20/11/2024
O Dr. Abílio Fernandes foi responsável pela encomenda da Malagueira ao arquitecto Álvaro Siza e um dinamizador do projeto.
Um prémio merecido não só pelo que fez pelo Centro Histórico, mas também pelo que deixou feito para a cidade.
𝗛𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗮𝗼 𝗲𝘅-𝗽𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗖𝗮̂𝗺𝗮𝗿𝗮 𝗔𝗯𝗶́𝗹𝗶𝗼 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗲𝘀 𝗺𝗮𝗿𝗰𝗮 𝗮 𝗰𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗲 𝟯𝟴 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗣𝗮𝘁𝗿𝗶𝗺𝗼́𝗻𝗶𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗶𝗮𝗹 𝗲𝗺 𝗘́𝘃𝗼𝗿𝗮
𝗔𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗮𝘂𝘁𝗮𝗿𝗰𝗮 𝘃𝗮𝗶 𝘀𝗲𝗿 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗶𝗻𝗴𝘂𝗶𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗺 𝗮 𝗠𝗲𝗱𝗮𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗢𝘂𝗿𝗼 𝗱𝗮 𝗖𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲
O programa de comemorações do 38.º aniversário da classificação do centro histórico de Évora como Património Mundial da UNESCO, que se celebra a 25 de novembro, assinala também, este ano, 10 anos da elevação do Cante Alentejano como Património Imaterial da Humanidade. O ponto alto das celebrações passa pela realização de uma grande homenagem a Abílio Fernandes, presidente da Câmara de Évora durante 25 anos consecutivos, entre 1977 e 2002. Durante a cerimónia, que terá lugar no Palácio D. Manuel, o histórico autarca será agraciado com a Medalha de Ouro da cidade.
A jornada comemorativa termina na terça-feira, 26 de novembro, no Salão Central, com uma Oficina de Cante para crianças e jovens e uma tertúlia / debate sobre o Cante e o Património Imaterial, com a presença de especialistas e investigadores nesta área.
Abílio Miguel Joaquim Dias Fernandes nasceu a 22 de fevereiro de 1938, em Moçambique. Casado e pai de cinco filhos, é licenciado em Finanças, pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras de Lisboa.
Passou, primeiro, pelo extinto MDP/CDE e ingressou no Partido Comunista Português, no início de 1976, ano no qual foi eleito presidente da Câmara Municipal de Évora nas listas da FEPU – Frente eleitoral Povo Unido. Foi Presidente da Câmara Municipal entre 3 de janeiro de 1977 a 13 de janeiro de 2002.
De 2005 a 2007, foi deputado comunista à Assembleia da República pelo círculo de Évora. Em 2007, foi agraciado com o grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, tendo recebido ainda outras distinções de relevo. Em 2021, foi-lhe atribuído o grau de Honoris Causa pela Universidade de Évora, como reconhecimento pelo mérito da sua obra.
Ao longo dos seus 25 anos consecutivos de mandato, destacam-se conquistas de relevo como a elaboração e aprovação do primeiro Plano Diretor Municipal (PDM) em Portugal, a execução do icónico Bairro da Malagueira e, naturalmente, a classificação, em 1986, do centro histórico de Évora como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, tornando-se a segunda cidade a ser reconhecida, em Portugal, depois de Angra do Heroísmo (1983).
Na sua declaração de valor, esta organização considerou a capital alentejana como “o melhor exemplo de cidade da idade de ouro portuguesa, após a destruição de Lisboa pelo terramoto de 1755.”