A Academia Militar tem o seu antecedente histórico na "Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho", criada por D. Maria I, em 2 de janeiro de 1790, e tem as suas origens na "Lição de Artilharia e Esquadria", criada por decreto de D. Enquanto instituição de ensino superior militar, a Academia Militar remonta à "Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho", considerada como “a prime
ira escola verdadeiramente científica destinada ao ensino superior das matérias que interessavam ao oficialato do Exército Português" (Montalvão Machado). Esta escola, destinada ao ensino superior das matérias de interesse para Oficiais de Artilharia e Engenharia, de Infantaria e Cavalaria e a alunos Civis ("Os Paisanos") que desejassem habilitar-se a Engenheiros, começou por se instalar no Arsenal do Exército (em Santa Apolónia), passou por vários edifícios da capital, desde o Palácio da Regência, onde se manteve até 1796, tendo transitado para o Palácio de Calhariz, e daí para o Real Colégio dos Nobres. Neste mesmo local, a 12 de janeiro de 1837, passou a designar-se por Escola do Exército, por iniciativa de Bernardo de Sá Nogueira de Figueiredo - o Marquês de Sá da Bandeira. A partir de janeiro de 1851, a Escola do Exército passou a sedear-se no Palácio da Bemposta, em Lisboa, onde atualmente ainda se mantém um dos seus dois polos. Depois de sucessivas restruturações e várias designações na sua evolução: Escola do Exército - de 1837 a 1910; Escola de Guerra - de 1911 a 1919; Escola Militar - de 1919 a 1938; novamente Escola do Exército - de 1938 a 1959, foi criada a Academia Militar, em 12 de janeiro de 1959. A Academia Militar tem como Patrono o Marquês de Sá da Bandeira, que foi aluno da Academia Real de Fortificação, Artilharia e Desenho, e cuja designação alterou para Escola do Exército, a 12 de janeiro de 1837, Escola da qual viria a ser o seu mais ilustre Comandante, entre 1851 e 1876. Assim, o dia da Academia Militar comemora-se a 12 de janeiro, com a dignidade e solenidade adequadas à efeméride.