mONTE NUVEm

mONTE NUVEm Programa de habitaçâo e atividades em lugar unico. Situa-se na Freguesia de Ourique. Procuram-se Programa de Habitaçao e Atividades a custos acessiveis.

Para a soberania da Identidade Rural, para a regeneraçao dos solos, para o encontro em si.

03/03/2025

Reduziu o número de plantações
Mas olivais tradicionais ainda se plantam

Afinal os olivais tradicionais ainda se plantam em Portugal, embora haja uma forte redução. O futuro do setor está cada vez mais orientado para os olivais em sebe, devido à sua eficiência mas ao contrário do que se chegou a temer isso não fez desaparecer o número de novas plantações de olival tradicional. Nas zonas de menor aptidão para agricultura mecanizada, como regiões montanhosas ou áreas com terrenos difíceis (ex.: Trás-os-Montes e Alentejo interior), ainda são plantados olivais tradicionais porque essa é a única ou mesmo a melhor alternativa possível. Nesses locais, a produção é muitas vezes destinada ao mercado de nicho, como azeites biológicos, premium ou de Denominação de Origem Protegida (DOP).

É certo que o crescimento mais acelerado em novas plantações está nos olivais em sebe, que permitem maior densidade de árvores por hectare, colheita mecanizada e melhores rendimentos económicos. Estas plantações têm dominado nas últimas duas décadas, sobretudo no Alentejo, graças às infraestruturas de rega associadas ao projeto de Alqueva. Alguns produtores optam pelos olivais tradicionais para preservar a biodiversidade e as paisagens culturais históricas. Este modelo tradicional é comum em explorações familiares ou em produções sustentáveis, onde o foco não está na quantidade ou eficiência do processo.
Nestes casos o custo de mão-de-obra é elevado e a menor produtividade tornam os olivais tradicionais menos competitivos, especialmente em mercados dominados por azeites de produção intensiva. A sustentabilidade económica destes olivais depende de estratégias diferenciadoras, como certificações biológicas, turismo rural associado ou venda direta ao consumidor. Embora em proporções muito mais reduzidas, o modelo tradicional mantém o seu espaço em produções de qualidade e valor acrescentado.

14/01/2025

MONTALEGRE: Coopbarroso investe em produção biológica de centeio para valorizar agricultura

A CoopBarroso, cooperativa dedicada ao desenvolvimento sustentável do território, está a trabalhar na recuperação e multiplicação de variedades locais de centeio em modo de produção biológica. Em entrevista à Rádio Montalegre, Nuno Sousa, explicou que o objetivo passa por valorizar a agricultura, promovendo a autonomia e rentabilidade dos produtores da região.

"Estamos a trabalhar três variedades locais em modo de produção biológica. A ideia é produzir e classificar estas variedades para que possam ser vendidas como sementes certificadas. O objetivo é que os agricultores possam utilizá-las para a sua própria produção e, com isso, criar mais valias e rentabilidade nas suas explorações", afirmou Nuno Sousa.

O projeto, iniciado há dois anos, envolve a conversão das sementes tradicionais em sementes biológicas, um processo rigoroso que exige três anos de adaptação antes de poder ser comercializado. As sementes, oriundas do Banco de Germoplasma de Braga, foram recolhidas da região há 30 anos e estão agora a ser recuperadas e multiplicadas em terrenos locais.

VALORIZAÇÃO ECONÓMICA PELA DIFERENCIAÇÃO

Nuno Sousa destacou que a agricultura enfrenta o desafio de competir com a produção intensiva, mas que a diferenciação dos produtos pode ser a chave para alcançar mercados mais valorizados. "Nós temos produções baixas, mas um produto diferenciado. É isso que precisamos de comunicar ao consumidor: a qualidade e a mais-valia do que produzimos", explicou.

A CoopBarroso aposta também na investigação académica para caraterizar cientificamente as variedades locais de centeio, reforçando a sua posição no mercado e promovendo o reconhecimento do produto natural face à crescente ameaça de produtos sintéticos. "No futuro, os produtos naturais e diferenciados serão acessíveis apenas a quem tiver poder de compra. Por isso, é essencial apostar em mercados que valorizem este tipo de produção", acrescentou.

SUSTENTABILIDADE E FUTURO

Com este projeto, a CoopBarroso procura preservar variedades agrícolas locais e criar um modelo sustentável de produção que beneficie os agricultores e a comunidade em geral. O centeio biológico surge assim como uma oportunidade de alavancar o mundo rural, promovendo uma economia mais justa e sustentável para a região.

MJA
Foto: CoopBarroso

27/10/2024

3 dias (1 a 3 de novembro de 2024) recheados de atividades para crianças e famílias, workshops, caminhadas e muita Arte!

11/08/2024

MONTALEGRE: O renascimento do Forno do Povo de Pedrário
- Resgate da identidade e cultura

Pedrário, uma pequena aldeia escondida entre Serraquinhos e Meixide, parece à primeira vista um lugar onde o tempo parou. As suas casas de pedra, as ruas estreitas e o silêncio que paira no ar revelam uma localidade marcada pelo isolamento, mas também pela resistência das suas gentes. Entre as várias histórias que este lugar guarda, há uma que agora emerge com força renovada: a do Forno do Povo, datado de 1888, que voltará a ter vida após 35 anos de portas fechadas.

PATRIMÓNIO E IDENTIDADE: A ALMA DA ALDEIA

O Forno do Povo de Pedrário é um edifício antigo; símbolo da identidade e da coesão social da aldeia. Para muitos, este forno representa uma ligação direta com o passado, uma época em que a vida comunitária era vivida de forma intensa e em que o ato de cozer pão ia para além da necessidade alimentar.

As mulheres falam com entusiasmo sobre o projeto: "Este forno era o centro da aldeia. As nossas maes ou avós vinham aqui cozer o pão para toda a semana, cada família tinha o seu dia. Era mais do que uma necessidade, era um ritual, um momento de partilha."

Este sentimento de pertença é ecoado por Abílio Moreno, um dos moradores mais antigos de Pedrário: "Lembro-me de quando era miúdo e os ciganos vinham de carroça para dormir aqui, à beira do forno. A aldeia inteira juntava-se aqui. Era um ponto de encontro, onde se partilhavam histórias, risos e, claro, pão."

CULTURA E ISOLAMENTO: UMA REALIDADE EM MUDANÇA

Pedrário, como tantas outras aldeias no interior de Portugal, assistiu ao longo das últimas décadas um processo de despovoamento e isolamento. A emigração das gerações mais novas para as cidades deixaram marcas, bem como a mudança e hábitos de vida locais. O encerramento do Forno do Povo, há 35 anos, foi um dos muitos sinais da mudança da vida comunitária.

Contudo, a recente iniciativa de reabrir o forno mostra que a comunidade pretende imprimir novas dinâmicas à terra. "Decidimos que era altura de fazer algo", explica. "A Comissão de Festas, composta só por mulheres este ano, tomou a liderança e juntou toda a aldeia. Queremos mostrar que ainda há vida aqui, que a nossa cultura e as nossas tradições não morreram."

O projeto de reabertura do forno é um esforço consciente para revitalizar a aldeia, reforçar os laços comunitários e revalorizar o património histórico.

O FORNO: SÍMBOLO DE RESILIÊNCIA

A história do Forno do Povo é, em muitos aspetos, a história da própria aldeia de Pedrário. Construído em 1888, o forno testemunhou gerações que nele cozeram o pão, um alimento que, para muitos, era o sustento principal das famílias. Nas palavras de Abílio Moreno, "o pão era o sustento da casa, junto com a batata e a carne de porco. Cozinhávamos 50, 100 pães de cada vez. Era uma vida simples, mas alegre."

O encerramento do forno, há 35 anos, foi um momento que marcou a comunidade, que viu uma parte significativa da sua cultura e identidade desvanecer-se. "Quando o forno fechou, foi como se um pouco da nossa alma se tivesse perdido," recorda.

Agora, com a reabertura marcada para o dia 10 de agosto, a aldeia prepara-se para um momento de reencontro e celebração. A iniciativa visa reavivar o forno e reacender o espírito comunitário.

UM FUTURO ANCORADO NO PASSADO

A reabertura do Forno do Povo é uma oportunidade para a localidade mostrar que, apesar das adversidades, a sua identidade e cultura permanecem vivas. "Vamos ter concertinas, pão quente e toda a aldeia reunida," diz com um sorriso. "Queremos que este seja um momento para todos, não só para os que cá vivem, mas para todos os que queiram participar e sentir o que é Pedrário."

Este evento é um símbolo de resiliência e de esperança num futuro onde as tradições são valorizadas e celebradas. O forno voltará a cozer pão, e com ele, reacender-se-á a chama da vida comunitária, do património e da cultura de uma aldeia que, apesar do isolamento, não deixa que a sua história se apague.

No dia 10 de agosto, Pedrário estará de portas abertas, pronta para partilhar com o mundo a sua história, o seu pão e a sua inabalável vontade de continuar a ser.

MJA

13/04/2024

𝗣𝗥𝗢𝗝𝗘𝗧𝗔𝗥 𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗧𝗥𝗨𝗜𝗥 𝗖𝗢𝗟𝗘𝗧𝗜𝗩𝗔𝗠𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝗨𝗠 𝗟𝗨𝗚𝗔𝗥
𝐄𝐒𝐓𝐀𝐋𝐄𝐈𝐑𝐎 𝐀𝐁𝐄𝐑𝐓𝐎 - Desenhar o que falta

📌 4 Maio '24 / 9h30 às 18h00
Convento de São Francisco

Oficina em formato de Estaleiro Aberto, com o objetivo de fabricar painéis e/ou estruturas orgânicas a partir de ferro de obra com segmentos curvos.
Os participantes serão envolvidos num processo ativo de aprendizagem e colaboração que contribui para a finalização do espaço arquitectónico.

Aberto à comunidade e de participação gratuita.

𝐎𝐫𝐢𝐞𝐧𝐭𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬:
Ana Almeida Pinto
Allena Svoboda
Tiago Fróis

𝐃𝐚𝐭𝐚 𝐥𝐢𝐦𝐢𝐭𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐧𝐬𝐜𝐫𝐢𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬:
28 de abril de 2024

Inscrições - https://oficinasdoconvento.com/desenhar-o-que-falta-estaleiro-aberto/

Mais informações - [email protected]

Endereço

Castro Verde

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