26/08/2026
UP-MAPUTO
SIMPÓSIO DISCUTE
INOVAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO DO CONHECIMENTO PARA SISTEMAS ALIMENTARES SUSTENTÁVEIS
A Faculdade de Engenharias e Tecnologias (FET), em três dias, transforma a Universidade Pedagógica de Maputo, no centro da discussão sobre o futuro das ciências agrárias em Moçambique. Com efeito, decorre desde ontem, terça-feira (25) até amanhã, quinta-feira (27), no Campus de Lhanguene, O II Simpósio Internacional de Ciências Agrárias e Tecnologia Alimentar (SICATA), que reúne no mesmo Anfiteatro, docentes, investigadores, agrónomos, extensionistas, estudantes e outros interessados na matéria.
O foco da discussão passa pela busca de inovação e transformação do conhecimento para sistemas alimentares sustentáveis.
Falando na abertura do evento a Profa. Doutora Leonilda Sanveca, disse estar ciente de que as reflexões que serão partilhadas no simpósio, contribuirão para o fortalecimento do diálogo entre a academia, as instituições públicas, os parceiros de desenvolvimento e os produtores, apontando caminhos para um desenvolvimento agrário mais sustentável, resiliente e inclusivo em Moçambique. Este encontro científico representa muito mais do que um espaço de apresentação de resultados de investigação. É a reafirmação do compromisso da UPM com a produção do conhecimento, a inovação e com a busca de soluções capazes de responder aos desafios que a agricultura, a alimentação e o ambiente colocam ao nosso país, disse a Vice-reitora, para depois acrescentar que, nenhuma instituição, por mais forte que seja, conseguirá enfrentar sozinha estes desafios. Precisamos de universidades que investiguem, de governos que apoiem políticas baseadas em evidências, de produtores que adaptem tecnologias adequadas e de pesquisadores capazes de transformar conhecimento em soluções concretas. É precisamente por isso que a UPM continuará a investir na pesquisa científica, na formação de pós-graduação e na aproximação entre conhecimento académico e as necessidades reais da sociedade.
No final da sua intervenção, Leonilda Sanveca, deixou uma mensagem particular aos estudantes: “A ciência cresce quando existe curiosidade, diálogo e vontade de transformar a realidade em que vivemos na família, no bairro, na cidade, no país, na região e no mundo, por isso, participem activamente; questionem; aprendam com a iniciação científica e construam redes de colaboração”.
A Coordenadora da Comissão Organizadora, Profa. Doutora Glória Manhique, disse que o II SICATA tem como objectivos: Promover a divulgação da produção científica nas áreas das ciências agrárias e tecnologia alimentar; Estimular a inovação tecnológica aplicada ao sector agro-alimentar; Fortalecer redes nacionais e internacionais de investigação e cooperação académica; Incentivar o diálogo entre a academia, sector produtivo, instituições públicas e sociedade civil; Contribuir para o desenvolvimento de soluções resilientes para os desafios das mudanças climáticas e da sustentabilidade.
O primeiro dia do Simpósio foi preenchido por uma Mesa Redonda com o tema: “Reflexões Estratégicas para o desenvolvimento Agrário em Moçambique: Cooperação, Investigação e Acção no Terreno”. Participaram no painel os representantes da Federação Nacional das Associações Agrárias (FENAGRI), da JICA em Moçambique, do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), da União Nacional das Cooperativas (UNAC) e da Direcção Nacional de Agricultura (DINAG – MAAP).
Por:
H. Sueia e Daniel Bila (Fotos)
GCI - UPM