02/07/2021
Queremos agradecer muito aos 136 estudantes da FEUSP que votaram na chapa Transformar a dor em luta. Ao longo da eleição, buscamos levar a frente o legado e a trajetória da gestão do CAPPF, Pra Poder Contra Atacar durante o ano de 2020, como uma gestão que esteve sempre em defesa dos estudantes contra a situação de miséria que nos é submetida todos os dias e entendendo que a nossa luta é uma só com os trabalhadores e professores da universidade. Buscamos levar essa concepção de entidade a frente, organizando uma série de espaços de auto organização como assembleias e reuniões abertas, o que não víamos há mais de 2 anos na FEUSP.
Buscamos desde o início garantir a democracia na nossa entidade, e por isso reforçamos tanto a importância de um processo eleitoral que servisse para legitimar uma gestão do CAPPF eleita pelos calouros de 2020 e 2021, que não tinham participado do processo anterior.
Para nós, o resultado desse processo eleitoral reforça ainda mais a necessidade de transformar o CAPPF numa entidade proporcional, em que todas as chapas que concorrem as eleições possam compor a gestão, proporcionalmente ao número de votos.
Nossa luta segue todos os dias por uma saída política que confie apenas na força da juventude em aliança com os trabalhadores, mulheres, negros, LGBTs e indígenas pra batalhar contra Bolsonaro, Mourão e o conjunto dos ataques a educação e a população, sem nenhuma ilusão nas instituições desse regime político como o STF e o congresso nacional que foram favoráveis a todos os ataques aprovados. Nossa luta não pode esperar até 2022, precisa ser agora e não pode estar a serviço de uma saída política que coloque o Mourão na presidência como o impeachment. Precisamos derrubar Bolsonaro e Mourão pela via de uma greve geral, com a nossa força nas ruas, em defesa de uma assembleia constituinte livre e soberana que mude não os jogadores, mas as regras do jogo.
É por isso que precisamos de entidades que estejam a serviço de organizar nossa luta e fortalecer a mobilização nas ruas com essa perspectiva, por meio de assembléias em cada local de estudo pra que sejam os estudantes e os trabalhadores que decidam os rumos da nossa luta.
Seguiremos batalhando por um CAPPF vivo, político, democrático e proporcional e por um movimento estudantil combativo, sem nenhuma confiança nos governos e na reitoria!
Fora Bolsonaro e Mourão!