14/07/2017
LANÇAMENTO DA OBRA
(primeira e única tradução completa em língua portuguesa)
DIGESTO OU PANDECTAS DO IMPERADOR JUSTINIANO
Volume 1
MANOEL DA CUNHA LOPES E VASCONCELLOS
(Conselheiro Vasconcellos)
São Paulo, YK Editora, 2017, 288 pp.
Tradução complementar e organização geral:
EDUARDO C. SILVEIRA MARCHI, DÁRCIO R. MARTINS RODRIGUES, HÉLCIO M. FRANÇA MADEIRA E
BERNARDO B. QUEIROZ DE MORAES
Data: 10 de agosto de 2017.
Horário: 19h:00.
Local: Sala da Congregação da Faculdade de Direito da USP
Largo de São Francisco, 95, São Paulo – Capital
Palavras iniciais e apresentação da obra:
Prof. Celso Castro – Diretor da Faculdade de Direito da UFBA
Conferência:
“O Cons. Vasconcellos e a descoberta do manuscrito da tradução brasileira do Digesto”
Prof. Eduardo Cesar Silveira Vita Marchi – Prof. Titular de Direito Romano da
Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP)
“Em verdade, tamanho é o valor dessa obra que o estudioso do Direito f**a tomado de surpresa e pena, ao sabê-la tantos anos existente e inédita”
(LAFAYETTE PONDÉ, Catedrático baiano de Direito Administrativo, em parecer de 29 de janeiro de 1948).
Pela primeira vez em língua portuguesa, em histórica edição, a versão completa do Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano.
Das apenas 13 traduções integrais do Digesto feitas até hoje no mundo, apenas 5 foram efetuadas inteiramente por um único estudioso. Soma-se agora a estas a tradução brasileira – a única em língua portuguesa e a primeira e única realizada na América Latina.
Autor desta façanha, um magistrado-jurisconsulto baiano, MANOEL DA CUNHA LOPES E VASCONCELLOS (1843-1920) – o CONSELHEIRO VASCONCELLOS –, cujo nome, a partir desta publicação, alça-se ao panteão dos mais célebres juristas brasileiros filhos ilustres da Bahia, como TEIXEIRA DE FREITAS, RUI BARBOSA e ORLANDO GOMES.
Nascido em Valença (BA), bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo (Largo de São Francisco, atual USP), juiz de direito durante o Segundo Reinado e início da República, foi sobrinho de dois ilustres juristas brasileiros do séc. XIX, o famoso estadista Zacarias de Góes e Vasconcellos e o ex-Presidente do antigo Superior Tribunal de Justiça (hoje Supremo Tribunal Federal – STF), João Antônio de Vasconcellos.
A obra de tradução, composta em manuscrito de nove grossos volumes, havia desaparecido ao final dos anos cinquenta, por conta de várias vicissitudes históricas, familiares e acadêmicas, tendo sido redescoberta em 2011, perdida em uma “cafua” (sala subterrânea escondida) da antiga Faculdade de Direito da Bahia (atual UFBA). Acertada colaboração, em 2016, entre a Diretoria desta escola e os quatro romanistas-especialistas da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), chega-se agora, depois dos ingentes trabalhos de transcrição, adaptação e integração da tradução, à publicação do 1º. volume desta histórica obra.
Será ela certamente útil não só aos romanistas, civilistas e especialistas de outras áreas das ciências jurídicas, mas também a advogados, juízes e demais operadores do direito.