31/08/2026
BRASILIANA ICONOGRÁFICA | No mês de agosto, dois artigos foram publicados na Brasiliana Iconográfica. Confira abaixo:
“No meio do caminho havia Cubatão”
Sambaquis encontrados no sítio arqueológico Ilha do Casqueirinho, em Cubatão, comprovam a presença humana nessa região de mangue no pé da Serra do Mar, no litoral paulista, há mais de 5 mil anos. O português Martim Afonso de Souza chegou à região em 1532 e encontrou indígenas que já utilizavam uma trilha para chegar ao planalto. Cubatão se tornou, ao longo de três séculos, um importante ponto de repouso e encontro dos tropeiros que faziam o trajeto entre o porto de Santos e a cidade de São Paulo, transportando diversos tipos de mercadorias. No século XX, a localização privilegiada levou à instalação de muitas indústrias no município que, nos anos 1980, se tornou o mais poluído do mundo, conhecido como “vale da morte”.
“Portos clandestinos prolongaram o tráfico de pessoas no Brasil”
Por pressão do Império Britânico, a Coroa portuguesa se propôs a abolir progressivamente o tráfico de africanos no Atlântico, mas até 1850 e, principalmente após a onda conservadora, que se instalou no Império a partir de 1837 e apoiava os interesses dos fazendeiros de café, quase nada foi feito para acabar com o comércio clandestino de pessoas, determinado pela lei de 1831. Muitos proprietários de terras no litoral norte do Rio de Janeiro possuíam ilhas, praias, embarcações, estaleiros, engenhos, trapiches e barracões, onde preparavam os africanos trazidos ilegalmente para serem absorvidos em suas plantações de café ou cana-de-açúcar.
🔍 Para ler os artigos completos, acesse a Brasiliana Iconográfica pelo site Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin .
🎨 Desde 2022, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) contribui para o enriquecimento da "Brasiliana Iconográfica", uma plataforma virtual criada, em 2017, com materiais de quatro acervos importantes: o da Biblioteca Nacional (@bibliotecanacional.br), do Instituto Moreira Salles (@imoreirasalles), do Itaú Cultural (@itaucultural) e da Pinacoteca de São Paulo (@pinacotecasp).