Materialidades da Literatura - matlit

Materialidades da Literatura - matlit Este programa não tem qualquer equivalente na rede nacional de ensino superior.

Esta página está associada ao Programa de Doutoramento «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura», criado pela FLUC / This page belongs to the Doctoral Program 'Advanced Studies in the Materialities of Literature' taught at FLUC. Esta página está associada ao Programa de Doutoramento «Estudos Avançados em Materialidades da Literatura», criado pela Faculdade de Letras da Universidade de Co

imbra. Além de dar a conhecer esta nova área de ensino e de investigação, a página «Materialidades da Literatura» pretende divulgar as actividades e projectos que se realizam no âmbito do curso. This page belongs to the Doctoral Program ‘Advanced Studies in the Materialities of Literature’, taught at the Faculty of Arts and Humanities at the University of Coimbra. Apresentação do Programa

As mudanças nas tecnologias de comunicação ocorridas nas últimas três décadas alteraram quer os regimes de representação dos média, quer os regimes de representação baseados nos códigos da letra e da escrita. Esta modificação resultou num novo capítulo na teoria crítica sobre as materialidades da comunicação, com reflexos tanto na investigação das formas literárias passadas, como das formas literárias actuais. O objectivo deste Programa é desenvolver em Portugal uma área emergente de investigação, centrada na análise das materialidades da literatura – materialidades do som, da voz, da performance, da imagem, da escrita, e ainda as materialidades digitais que caracterizam certas práticas e formas literárias contemporâneas. A análise da materialidade implicará também uma reflexão sobre a mediação tecnológica que acompanha a literatura dos séculos XIX, XX e XXI – fotografia, fonografia, máquina de escrever, cinema, rádio, televisão, vídeo, computador digital, telemóvel. Os conteúdos programáticos de cada uma das quatro unidades curriculares (Materialidades da Literatura I; Materialidades da Literatura II; Materialidades da Cultura; e Literatura, Artes e Média) têm por objectivo estabelecer o contexto científico e metodológico do programa. Trata-se de conhecer e analisar em profundidade as diferentes materialidades das práticas literárias pré-modernistas, modernistas e pós-modernistas (Materialidades da Literatura I e Materialidades da Literatura II); de conhecer as abordagens teóricas no estudo das materialidades da comunicação, da linguagem e da cultura (Materialidades da Cultura); e de compreender a relação entre práticas literárias e outras práticas artísticas e performativas, num contexto de expansão e transformação das tecnologias de mediação e de virtualização (Literatura, Artes e Média). Este conteúdo curricular inicial define o campo e o método de investigação, procurando criar as condições para o desenvolvimento de um projecto autónomo de tese, a realizar nos três anos seguintes. Trata-se de um programa de ensino e de investigação inovador no tema e na abordagem, cujo objectivo é abrir uma nova área ao nível dos estudos literários em Portugal e garantir-lhe as necessárias condições de desenvolvimento e consolidação, designadamente através da constituição a médio prazo de um núcleo de estudos avançados em Materialidades da Literatura no Centro de Literatura Portuguesa (CLP) da Universidade de Coimbra. Na medida em que se trata de uma área em crescimento no mundo anglo-americano, e com alguma expressão no Norte da Europa, a sua criação em Portugal contribuirá para actualizar e renovar teoricamente este campo. É seu objectivo último contribuir para uma mudança nos modos de investigar e ensinar literatura, dentro do projecto mais vasto de repensar as Humanidades na era das novas tecnologias e dos novos média.

+ info: http://matlit.wordpress.com/sobre

Apresentação do novo Livro de Patrícia Portela, dia 9 de junho, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.
03/06/2026

Apresentação do novo Livro de Patrícia Portela, dia 9 de junho, na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra.

Na próxima sexta-feira, 15 de maio, pelas 14:00, o Instituto de Estudos Brasileiros, juntamente com a Secção de Estudos ...
13/05/2026

Na próxima sexta-feira, 15 de maio, pelas 14:00, o Instituto de Estudos Brasileiros, juntamente com a Secção de Estudos Artísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, acolhe uma conterência pelo Protessor Hernan Ulm, da Universidad Nacional de las Artes (Buenos
Aires), com o título "Derivas não objetuais na arte. Uma genealogia do nosso presente".
Hernán Ulm é Doutor em Literatura
Comparada pela Universidade Federal
Fluminense (Brasil) e Mestre em Filosofia
Contemporânea pela Universidade Nacional de Salta (Argentina). É Professor Titular de Problemáticas Estético-Filosóficas
Contemporâneas na Universidade Nacional das Artes, onde também é Diretor do Mestrado em Pesquisa em Artes e do Mestrado em Cultura Pública. Ministrou numerosos cursos de pós-graduação na Argentina, Chile e Brasil.

Publicou os livros Cuestión de imagen, Rituales de la Percepción: artes, técnicas, políticas e Desbordes, el sitio del dibujo.
Atualmente dirige o Projeto de Pesquisa "O modo de existência das práticas artísticas: uma cartografia da questão", no qual se busca uma aproximação pós-metafísica às questões estéticas entendidas como meios de configuração do sensível no agenciamento neoliberal.
Na conferência, a partir de um ensaio de Paul Valéry de 1928 ("A conquista da ubiquidade"), Ulm explora a possibilidade de elaborar uma “filosofia da realidade sensível ao domicílio" tendo em mente a deriva não objetual que, em autores latino-americanos como Mario Pedrosa, Ferreira Gullar, Lygia Clark ou Hélio Oiticica, dá lugar a uma definição das práticas artísticas como um "exercício da liberdade" que supõe uma crítica dos comportamentos normalizados da sociedade programática.
O acesso é livre. Serão atribuídos certificados de participação.
O cartaz é de Diego Giménez.

O IEBom (ler “E é bom!”), que consiste em breves conversas informais sobre tópicos da cultura & civilização do Brasil, r...
04/05/2026

O IEBom (ler “E é bom!”), que consiste em breves conversas informais sobre tópicos da cultura & civilização do Brasil, retoma esta terça-feira, 5 de maio, a sua programação, com uma sessão da responsabilidade de Luiza Brugni, doutoranda em Literatura de Língua Portuguesa. A sessão, que tem lugar entre as 13:30 e as 14:00 na sala do Instituto de Estudos Brasileiros da FLUC será dedicada a uma comemoração religiosa afro-brasileira do Recôncavo Baiano, “A festa da Boa Morte”.

Programa, resumos e participantes do Colóquio Sublime, Stimmung e Performance, que se realizará nos dias 22 e 23 na Sala...
20/04/2026

Programa, resumos e participantes do Colóquio Sublime, Stimmung e Performance, que se realizará nos dias 22 e 23 na Sala do Instituto de Estudos Brasileiros.

Nos próximos dias 22 e 23 de abril o Instituto de Estudos Brasileiros de Coimbra acolhe um colóquio internacional intitu...
17/04/2026

Nos próximos dias 22 e 23 de abril o Instituto de Estudos Brasileiros de Coimbra acolhe um colóquio internacional intitulado "Sublime, Stimmung e Performance. Dos Romantismos às Estéticas do Rock". O evento, que é um efeito da parceria entre o IEB e a Área de Filologia Galega e Portuguesa da Universidade de Salamanca, tendo a 27 e 28 uma realização não coincidente naquela universidade espanhola, conta com participantes de Portugal, Brasil e Espanha e inspira-se no seguinte texto de referência: "O sublime nomeia uma intensidade que excede a perceção: o abismo, a tempestade ou a vastidão - que apavoram, sublevam e/ou elevam. A noção, igualmente espinhosa, de Stimmung acode a algo como à possível tradução dessa intensidade em valor atmosférico, ou ressonância afetiva que vibra num corpo - isto é: no espaço e no tempo - habilitando uma tonalidade partilhada ou partilhável, ao mesmo tempo emocional e material. Enfim, o enredo crítico da performance permite afinar a referência à encarnação dessa experiência: as maneiras de um leitor/escritor, o gesto de um intérprete, a respiração do canto ou de uma execução musical, a presença em cena - a presença de/ em várias cenas -, potencialmente transformam uma intensidade qualificada em experiência coletiva. Juntas, estas noções permitem ler os Romantismos e ecolalias contemporâneas suas como um entrelaçamento onde corporeidade, atmosfera e emotividade se emaranham. Os participantes nos dois encontros projetados, sem propósito de sistematização ou saturação dos respetivos campos culturais recortam objetos pessoalíssimos, que atraiam, e/ou desmanchem, o novelo proposto.
Participam Alva Martínez Teixeiro, Andréa
Sirihal Werkema, Clara Rowland, leda Magri, Emílio Maciel (a distância), Ivan García Lopez (a distância), Joana Matos Frias (a distância), José Bertolo, Osvaldo Manuel Silvestre, Pedro Serra, Ricardo Namora, Jorge Louraço Figueira, Silvio Ferraz.
O acesso é livre e serão atribuídos certificados de presença.
O cartaz é de Patrícia Esteves Reina. A fotografia é de Humberto Brito.

Na próxima quarta-feira, 15 de abril, o Professor Pedro Furtado fará, na sala do Instituto de Estudos brasileiros, pelas...
14/04/2026

Na próxima quarta-feira, 15 de abril, o Professor Pedro Furtado fará, na sala do Instituto de Estudos brasileiros, pelas 11h, uma conferência intitulada “’A nova descoberta do Brasil’: a recepção crítica do romance brasileiro de 30 nos periódicos portugueses”.
Pedro Furtado é Doutor (2022, bolsista Capes) em Estudos Literários pelo Programa de Pós-graduação em Estudos Literários na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Araraquara. Tem-se dedicado ao estudo da prosa brasileira do século XX, especialmente de 1930, e do século XXI, a partir de balizas teóricas provindas, sobretudo, da psicanálise, do marxismo e da filosofia. Lecionou “Críticas Literárias” em 2019 e 2020, na UNESP de Araraquara, e de “Literatura Brasileira” em 2023, na UNICAMP. É autor de diversos artigos publicados em revistas académicas de seletiva política editorial e também do livro Literatura brasileira e mal-estar: o futuro abolido em três romances de 30. Tem um pós-doutoramento em Teoria e História Literária na UNICAMP (2023; bolsista Fapesp) e realiza neste momento um outro pós-doutoramento na FLUP.
O acesso é livre. O IEB terá muito gosto em contar com a vossa presença.

Texto de Osvaldo Manuel Silvestre sobre a sessão de Manuel Portela (FLUC, CLP) e Ana Marques (CLP) intitulada "Ai, a IA,...
09/04/2026

Texto de Osvaldo Manuel Silvestre sobre a sessão de Manuel Portela (FLUC, CLP) e Ana Marques (CLP) intitulada "Ai, a IA, a IA! Retórica e Poética da Artificialidade da Inteligência

Frente a frente, na biblioteca do Centro de Literatura Portuguesa, a Poética (vestida de macacão e capacete de operário) e a Retórica, que depois mudarão de papel e nome. Ou, se se preferir Manuel Portela e Ana Marques (P&M), cujos nomes constam da tabuleta que trazem pendurada ao pescoço. O diálogo, de inspiração mais beckettiana do que socrática, tem três partes ou cenas: um intróito dado ao absurdo, a parte de leão e a coda ou fuga. O coração do diálogo é feito de frases de CEO's de grandes empresas de IA que a Poética lança e a Retórica comenta. Cedo se percebe que as respostas da segunda são produzidas por ChatGPT. No ecrã são projetadas as respostas ao mesmo tempo que são lidas, o que produz aquele conhecido efeito da conferência com Data Show redundante (as imagens são também geradas por Prompt). O tom é deliberadamente não-apocalíptico, antes o de quem se desempenha de uma tarefa de A a Z e sem estados de alma, tal como a máquina de geração textual antecipada pela linha de montagem (cujo índice arqueológico é o operário) destinada à Kultukritik. A tónica é melancólica: não havera Skynet nem Terminator, mas antes a fagocitação da crítica pela máquina. Admitamos (embora eu acredite na Skynet...).
Para mim, o mais interessante foi outra coisa.
Se quase tudo o que vemos e ouvimos foi gerado por uma máquina de IA, e se ainda assim sentimos que P&M, na sequência do seu trabalho anterior, são autores desta intervenção ("Ai, a IA, a IA! Retórica e Poética da Artificialidade da Inteligência"), então isso significa que, assim como o plágio não é uma questão algorítmica (ao contrário do que supõem os informáticos, que julgaram resolver a questão do plagio transferindo-o para o quantitativo), também a autoria não se confunde com um algoritmo. Nos termos aggiornatos de Foucault, uma máquina pode ser produtora de texto, isso não faz dela um autor ou mesmo o seu autor. Ao invés, a função-autor elege P&M como autores, apesar da incipiência do quantitativo da sua produção textual nesta obra. A autoria, eis o que a máquina nos faz perceber (tanto quanto o pobre teatro da redundância de P&M), não é função do quantitativo.

O Seminário Permanente em Materialidades da Literatura realizará a sua próxima sessão no próximo dia 8 de abril, quarta-...
06/04/2026

O Seminário Permanente em Materialidades da Literatura realizará a sua próxima sessão no próximo dia 8 de abril, quarta-feira, entre as 16h e as 18h, na sala do Centro de Literatura Portuguesa. A sessão estará a cargo de Manuel Portela (FLUC, CLP) e Ana Marques (CLP) e terá como título "Ai, a IA, a IA! Retórica e Poética da Artificialidade da Inteligência". Eis o resumo da sessão:

“As novas técnicas de análise, processamento e geração de texto, imagem, áudio e vídeo manifestam-se quer pela proliferação de discursos sobre inteligência artificial, quer pela multiplicação dos usos desses dispositivos algorítmicos. Através de amostras de discursos, por um lado, e de apropriações criativas de ferramentas, por outro, esta conferência observa a artificialidade da inteligência enquanto retórica e enquanto poética.”

O Doutoramento em Materialidades da Literatura terá todo o gosto em contar com a vossa presença.

18/03/2026
Tem início amanhã, 17 de março, a edição do Seminário Permanente em Materialidades da Literatura para o segundo semestre...
16/03/2026

Tem início amanhã, 17 de março, a edição do Seminário Permanente em Materialidades da Literatura para o segundo semestre do corrente ano letivo. As sessões do seminário constam do cartaz abaixo publicado.

A primeira sessão, que terá lugar entre as 11:00 e as 13:00 na sala do Instituto de Estudos Brasileiros caberá ao professor Matheus de Brito, da UERJ-Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e tem como título “Sobre rádios japonesas e maçanetas – Materialidade, forma e subjetivação”.

O Professor Matheus de Brito fez a sua graduação em Português na FLUC, tendo depois sido estudante do Doutoramento em Materialidades da Literatura, programa no qual se doutorou, em cotutela entre a UC e a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É neste momento docente do Departamento de Literatura Brasileira e Teoria Literária do Instituto de Letras da UERJ.

A conferência do Professor Matheus de Brito conta com o apoio do DLLC e do CLP.

Endereço

Largo Da Porta Férrea
Coimbra
3004-530

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