24/05/2021
A análise realizada nesta obra sobre censura e promoção literária durante o Estado Novo não se concentra somente nos aparatos estatais, mas também no papel desempenhado pelos intelectuais na vida social. Um dos propósitos deste trabalho é compreender o papel do governo brasileiro em relação à produção cultural e, paralelamente, destacar a contribuição ou resistência dos intelectuais a esse complexo sistema de dominação. O intelectual, como Antônio Cândido destacou, “parece servir sem servir, fugir mas ficando, obedecer negando, ser fiel traindo”. Focando neste panorama extremamente complexo, pretende-se responder algumas das seguintes perguntas: Quais foram os mecanismos de censura literária desenvolvidos pelo Estado Novo? Que papel a literatura desempenhou neste período? Como os intelectuais se organizaram para resistir, contribuir ou se adaptar a esse contexto? Qual o papel dos órgãos de censura e promoção literária? Quem foram os articuladores das políticas de restrição e promoção no campo do livro? Como a população resistiu ao projeto literário oficial do Estado Novo? Dessa maneira, busca-se entender como, em que direção, contra quem e com que intensidade o Estado exerceu seu poder no campo das políticas oficiais do livro; e, por outro lado, examina-se a relação literário-simbólica entre Estado, intelectuais e sociedade civil.
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A palavra tem poder. O controle e a censura sobre a palavra impressa é algo recorrente ao longo da história em nosso país, desde os tempos...