04/11/2025
No dia 28 de outubro, o Rio de Janeiro voltou a ser palco de uma operação policial marcada por extrema violência, no que já é considerada a maior chacina registrada na história do país. A ação, que resultou em mais de 130 mortes, expõe mais uma vez a política de segurança baseada na lógica da guerra — uma guerra que tem alvo certo: as populações pobres e negras das periferias.
A presença de armamentos de origem israelense nessas operações levanta uma discussão urgente sobre o modelo de policiamento adotado no país. Armas de uso militar, desenvolvidas para contextos de genocídioe ocupação contra o povo palestino, estão sendo utilizadas em territórios brasileiros densamente habitados, transformando comunidades em verdadeiros campos de batalha.
Esses armamentos, exportados por Israel e comprados por forças de segurança brasileiras, são frequentemente testados em zonas de conflito antes de chegar ao mercado internacional. O uso desses equipamentos em operações policiais no Brasil reforça um modelo de controle e repressão que se distancia completamente de qualquer noção de segurança pública voltada à proteção da vida.
A imprensa hegemônica, enquanto porta-voz dos interesses da burguesia brasileira e seus aparatos repressivos, muito rapidamente se prontificou a condenar todas as vítimas da violência policial como “bandidos”, numa lógica de naturalização do extermínio cotidiano dos moradores de favelas - isso mesmo sem qualquer trabalho apurativo ou investigativo acerca de quem são as vítimas.
A militarização das polícias e a importação de tecnologias de guerra representam uma escalada preocupante da violência institucional. Quando o Estado escolhe agir com força letal em comunidades vulneráveis, configurando uma política de terrorismo de Estado, ele reafirma a desigualdade estrutural e a seletividade racial que sustentam essas tragédias.
O massacre do dia 28 não é um caso isolado, mas parte de uma política de segurança que normaliza o uso da força letal e legitima o extermínio contra o povo trabalhador das periferias e favelas do país, tratados como corpos descartáveis pelo capitalismo brasileiro. Essa política se estende até após o extermínio, na tentativa de a