Prof. Marcos Moraes

Prof. Marcos Moraes Assessoria em saúde física, mental, emocional e essencial para pacientes bariátricos. BariFitness é saúde e qualidade de vida tratadas integralmente

Página destinada à orientação de atividades físicas e promoção da saúde e qualidade de vida para pacientes bariátricos.

Relacionar o alto IMC e alto índice de gordura corporal à obesidade é, provavelmente, um desserviço. E é desanimador ver...
03/10/2017

Relacionar o alto IMC e alto índice de gordura corporal à obesidade é, provavelmente, um desserviço.
E é desanimador verificar a obesidade continuamente listada como uma condição de estilo de vida, pois não se trata de um fenótipo.
Há que se considerar que em uma parcela das crianças, a obesidade é um marcador para uma condição subjacente, sendo, portanto, um indicador para que outras questões sejam verificadas. No entanto, muitos profissionais hoje em dia não seguem esta busca, considerando a obesidade o diagnóstico final.
Segundo a publicação, após triagem por meio do IMC, as crianças identificadas com sobrepeso ou obesidade devem ser encaminhadas para uma intervenção comportamental abrangente e intensiva para controle de peso.
A intervenção deve ser realizada por uma equipe multidisciplinar, incluindo sessões individuais, ou em grupo, de aconselhamento alimentar, treinamento de automonitoramento e sessões de atividade física supervisionada.

Encerrada em 19 de setembro, em Chicago, a Conferência Nacional da Academia Americana de Pediatria promoveu, ao longo de quatro dias, mais de 350 atividades científicas, incluindo debates, workshops e exposições. Um dos destaques do evento foi a sessão de ponto e contraponto protagonizada pelos dout...

O OBESO E A DOPAMINA! UMA QUESTÃO QUE VAI MUITO ALÉM DO VÍCIO PELA COMIDA.Estudos sugerem que pessoas com obesidade apre...
05/09/2017

O OBESO E A DOPAMINA! UMA QUESTÃO QUE VAI MUITO ALÉM DO VÍCIO PELA COMIDA.

Estudos sugerem que pessoas com obesidade apresentam receptores de dopamina reduzidos no organismo.
O polimorfismo Taq1A (rs1800497), vem sendo associado com alterações no número de receptores dopaminérgicos (DD2R). Isso mostra que indivíduos que apresentam este alelo A1 possuem menores concentrações de receptores de dopamina e esse quadro tem sido associado com o aumento de fatores de risco para o desencadeamento de certos vícios como alcoolismo, tabagismo, dependência de opióides e co***na.
Fato preocupante é que este mesmo alelo (A1) está presente em altas concentrações em pessoas obesas.
Isso nos leva a um achado interessante de que o obeso come em demasia, dentre outras coisas, por possuir um mecanismo de recompensa deficitário (resistência à dopamina ou falta de sensibilidade dos receptores de dopaminérgicos).
Dessa forma, o comportamento de um indivíduo obeso frente à comida apresenta traços semelhantes ao de um drogadicto. No entanto, apesar de existir forte correlação entre a reduzida concentração de receptores de dopamina e a obesidade, a sua baixa concentração não resulta, por si só, em aumento do IMC. O alelo A1 não é o responsável pela obesidade, mas predispõe a um traço de personalidade que dificilmente responde às tentativas de redução do peso.
Pessoas que apresentam esses traços de personalidade são menos motivadas a trabalhar para obter grandes recompensas e perdem a motivação rapidamente quando não veem os resultados imediatos esperados.
Os exercícios físicos vêm se mostrando como um dos principais aliados para a regulação dos receptores dopaminérgicos (DD2R) e aumento da sensibilidade à dopamina em pessoas com sobrepeso e obesidade. E o melhor de tudo, sem os indesejáveis efeitos colaterais que muitas dr**as trazem.
É importante salientar que a prática precisa ser regular e de preferência com variação de estímulos (aeróbios e resistidos) na maioria dos dias da semana.
Metas pequenas, realistas e de curto prazo devem ser estabelecidas para motivar a adesão e o engajamento na fase inicial. Nada de querer implementar regimes altamente restritivos e horas na academia para objetivar a perda de 10kg em 1 mês.
Entender este mecanismo é essencial para o sucesso no tratamento.








Ref: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4819757/ https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28848306

03/09/2017

Não existe modulação hormonal.
Reposições hormonais devem ser feitas para pacientes que apresentam deficiência comprovada de hormônios. Temos visto o uso rotineiro de testosterona para mulheres, corticóide alegando "fadiga adrenal", hormônios tireoidianos e iodo para pacientes com exames normais de tireoide para a "melhora do metabolismo" e testosterona e hormônios de crescimento para melhorar a performance física e evitar o envelhecimento. Entretanto, essas práticas não têm embasamento científico e podem acarretar sérias consequências para o organismo.
Não é concebível, com todo conhecimento atual em diversas áreas, que a medicina não trilhe a linha da ciência e das boas práticas clínicas.

29/08/2017

O combate ao sedentarismo e à obesidade exige mudanças na forma de nos relacionamos com nosso corpo, em nossas escolhas alimentares e como lidamos com o estresse do dia-a-dia.
Não adianta nada adotar dietas de ocasião e treinos da moda.
É preciso mudar comportamentos e adotar hábitos mais saudáveis.



O emagrecimento saudável e mantido é alcançado através do consumo moderado e seletivo de alimentos, uma boa intervenção ...
24/08/2017

O emagrecimento saudável e mantido é alcançado através do consumo moderado e seletivo de alimentos, uma boa intervenção comportamental para despertar a autopercepção dos sinais internos de fome e saciedade e a prática regular de exercícios físicos com o intuito de promover o aumento do gasto energético diário.
Nesse caso, a busca por informações e a escolha de profissionais capacitados deve ser imprescindível para a obtenção do sucesso.



BALÃO INTRAGÁSTRICO:Dentre os diversos procedimentos para a perda de peso, o balão intragástrico (BIG) ganha destaque po...
15/08/2017

BALÃO INTRAGÁSTRICO:
Dentre os diversos procedimentos para a perda de peso, o balão intragástrico (BIG) ganha destaque por ser uma alternativa menos invasiva e que proporciona ao paciente uma redução do peso de forma gradual e sem alteração anatômica do sistema gastrointestinal.
No entanto, vale ressaltar a importância do acompanhamento com a equipe multidisciplinar (nutricionista, psicólogo e preparador físico) para que as mudanças no comportamento possam acontecer e sejam mantidas após a sua retirada.
Pois é sempre bom lembrar que nenhuma estratégia para perda de peso acontece de forma eficaz sem a mudança de hábitos.

28/07/2017

Cerca de 99% dos pacientes com sobrepeso possuem algum tipo de problema postural ou de coluna e quase todos podem ser curados com a perda de peso.
Pesquisas apontam que a cada dez quilos a mais do que o recomendado para o peso da pessoa, as chances de dor nas costas e problemas na coluna aumentam em 20%.
A obesidade é uma porta de entrada para inúmeras doenças que prejudicam a qualidade de vida das pessoas.

O excesso de peso sobrecarrega a coluna vertebral, por isso é muito comum encontrar pessoas obesas e com problemas na coluna.

As pessoas que estão acima do peso e possuem dores nas costas e articulações, devem procurar um especialista.
Essa orientação é fundamental para que não haja sobrecarga na coluna vertebral e em outras partes do corpo.

SITOMAS MAIS COMUNS
A fisioterapeuta, Raphaela Stephanie Pontes Macchi, especialista em medicina intensiva e medicina cardiorrespiratória, conta que a normalmente são diagnosticados em pacientes obesos dores nas articulações, nos joelhos e quadril, problemas cervicais relacionados ao sobrepeso, aumento da curvatura lombar, lordose, formigamento nas pernas, dores no ciático, dor de cabeça e dores nos ombros.
“Tudo isso devido a problemas de postura”, revela Raphaela que é responsável pela avaliação postural de pacientes que passam por cirurgia bariátrica. “A perda de peso ocasionada pela cirurgia bariátrica ou emagrecimento através de dieta e exercícios físicos, é responsável pela cura dos problemas posturais em 99% dos casos”, relata Raphaela.
Ela conta que as avaliações – realizadas de forma associada entre o profissional de fisioterapia e o educador físico - devem ser feitas antes da cirurgia e no primeiro mês após o procedimento. O objetivo é garantir cuidados especiais com a saúde e a recuperação total do paciente.

CURA
Os resultados do procedimento cirúrgico aliado à prática de atividade física para pessoas que tinham dores na coluna, articulações e problemas posturais impressionam.
“Em três meses 50% dos pacientes reduziram todas as suas alterações posturais e 80% não sentem mais dores. Já nos seis meses decorrentes da cirurgia é difícil ver algum paciente que ainda tenha problemas na coluna ou qualquer tipo de dor”, relata Raphaela.

O educador físico, Fabiano Marques Moreira, mestrando em engenharia biomédica, diz que o acompanhamento de um paciente pós-cirurgia bariátrica é necessário para evitar a perda de músculo ou massa magra.

"Analisamos todo o histórico do paciente para identificar qual tipo de exercício que ele deverá executar, além da força e flexibilidade”, completa o educador físico.

Ele lembra que a prática de musculação traz benefícios metabólicos já que o músculo ajuda a fixar o cálcio nos ossos, evita osteoporose e mantém a sustentação do corpo.
“Sem sustentação a postura que não era adequada pode se tornar ainda pior, por isso as atividades de musculação e atividades aeróbicas são tão importantes para a cura nos problemas posturais”, finaliza Fabiano.

11/07/2017

Pesquisadores britânicos afirmam que pessoas acima do peso que não apresentam atualmente alterações metabólicas ainda assim têm risco maior de desenvolver problemas de saúde ao envelhecerem.

O MITO DO “GORDINHO SAUDÁVEL"Estudo realizado com mais de 60 mil pessoas ao longo de 20 anos demonstrou que o sobrepeso ...
04/07/2017

O MITO DO “GORDINHO SAUDÁVEL"

Estudo realizado com mais de 60 mil pessoas ao longo de 20 anos demonstrou que o sobrepeso e a obesidade ainda oferecem muitos riscos à saúde, mesmo quando níveis de colesterol, pressão arterial e glicose estão dentro dos valores considerados normais.
Segundo a pesquisa, obesos aparentemente saudáveis apresentam o dobro de risco de desenvolver doenças cardiovasculares quando comparados a indivíduos com peso normal.
Tais achados são importantes para desmistificar o conceito de que existe o chamado “gordinho saudável”.
Precisamos salientar que a pessoa acima do peso, apesar de não ter nenhum prejuízo aparente por conta da obesidade e ser bem resolvida consigo mesma, apresenta SIM fatores de risco associados à saúde e priora na qualidade de vida.
A adesão por um estilo de vida mais saudável é imprescindível se o paciente não quiser colher resultados negativos no futuro.

PHYSICAL ACTIVITY AND BARIATRIC SURGERYUma revisão sistemática conduzida pelo nosso grupo de estudos em Exercício Físico...
22/06/2017

PHYSICAL ACTIVITY AND BARIATRIC SURGERY

Uma revisão sistemática conduzida pelo nosso grupo de estudos em Exercício Físico e Cirurgia Bariátrica da COESAS pesquisou mais de 810 artigos em plataformas de busca nacionais e internacionais e os resultados dos estudos mostraram uma correlação significativa entre o aumento do nível de atividade física e a redução de fatores de riscos à saúde, mostrando que a mudança por um padrão de comportamento mais ativo é um dos fatores de maior impacto no combate à recidiva de peso pós cirurgia bariátrica.

Bruno Barreto, Marcos Oliveira, Cristina Aquino, Aline Viegas, Guilherme Lopes, Josemberg Campos. Physical activity and bariatric surgery. 20th World Congress of The International Federation for The Surgery of Obesity and Metabolic Disorders, 26 - 29 August 2015 / Austria, Vienna.

http://www.edlearning.it/ebook/S826.pdf

22/06/2017

Importantíssimo 😉

CRIANÇAS OBESAS RESPONDEM DE FORMA DIFERENTE A ESTÍMULOS RELACIONADOS À COMIDACertas regiões do cérebro de crianças acim...
21/06/2017

CRIANÇAS OBESAS RESPONDEM DE FORMA DIFERENTE A ESTÍMULOS RELACIONADOS À COMIDA

Certas regiões do cérebro de crianças acima do peso eram ativadas quando em contato com cheiros de certos alimentos. Essas regiões ativadas estão relacionadas a pensamentos recorrentes e comportamentos repetitivos. O mesmo não ocorreu em crianças na faixa de peso considerada normal.
Quando as crianças com obesidade cheiravam chocolate ou cebola, os pesquisadores viram atividade na parte do cérebro envolvida em decisões impulsivas. Já as crianças com IMC normal quando cheiravam estes mesmos alimentos, apresentavam atividade em partes do cérebro relacionadas ao processamento emocional ou memória.
É importante lembrar que o obeso, muitas vezes, é visto como culpado por apresentar certos comportamentos compulsivos e impulsivos.
E resultados como estes levantam questionamentos sobre até que ponto o paciente apresenta uma dificuldade intrínseca relacionada ao autocontrole.

Could Obesity Be Wired Into Some Children's Brains? Food smells elicit stronger reactions in heavier kids, small study finds.

https://consumer.healthday.com/cognitive-health-information-26/brain-health-news-80/could-obesity-be-wired-into-some-children-s-brains-705334.html

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