16/04/2015
MUSEUS - SANTIAGO DE COMPOSTELA
CGAC - CENTRO DE ARTE CONTEMPORÂNEA
Criado em 1993 e com programação estável desde 1995, o Centro Galego de Arte Contemporânea está situado em Santiago de Compostela, no limite da cidade monumental, num espaço mágico para os galegos, compartilhando vizinhança com o convento de São Domingos de Bonaval, onde se encontra o Panteão de Galegos Ilustres; com o Museu do Pobo Galego, recordação etnográfica da nossa história, além de constante ponte e metáfora entre as nossas origens e a actualidade; e com um antigo cemitério, recuperado por Álvaro Siza (com a colaboração de Isabel Aguirre) e convertido num surpreendente jardim de evocações metafísicas, uma presença muito galaica da água e uma solução de esplanadas e volumes que sugere uma réplica dos do centro.
O primeiro activo do CGAC é a sua arquitectura, projectada pelo português Álvaro Siza, numa cuidada conjunção de respeito exterior no que diz se refere ao meio ambiente e um sentido quase místico no seu interior, de intensos contrastes entre planos limpos e os efeitos de uma luz sempre indirecta. Os espaços criados, tão formosos arquitectonicamente como difíceis quando se trata de buscar soluções expositivas, provocam que se estabeleça um constante diálogo (cúmplice ou tenso) entre artistas e arquitecto. Um diálogo muito próprio da arte contemporânea, de cujas soluções o beneficiado é sempre o espectador, já que assiste à resolução final do encontro e intui os pontos e momentos de autêntica tensão criativa.
O CGAC organiza as suas actividades tanto para mostrar as linhas directrizes da arte das últimas décadas mediante retrospectivas de artistas que têm um reconhecimento internacional generalizado e fazem parte da história destes anos (o arquitecto Álvaro Siza, Giovanni Anselmo, Christian Boltanski, Felix Gonzalez-Torres, Vito Acconci, Ana Mendieta, Arnulf Rainer, Dan Graham, Giuseppe Penone, Jürgen Partenheimer, Robert Mangold, Helena Almeida, Rebecca Horn, Georges Rousse, Stephan Balkenhol, Alberto Carneiro, Antony Gormley, Richard Tuttle, Mona Hatoum), como em rever a obra de artistas ou momentos anteriores de giro estético (Medardo Rosso, Giuseppe Terragni, Marcel Broodthaers, Kurt Schwitters, Luis Buñuel, a mudança de século na pintura parisiense...) Também não se esquecem, logicamente, colectivas de tese (Itínere, Signos y milagros, Imágenes y visiones, Otra mirada, Minimal Maximal, Lost in Sound, De Warhol a Cabrita Reis, Transfer, Mondophrenetic, Garaje, Oito relatos nórdicos) ou revisões críticas dos nomes que marcam os momentos mais intensos da arte galega deste século (Maruja Mallo, Laxeiro, Leopoldo Nóvoa, Alberto Datas, Carlos Alcolea, Rafael Baixeras, Luís Seoane, Francisco Leiro, Jorge Castillo).
Um notório dinamismo é imposto pelas intervenções e pelos projectos específicos, preparados pensando nas especiais condições do CGAC por artistas mais novos, tanto galegos (Isaac Pérez Vicente, Antón Patiño, Antón Lamazares, Ánxel Huete, Jorge Barbi, Berta Cáccamo, Santiago Mayo, Vari Caramés, Pamen Pereira, Salvador Cidrás, Mónica Alonso,Xoán Anleo, Antonio Murado, Manuel Vilariño) como do exterior (Juan Muñoz, Perejaume, Nacho Criado, Anish Kapoor, Adolfo Schlosser, Hans Hemmert, Frank Thiel, Johan Grimonprez, Chema Madoz, Humberto Rivas, James Casebere, Tracey Moffatt, Elisa Sighicelli, Loris Cecchini, José Antonio Hernández-Diez, Florence Paradeis, Sarah Dobai, Darío Villalba, Peter Wüthrich, Efrain Almeida, Gillian Wearing, Ernesto Neto, Marine Hugonnier, Juan Navarro Baldeweg, Josiah McElheny).
Os ciclos de conferências, os ateliês dirigidos por artistas, os debates públicos entre artistas e críticos, a programação de uma plataforma de vídeo, as consultas das nossas actividades através de Internet (www.cgac.org), as incursões no campo da música, a dança, a literatura, o teatro ou o cinema configuram a actividade diária inevitável de um centro que pretende ser acima de tudo um espaço activo.
http://www.cgac.org/