08/06/2026
Lisboa e Viena em 1760.
Um enquadramento europeu muito diferente.
O Conde Staremberg ministro enviado austríaco a Lisboa em 1750/1751, tinha sido colega na diplomacia de Sebastião José de Carvalho e Melo em Viena, chegou esperançado por acordos nos negócios de dimensão internacional na área mercantil. Esta vinda para Staremberg era um momento interessante para constatar o quanto Portugal e Áustria estavam em situações muito diferentes, a surpresa ao verif**ar a dimensão dos negócios e, sobretudo, o facto de Portugal a semelhança de Inglaterra, França e Espanha estarem envolvidos na dinâmica Atlântica, contraste absoluto com realidade austríaca sempre empenhada no jogo de influências no centro europeu com as nações de matriz Alemã. Staremberg e Sebastião, apesar da simpatia e proximidade enquanto conhecidos e colegas na diplomacia, não conseguiram avançar com projectos propostos por Staremberg facto que se deve ao domínio de outros grupos mercadores estrangeiros instalados em Lisboa há muitas décadas e de plena confiança de D. João V e D. José I.
Dois mundos diferentes que se encontram no espaço europeu bem dividido entre nações já mergulhadas e envolvidas no projecto atlântico enquanto outras do centro da Europa estavam ainda nos jogos de alianças entre cortes e coincidentemente sem impérios coloniais, todavia, na impediu que Viena continuava a ser um dos centros da cultura europeia do seu tempo e da diplomacia internacional.
Em 1745 quando Sebastião foi nomeado para a Embaixada de Viena torceu o nariz, nunca quis, e faz sentido, sabia ele, que ao contrário de Londres, Viena não era um dos centros de interesse nos negócios internacionais mercantis, o gosto pelos negócios, veio da experiência em Londres e depois pelo convívio próximo com as famílias mercadoras-banqueiras sediadas ou viventes em Lisboa e, foi as mesmas, que conseguiu mais tarde empreender as reformas económicas internas criando as companhias mercadoras estatais.
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(Nas imagens, Viena de Áustria, com pintura óleo de Bernardo Bellotto e Lisboa na gravura de Georg Balthasar Probst ambas de 1760)
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Mauro Burlamaqui Sampaio