22/09/2022
"O projeto de Mapeamento de Terreiros de Matriz Africana representou um importante marco na história do município de São Paulo ao romper com dois mitos, igualmente racistas. O primeiro, alertado por Taata Katuvanjesi, é aquele que supunha que São Paulo não batia tambor, mito que já havia sido desmontado por pesquisadores como Reginaldo Prandi e Vagner Gonçalves da Silva, e, principalmente, pela presença vigorosa e notável dos adeptos das religiões de matriz africana na cidade, mas que ainda sobrevivia aos olhares desavisados. O segundo mito é aquele que conta a história do candomblé e da umbanda sem fazer referência à contribuição das tradições banto para esse movimento religioso. Nesta duas primeiras fases, o Projeto focou o chamado Candomblé de Angola, quando se descobriu uma rede vigoriza de casas e adeptos em um movimento crescente de afirmação e fortalecimento institucional.”
Prof. Dr. Deivison Faustino Nkosi (UNIFESP), um dos coordenadores do Projeto de Mapeamento de Terreiros Kongo-Angola, durante encontro de formação de bolsistas no Inzo Tumbansi.
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