Grupo de Estudos PULA

Grupo de Estudos PULA Grupo de Estudos socioculturais da Escola de Educação Física e Esporte da USP e da Faculdade de E

Desde 2010, o Grupo PULA é um grupo de estudos socioculturais da Escola de Educação Física e Esporte da USP e da Faculdade de Educação da USP. Tem como temas de pesquisa a Filosofia do Esporte, o Lazer e os Jogos Tradicionais e outros fenômenos do Corpo e do Movimento Humano, em uma perspectiva filosófica e antropológica

27/01/2021

Listen to Brincar em Casa on Spotify. Através de conversas com famílias que vivem em diversos contextos e países, vamos conhecer o brincar de crianças em casa durante o período de isolamento social do coronavírus. Angústias, descobertas, cumplicidades, transformações, intimidades e ajustes ...

25/01/2021

Artigo internacional publicado.
Agradecemos aos revisores, editores, a própria revista, ao Grupo de Estudos P**a e a Escola Desembargador Amorim Lima, onde os Festivais de Jogos Tradicionais acontecem. Em tempos difíceis, a luz das comunidades tradicionais nos trazem esperanças.

20/11/2020
39 Juegos Recreativos Tradicionales en la Calle!
18/09/2020

39 Juegos Recreativos Tradicionales en la Calle!

06/08/2020

Núcleo de direitos humanos da EEFE-USP implantação, desenvolvimento e diálogos interunidades Soraia Chung Saura Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte Ary José Rocco Junior Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte DOI: https://doi.org/10.116...

10/06/2020
No link abaixo, o primeiro podcast sobre o um dos aspectos do Brincar Livre na quarentena. Agradeço a equipe de comunica...
25/04/2020

No link abaixo, o primeiro podcast sobre o um dos aspectos do Brincar Livre na quarentena. Agradeço a equipe de comunicação da Eefe por criar, estruturar e organizar estas provocaçoes. Link: http://www.eefe.usp.br/podcast.
Ou: https://open.spotify.com/episode/2sMBe6fgHogJd1DyqnAv5u?si=YsSKNWYlQ8ONkuty_YFO-A

saudades e parabéns

No link abaixo, o primeiro podcast sobre o um dos aspectos do Brincar Livre na quarentena. Agradeço a equipe de comunicação da Eefe por criar, estruturar e organizar estas provocaçoes. Link: http://www.eefe.usp.br/podcast.
Ou: https://open.spotify.com/episode/2sMBe6fgHogJd1DyqnAv5u?si=YsSKNWYlQ8ONkuty_YFO-A
saudades e parabéns

“Vamos nos retirar na floresta, vamos ficar quietos e não vamos deixar mais ninguém entrar, porque tudo isso é nisun”São...
22/04/2020

“Vamos nos retirar na floresta, vamos ficar quietos e não vamos deixar mais ninguém entrar, porque tudo isso é nisun”

São inúmeras as narrativas de populações tradicionais onde se explicam simbolicamente o que a ciência desconfia. Elas sempre chamam atenção para a relação interespécies. E para o modo respeitoso e sagrado para com estes que tanto nos inspiram e nos ensinam - tanto em termos de movimento, quanto em termos de modos de lidar com a natureza.
Foi a cotia, por exemplo, que ensinou os quilombolas do Norte a plantar castanheiras (coisa que a biologia ainda não descobriu como fazer). Trata-se de uma técnica complexa, impossível de ser reproduzida em cativeiro.

Outras espécies nos inspiram ao movimento, ao sonho, a outras possibilidades. O morcego, o único mamífero que voa por natureza... yuxin... desmatamento e extinção de espécies fundamentais... sentarmo-nos debaixo das árvores para ouvir os nossos anciões... um remédio precioso.

Em nosso post de hoje da série Pandemia, Cultura e Sociedade Els Lagrou, professora titular de antropologia da UFRJ, propõe, através da filosofia ameríndia dos Huni Kuin, uma original leitura cosmo…

23/03/2020

A infância de quarentena

Temos nos reunido, mensalmente há mais de ano para conversar sobre as crianças que temos visto em campo e suas produções brincantes. Estivemos, 08 pesquisadores, em diferentes pontos da cidade. No terreno desocupado ao lado de uma escola, em uma comunidade indígena, em escolas publicas e privadas, em uma associação para crianças deficientes visuais, em terrenos baldios de comunidades super populosas. Para além dos incríveis brincares de que fomos testemunhas, percebemos com nossos corpos, semanalmente, como a criança é tantas vezes negligenciada, por camadas e camadas de ações, das mais sutis às mais profundas. Nos nossos encontros mensais conversávamos sobre como essa súbita consciência, nascida na observação, nos machucava. Constatamos - olhando por meio das crianças - como elas são de fato e tantas vezes, a última prioridade:

De famílias que tem muito o que fazer e não tem tempo - as nossas inclusas.

De escolas preocupadas com a transmissão de conteúdos e que não veem as necessidades manifestas nos gestos infantis.

De governantes que nem sequer levam em conta as necessidades da cultura da infância sob nenhum aspecto.

Vimos – porque estávamos em campo – diferentes pontos da cidade se transformar e se curvar frente aos interesses imobiliários, independentemente da saúde social. Mesmo nos espaços onde se prioriza o coletivo, os adultos dão mesmo o tom.

Também percebemos como as crianças sentem as mudanças, lamentam internamente perdas de espaços e ações, adaptam-se às novas configurações sem perguntas nem protestos. E seguem em frente, um pouco mais crescidas do que antes.

Nós, zanzando por aí de celular em riste, sem nunca “perder tempo”, passamos a organizar até mesmo os tempos e espaços de lazer, sem garantir momentos de ócio de fato, quanto mais um mergulho em interações verdadeiras, sem distrações. Isso fez-nos a estrutura capitalista, nela estamos todos imersos. Produzindo mais e mais, lutando para que o individualismo não seja tão exacerbado, criando estratégias de encontros, marcando na agenda, reproduzindo uma cadeia de fortes e fracos atores sociais.

Mas aprendemos com as crianças de locais variados, com destaque para as comunidades periféricas: toda adversidade traz uma oportunidade.

Fechados agora em casa, os olhos das crianças estalam em brilho diante da possibilidade de um maior convívio familiar. Avisamos que é tempo de recolhermo-nos todos juntos, temos visto que quem pode ficar em casa está, ao fim e ao cabo, em uma situação privilegiada. Há jubilo em certo sentido, pois a vida pode ser mais o dentro do que o fora. Seres de sabença, as crianças não se abalam, aceitam sem renitência.

Mirim, dizem os guaranis. Significa “o pequeno que contem o grande”. Revela uma potência, e não uma falta. Não precisam aprender nada necessariamente, está tudo ali dentro. Os mirins são orientados, mas sobretudo respeitados. Mirim é este lugar onde você não vai ser alguém, pois você já é. O formato é pequeno, e a malícia, menor. Mas o saber é imenso. Temos visto como ele é potente. A nós, adultos mais próximos, falta-nos tempo para a escuta desse saber, ocupados que estamos em direcioná-las a tantas atividades diárias para que possamos todos, em diferentes classes sociais, afinal de contas, produzir.

Oportunidade. Aos poucos, no correr dos dias, talvez possamos perceber como o tempo se dilata sem tantas infinitas ocupações. Do mesmo modo, como se reconfigura a percepção do espaço: miudezas tornam-se maiores. Miniaturas e detalhes na casa, antes despercebidos, ressaltam-se diante dos olhos infantis. Para isso, basta um nada para fazer.

Vemos nas crianças como são importantes as ações onde elas sejam produtoras e protagonistas, não apenas consumidoras passivas. Por isso é interessante distanciar-se das telas. Ou buscar nelas provocações para a ação. Quanto mais tempo passivas receptoras de conteúdo, mais agitadas e desconectadas ficam depois, fato.

Não se trata de “sobrecarregar” mães e pais para serem recreadores infantis, mas resgatar o compartilhar de alguns tempos e atividades. Não há novidade, é uma prática humana das mais valiosas, perdida nas sociedades contemporâneas. Nas sociedades tradicionais de onde minha família é oriunda, as crianças nunca foram excluídas. Não havia programas diferenciados para os adultos e para os grandes, mas atividades coletivas.

Parece então uma boa ideia priorizar o fazer junto. São muitas coisas que devemos realizar e que podemos compartilhar: limpar a casa e organizar, cozinhar, cuidar e dividir responsabilidades. O cuidado com os seus e com os objetos pessoais. Muitos beijos e abraços entre os nossos. Separar o que não se usa mais.

Gestos do fazer são inspiradores e com mais tempo, quem sabe possamos oferece-los? Tirar aquela cesta de costura do armário, arriscar-se naquela receita, tentar a jardinagem. Iniciativas de aprender uma coisa nova mesmo sendo “grande” encantam os pequenos. Eles aprendem e apreendem mais de nossos gestos do que de nossas palavras.

Em toda casa, há provocações que as crianças respondem e se interessam. Podemos potencializa-las. Uma caixa de materiais reciclados ou outras matérias primas, uma caixa de ferramentas, tintas e outros convites às ideias infantis que brotam do ócio. Estes momentos vazios são chamados por tantos autores de “ócio criativo”.

“A alegria não tira nossa seriedade” costumava entoar meu amigo Mag. Ler e se expressar (desenho, argila, teatro, história). O recurso de campeonatos de jogos entre os familiares (mesmo que jogo de memória, de mímica...). A pesquisa de outros jogos e outras brincadeiras. Arriscar um instrumento. Professoras de nossos afilhados enviaram sugestões de atividades que não envolvam conteúdos programáticos: ouvir (e só ouvir) uma música muito boa por dia. Também observar uma planta diariamente, com muita atenção, mesmo que seja um feijão – entre outras manifestações da natureza possíveis de serem notadas. Levantar hipóteses, aguçar a percepção. Registrar esses dias em cadernos de desenho e escrita. Contar, somar, dividir, decorar tabuada, pulando corda.

"Sempre, um pouco de sol por dia, decidir pela alimentação saudável, dormir tempos suficientes, ser feliz, manter o coração aquecido", disseram elase achei oportuno compartilhar.

Dar boas risadas. Aos adultos calma e confiança, já sabemos que vai piorar antes de passar. O vírus vai nos entristecer, deflagrará desigualdades. Talvez encontremos caminhos para repensar e restringir o individualismo exacerbado, para enaltecer ações mais coletivas e sustentáveis, aprender com a descapitalização de tudo. Compartilhar as boas práticas destes tempos originais, reconhecer nossos privilégios e usa-los em favor do bem comum. E com tempo, quiça perceber os mirins como mestres, elevando-os à categoria da solução que nos ensinam diariamente e cotidianamente.

Soraia Saura é docente na Faculdade de Educação e na Escola de Educação Física e Esporte da USP, também pesquisadora do Projeto Território do Brincar. https://territoriodobrincar.com.br/

O "Ensaio sobre um princípio fenomenológico da imagem: As Árvores e as Crianças", escrito em parceria com Sandra Eckschm...
09/01/2020

O "Ensaio sobre um princípio fenomenológico da imagem: As Árvores e as Crianças", escrito em parceria com Sandra Eckschmidt e Ana Zimmermann, abre esta edição da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte: os anais do Seminário!

O texto inventaria, para além das habilidades físicas, algumas qualidades devaneantes que podem ocorrer no contato de uma criança com uma árvore, partindo tanto da observação de crianças quanto do referencial bachelardiano. S2

Jogos Tradicionais na Rua!
15/10/2019

Jogos Tradicionais na Rua!

No Mês das Crianças, o Sesc Consolação em parceria com a Biblioteca Monteiro Lobato, programou diversas atividades que têm a palavra, o livro e a leitura como inspiração. Pé de Letras! Venha semear, trocar e espalhar letras, palavras, livros e histórias com a gente! 

IMPERDÍVEL!
10/10/2019

IMPERDÍVEL!

Seminário
Diálogos sobre Corpo em Educação

17/10 - 17h30 às 21h30 - Auditório EA FEUSP
18/10 - 09h às 22h - *mudou para o AUDITÓRIO DA FEUSP•

Inscrições: somente on line a partir de 16/09/2019 a 16/10/2019 em http://www4.fe.usp.br/eventos/evento?evento=4478

Coordenação: Profa. Dra. Monica Caldas Ehrenberg
Organização: Profa. Dra. Ana Cristina Zimmermman, Profa Dra. Patricia Dias Prado e Profa. Dra. Soraia Chung
Grupo de Estudos e Pesquisas em Gesto, Expressão e Educação (GEPGEE),
Grupo de Pesquisa em primeira infância: linguagens e culturas infantis, Grupo P**A.

Escola de Educação Física e Esporte
Faculdade de Educação

Endereço

Escola De Educação Física E Esporte/USP Avenida Prof. Mello Moraes, 65/Cidade Universitária
São Paulo, SP
05508-030

Telefone

+551130918785

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Grupo de Estudos PULA posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria