30/08/2021
GHHELiD - divulgação das atividades realizadas
"O mundo dos sonhos e o mundo real são o mesmo" (Remedios Varo, pintora surrealista)
GHHELiD
No primeiro semestre de 2021, nosso tema de estudos foi: Sonhos, delírios, pesadelos, distopias e utopias.
Estes foram os principais textos e autores/as estudados.
Introdução: leitura prévia e debate sobre o artigo de Judith Martins Costa, A co**ha do marisco abandonada. Dinâmica sobre alguns poemas de Wallace Stevens, que permitem considerar a relação entre criatividade poética e nomos.
2. Módulo 1. Sonhos. Tratamos das concepções psicanalíticas sobre sonhos em Freud, Lacan e principalmente, Jung. Aplicação na humanização da psiquiatria por Nise da Silveira, leitura do texto “Arquétipos na esquizofrenia”. Palestra de Jorge Luís Borges sobre os sonhos e os pesadelos. Oficina sobre sonhos baseando-nos no texto de Aloysius Bertrand, Gaspar de la nuit, e também na sua versão musical por Ravel e tocada por Martha Algerich, e outras peças musicais e artísticas como prompts para redação de um texto onírico.
3. Módulo 2. Pesadelos. Falamos sobre a obra de H. P. Lovecraft e analisamos alguns aspectos do romance The dream quest of unknown Kadath, com base na tipologia do mito do herói de Joseph Campbell. Também do ciclo dos sonhos, falamos sobre os textos Polaris, e Celephaïs, do mesmo autor.
4. Módulo 3. Distopias. Exposição sobre a evolução da imaginação distópica nos livros Nós, de Zamiátin. 1984, de George Orwell, e Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, e O Conto da Aia, de Margaret Atwood. Textos sobre o Holocausto: LTI, de Victor Klemperer, A rosa branca, de Inge Scholl; Aimée e Jaguar, de Erika Fischer. Filmes: Arquitetura da destruição, de Peter Cohen. Tunnelen, curta de André Ovredal, baseado em conto de Alice Glaser. Oficina sobre imaginação distópica na forma dialética, em que há troca de cartas a respeito de uma imaginada distopia, com perspectivas contrastantes dos missivistas.
5. Módulo 4. Utopias. Texto de Margaret Mead: Towards more vivid utopias. República, de Platão. Panorama da imaginação utópica, desde o texto medieval alegórico Cidade das Mulheres, de Christine de Pisan, até a Utopia, de Thomas Morus. Imaginação utópica nos escritores e pensadores transcendentalistas americanos, Ralph Waldo Emerson, David Henry Thoreau (Walden) e Margaret Fuller (A mulher no século XIX). Utopias científicas, em especial, Walden II, de B.F. Skinner. Eros e civilização, a utopia pós-psicanalítica de Marcuse com contribuições da utopia estética de Schiller. Utopias religiosas, na abordagem de crítica religiosa à guisa de crítica literária, por Harold Bloom. Nomos redentor e nomos insular em alguns casos estudados por Bloom, especialmente Southern Baptists, e sua atuação atual no Estados Unidos. Oficina: produção de um texto utópico tendo como modelo a Canção do Sino, de Schiller.
Organização: Elisa Sayeg e Caio Caesar Dib
Coordenador: Prof. Dr. Ari Marcelo Solon