significados, nos valores e na memória cultural das comunidades tradicionais bantu. Tudo isso reverbera no que entendemos como sociedade plural e na necessidade de reconhecimento das diferenças e potencialidades afrodiaspóricas como fundamento social. A música do candomblé Kongo-Angola é a expressão política encontrada na performance de suas comunidades em reverência à ancestralidade africana no Brasil”.

Mesa “O Kongo, a Angola e os Bantu na África e no Brasil”, durante encontro de formação de bolsistas deste projeto de mapeamento, realizado no mês de maio na sede do Nzo Tumbansi kwa Nzambi Ngana Kavungo / .

O instrumento usado por (Tata Bewalaja) é o
repique mor, que representa a função e referência ao atabaque na Bateria de Escola de Samba.

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"O Mapeamento de Comunidades Tradicionais de Matriz Bantu em São Paulo tem um papel muito amplo, que não se encerra na l...
20/06/2022

"O Mapeamento de Comunidades Tradicionais de Matriz Bantu em São Paulo tem um papel muito amplo, que não se encerra na luz que coloca na história das Casas de Candomblés da Nação Kongo-Angola que existem na cidade. Ele também contribui para reescrever um capítulo da presença do povo preto na capital, resgatando inclusive fatos importantes da São Paulo de outros tempos, que nos ajudam a entender a lógica por traz do estabelecimento de outros territórios negros na cartografia paulistana." (Prof. Me. Fabrício Forganes, mesa “O Kongo, a Angola e os Bantu na África e no Brasil”, durante encontro de formação de bolsistas deste projeto de mapeamento, realizado em maio de 2022 na sede do Nzo Tumbansi twa Nzambi Ngana Kavungo / )
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Um dos produtos previstos neste projeto de mapeamento é a elaboração de um livro impresso do trabalho realizado, para qu...
05/06/2022

Um dos produtos previstos neste projeto de mapeamento é a elaboração de um livro impresso do trabalho realizado, para que a metodologia e os resultados alcançados possam se fazer conhecer. A publicação será distribuída a todas as comunidades participantes da pesquisa e a órgãos públicos, passando a ser de conhecimento da população brasileira e de falantes de língua portuguesa de outros países.
O outro produto deste mapeamento já se encontra ativo: um mapa on-line, constituído por terreiros já mapeados na cidade de São Paulo. Este mapa vai continuar aberto à inserção de novos terreiros e de templos de umbanda. A versão atual não esgota este projeto de mapeamento, mas ilustra terreiros já mapeados. Ela se encontra disponível no website Projeto de Mapeamento de Terreiros (link na Bio).
Importante ressaltar que os produtos elaborados a partir deste projeto contam com a participação de pessoas do meio acadêmico ao lado de membrxs das comunidades religiosas de matrizes africanas e afro-brasileiras.
Dito isso, gostaríamos de lhe convidar a ajudar na divulgação de nossa plataforma digital, marcando outros perfis e/ou replicando o conteúdo desta postagem nas diversas mídias digitais.

Texto: Liliane Braga Ndembwemin ()
Arte: Jussara Barbosa ()











A bênção a quem é de benção. Abrindo os trabalhos do segundo dia da formação de bolsistas e extensionistas do projeto de...
15/05/2022

A bênção a quem é de benção. Abrindo os trabalhos do segundo dia da formação de bolsistas e extensionistas do projeto de mapeamento dos terreiros de nação kongo-angola da cidade de São Paulo, no . Mesa 4: A cidade e o patrimônio dos povos de terreiro. Com o ogã e advogado Dr , o historiador Tata Toluannide , a Ekedji Omilemi Profa. Dra. Ellen Lima Souza () e Taata Kwa Nkisi Katuvanjesi .damasceno.


# povosdeterreiro

A bênção a quem é de bênção.Temos o prazer de compartilhar algumas imagens ilustrativas das atividades realizadas no sol...
14/05/2022

A bênção a quem é de bênção.

Temos o prazer de compartilhar algumas imagens ilustrativas das atividades realizadas no solo sagrado do Nzo Tumbansi neste fim-de-semana (dias 14 e 15 de maio de 2022). Representada por Tata Katuvanjesi (.damasceno), Prof. Dr. Deivison Faustino Nkosi ()e Profa. Dra. Ellen Lima Ekedji Omilemi (), a coordenação do Projeto de Mapeamento de Terreiros de Nação Kongo-Angola convidou para a
abertura tradicional do evento a Mametu Oya Sivanju (), cujo terreiro Nzó Kilombo ua Dilenga Sivanju foi mapeado no 1o ciclo do Projeto de Mapeamento. Após jogar o Obi para ouvir os ancestrais sobre a realização desse evento, deu-se início às atividades do dia 14 de maio, com a mesa 1: “O que é o Candomblé: a genealogia e as particularidades do Candomblé Kongo-Angola”.

📄 Liliane Braga Ndembwemin ( )
📸 Jussara Barbosa ()

A bênção a quem é de bênção. Bom dia, boa tarde, boa noite!Nos dias 14 e 15 de maio de 2022 será realizado, em formato p...
12/05/2022

A bênção a quem é de bênção. Bom dia, boa tarde, boa noite!

Nos dias 14 e 15 de maio de 2022 será realizado, em formato presencial, o Encontro de Formação de bolsistas estudantes e bolsistas extensionistas que integram a equipe de trabalho do segundo ciclo do Projeto de Mapeamento das Comunidades Tradicionais de Nação Kongo-Angola na cidade de São Paulo. Trata-se de uma atividade de extensão, aberta à comunidade, como parte do projeto de pesquisa que é coordenado por Instituto Latino Americano de Tradições Bantu (ILABANTU) e Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Nesses dois dias, do período da manhã até o período da tarde, interessadxs em geral poderão se juntar a bolsistas do projeto para acompanhar a palestras ministradas por membros da coordenação, da equipe de pesquisadorxs e consultores ad hoc do projeto de mapeamento aqui divulgado. Participantes receberão certificado. Pedimos que replique este post, permitindo que mais pessoas saibam da existência deste projeto de mapeamento e da realização destes encontros de formação. Anexamos aqui a programação dos dois dias do evento que será realizado no chão sagrado do Nzo Tumbansi kwa Nzambi Ngana Kavungo (da língua kikongo, Casa Pedaço de Terra do Deus Senhor dos Mistérios), terreiro da nação kongo- angola, e sede do ILABANTU, localizado na Rodovia Armando Salles, 5205, Recreio Campestre, no município de Itapecerica da Serra, em São Paulo.

Informações complementares podem ser solicitadas via e-mail: [email protected].

A bênção a quem é de bênção. Convidamos a todxs a participar da mesa redonda que torna pública a segunda etapa do Mapeam...
27/02/2022

A bênção a quem é de bênção. Convidamos a todxs a participar da mesa redonda que torna pública a segunda etapa do Mapeamento de Comunidades de Matriz Africana Bantu da cidade de São Paulo, projeto realizado em parceria entre Instituto Latino Americano de Tradições Bantu (ILABANTU) e Núcleo de Estudos Afro Brasileiros da UNIFESP.

O encontro na TV Tumbansi tem como propósito divulgar o lançamento do portal do mapeamento, bem como a realização da etapa atual, que está voltada às comunidades kongo-angola. Está no horizonte ainda a realização de outras etapas, voltadas às demais nações de candomblé existentes na cidade de São Paulo.

Neste encontro, estão reunides Tata Katuvanjesi (.damasceno, ), proponente do mapeamento, ao lado dxs coordenadorxs do projeto Ekedji profa. Dra. Ellen de Souza Lima de Oxum (), prof. Dr. Deivison Faustino Nkosi ().

Esperamos contar com sua honrosa participação e, se assim entender, seu engajamento no compartilhamento deste e de futuros posts desta página a fim de que possamos alcançar o maior número possível de comunidades e de lideranças religiosas de matriz africana na cidade de São Paulo.

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São Paulo, SP

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