Taróloga: TARI De'sol

Taróloga: TARI De'sol Aprofunde novas perspectivas e possíveis soluções para a sua vida

20/12/2019

APRENDA A NÃO CONTAR MUITO COM OS OUTROS
Uma ou outra hora, acabaremos por nos dececionar com alguém que pensávamos jamais ser capaz de não cumprir o prometido, de deixar-nos à espera. Muitas pessoas são assim mesmo, falam como se a palavra não tivesse valor algum e pouco sustentam o que afirmam com veemência. Para elas, o único compromisso que existe é com os próprios interesses.
Quem nunca ficou esperando inutilmente horas por um amigo chegar ao local combinado? Quem nunca ficou aguardando um telefonema de alguém que prometeu ligar? Quem nunca aguardou retorno de algo que nunca veio, uma mensagem que nunca chegou, uma visita que nunca aconteceu, uma ajuda que nunca apareceu?
Nesse contexto, as pessoas que honram o que falam, que cumprem o prometido, que fazem de tudo para poder ajudar, acabam cada vez mais frustradas com as pessoas, pois são obrigadas a encarar aquilo que jamais teriam coragem de fazer. É difícil para uma pessoa cuja palavra vale muito ter de conviver com quem não honra quase nada do que diz, com quem não cumpre nada daquilo que f**a prometendo por aí.
É preciso aprender a contar menos com os outros, a não acreditar em tudo o que dizem, a não depositar muitas esperanças nas promessas alheias, porque muito do que tomamos como verdade foi dito da boca para fora tão-somente. Não se trata de tornarmo-nos descrentes com todos, ou de sermos egoístas, mas de uma técnica básica de sobrevivência num mundo cada vez menos comprometido com honrar o que se diz ou o que se promete.
Sim, sempre poderemos contar com alguém, sempre haverá pessoas cujos atos são afins com seus discursos, mas serão muito pouco aqueles que estarão dispostos a cumprir com o seu papel de amigo, de parceiro, de ser humano, enfim. Infelizmente a grande maioria dos indivíduos estará ocupada demais pensando em si mesma, vivendo o seu “mundinho” particular, correndo em volta do próprio egoísmo, dizendo o que queremos ouvir, porém, comportando-se como se ninguém além de si mesmo merecesse atenção.
Marcel Camargo

A INVEJA CAMINHA LADO A LADO COM A CRÍTICAA inveja, normalmente, caminha lado a lado com a crítica destrutiva do invejos...
16/12/2016

A INVEJA CAMINHA LADO A LADO COM A CRÍTICA
A inveja, normalmente, caminha lado a lado com a crítica destrutiva do invejoso. Ela é muito destrutiva para quem sente e para quem é invejado, essa emoção é tão comum como prejudicial e muitas vezes vem mascarada por declarações superficiais.
A inveja de alguém precisa de tempo e detalhes para ser descoberta, uma vez que não é um sentimento aprovado socialmente. A inveja atua silenciosamente, vai crescendo ao longo do tempo e pode levar as pessoas a se alegrarem com as dificuldades dos outros.
No entanto, às vezes a inveja aparece disfarçada e vem carregada de reprovações ou agrados que nem sempre são compreendidos pelo invejado. Isto acontece porque a sua expressão aparece dissimulada sobre estas formas confusas de reprovações e críticas fáceis e destrutivas.
A inveja leva-nos a desejar algo que não é nosso e sentir tristeza pelo bem dos outros. Infelizmente, além disso, é um sentimento relativamente popular que faz com que a pessoa se torne mesquinha. Por outro lado, podemos dizer que não só acontece com as pessoas “inatingíveis”, mas também em relação às pessoas próximas.
Esta sensação muito desagradável ocorre principalmente por duas tendências humanas: querer o que você tem e comparar-se continuamente com as pessoas ao seu redor. Portanto, a inveja nasce do desejo e o invejoso não consegue ser empático.
Além disso, as reações negativas que ocorrem dentro do invejoso podem levá-lo ao isolamento ou a ter dificuldades para se relacionar. Definitivamente, o invejoso não consegue se colocar no lugar do outro, alegrar-se por ele e cultivar uma relação saudável com a pessoa.
A inveja mistura-se com muitos outros sentimentos contraditórios: admiração, frustração, raiva, desconforto, etc. Normalmente também ocorre entre familiares, amigos, colegas de trabalho, são as pessoas que estão mais próximas do invejoso.
Por estas duas razões, podemos dizer que este é um dos sentimentos mais nocivos. Podemos sentir inveja do prestígio, do dinheiro, da saúde, do sucesso emocional, da área profissional, etc. Por tudo isso, a crítica é uma forma de desabafo. É uma crítica recorrente que não tem nenhum objetivo claro, senão alimentar a auto-compaixão e muitas vezes prejudicar o outro. A inveja pode causar difamações, insultos ou mentiras porque não consegue aceitar a realidade.
O julgamento maldoso que decorre da inveja é o resultado da apatia e infelicidade com a própria vida: a inveja reflete o que nos falta, o inconformismo e a autorrejeição. É um sentimento que fala da insatisfação que não conseguimos reconhecer.
Não é uma questão de se conformar ou de não procurar a superação pessoal, mas uma das melhores maneiras de canalizar a inveja é usá-la como motivação. Por outras palavras, que os sucessos dos outros sejam a faísca que nos desperte e nos faça seguir em frente. Olhar para si mesmo antes de falar do outro com inveja permite-nos reconhecer o que precisamos mudar ou perceber quais são os nossos desejos. A partir disso, f**a mais fácil direcionar as nossas ações para alcançar os nossos objetivos e lutar com coragem, não com ódio.
Cristina Trilce

Uma leitura de Tarot aconselha auxiliando o indivíduo, procura melhores caminhos mostrando possibilidades, responde a dú...
13/12/2016

Uma leitura de Tarot aconselha auxiliando o indivíduo, procura melhores caminhos mostrando possibilidades, responde a dúvidas e esclarece sobre qualquer assunto ou pessoa que o consulente queira saber. Agende a sua consulta e descubra o que o futuro reserva para si.

DA GRATIDÃO Seja grato pelo que tem, e vai acabar tendo mais.Foque-se sobre o que você não tem, e nunca terá o suficient...
13/12/2016

DA GRATIDÃO
Seja grato pelo que tem, e vai acabar tendo mais.
Foque-se sobre o que você não tem, e nunca terá o suficiente.
É quase impossível apreciar um momento com sinceridade e olhar severamente ao mesmo tempo.
Ser feliz agora não signif**a que não deseja mais, signif**a que está agradecido pelo que tem e paciente para o que ainda está por vir.
Não tem sentido condenar ou lamentar a vida.
Gratidão traz um sentido para o ontem, paz para o presente, e cria uma visão positiva para o amanhã.
A mais elevada forma de oração é dar graças. Em vez de orar “para” as coisas e a pedir coisas, dê graças por aquilo que você já tem.
Quando a vida lhe dá razão de ser negativo, pense numa boa razão para ser positivo. Há sempre algo pelo qual ser grato. Dias bons dão-lhe felicidade e dias menos-bons dão-lhe sabedoria. Ambos são essenciais, porque todas as coisas contribuem para a sua evolução, deve incluir todas as coisas na sua gratidão. Isto é especialmente verdadeiro nos seus relacionamentos. Nós encontramo-nos com pessoas comuns nas nossas vidas; mas se lhes der uma hipótese, todas elas têm algo importante para lhe ensinar.
Seja grato por tudo que tem agora, porque nunca sabe o que acontecerá de seguida. O que você tem acabará por ser o que você tinha.
A vida muda a cada instante e as suas bênçãos irão gradualmente mudar em conjunto com ela. O que separa privilégio de benefício é a gratidão.
A circunstância que toma por garantida hoje pode vir a ser a única da qual vai precisar amanhã.
O que mais importa não é o que você diz, mas como você vive. Não basta dizer que, mostre. Não basta prometer, prove.
Na agitação da vida quotidiana, quase não percebemos que recebemos muito mais do que damos, e a vida não pode ser rica sem essa gratidão.
É tão fácil super-estimar a importância das nossas próprias conquistas em comparação com o que temos com o auxílio de outros.
Conte as bênçãos em sua vida, e comece com a respiração você está realizando agora.
Às vezes, investimos muita energia para tentarmos controlar cada aspecto das nossas vidas, que perdemo-nos completamente no caminho.
Aprenda a deixar ir, relaxar um pouco e agarrar o caminho que a vida leva até si, às vezes. Tente algo novo, seja destemido, mas acima de tudo, faça o seu melhor e fique bem com isso. Abandonar expectativas desnecessárias permite que realmente experimente o inesperado. E as maiores alegrias na vida são, muitas vezes, as surpresas inesperadas e as oportunidades que nunca previu.
Marc and Angel Hack Life

INTELIGÊNCIA EMOCIONALInteligência emocional é a habilidade de identif**ar e gerir as suas emoções e as dos outros. Você...
12/12/2016

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Inteligência emocional é a habilidade de identif**ar e gerir as suas emoções e as dos outros. Você percebe o que está sentindo? Alegria, tristeza, raiva, medo. Muitas vezes a gente não sabe mesmo. Você sente algo estranho e até acha que é fome e corre para o frigorífico. Não é fome, mas pode ser ansiedade. E a raiva? Costumamos negá-la. É normal sentir raiva? Claro que sim, o diferencial é o que se faz com ela. Ela tem que ser digerida internamente, e não direcionada a alguém. Você acha que quando está com raiva tem o direito de discutir com toda a gente? Isso não é o ideal, o correto é questionar-se e identif**ar o que a deixou assim e digerir essa conclusão. Elaborar, entender.
Aprenda a ser mais preceptivo com suas emoções. Aprenda a lidar com elas, isto é, geri-las para manter o autocontrolo das suas emoções. Os componentes da inteligência emocional são consciência, gestão, motivação, empatia e habilidades sociais. Consciência é capacidade de identif**ar e monitorar o que você está sentindo. A gestão é o controlo dessas emoções. Isso pode ser desenvolvido ao f**ar mais atento às suas perceções e aprender a lidar com elas. Motivação é capacidade de se levantar a si mesmo. Ou seja, não espere que o outro o estimule. Estimule-se, arrisque. Tenha diálogos mais positivos consigo mesmo. No seu diálogo interno, seja mais inspirador consigo. Ao acordar imagine que hoje vai ser o melhor dia da sua vida. Sorria para si mesmo. A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Mas isso só se consegue ao olhar para dentro de si mesmo. Observe o outro, detete o não-verbal dele. O que será que ele está querendo dizer com isso? Talvez se eu estivesse no lugar dele, também fizesse isso. A habilidade social é a capacidade de saber conviver. Saber falar a coisa certa na hora certa sem ser agressivo e nem passivo. Defender os seus direitos sem infringir o direito do outro. Aprender a relacionar-se é fundamental para todo o ser humano. Resuma o que o outro está conversando para ver se o está entendendo. A inteligência emocional pode ser desenvolvida. Conviva primeiro consigo mesmo, e depois com o outro. Aprenda a pensar de modo adequado. As nossas principais dores estão dentro de nós mesmos. São culpa de nossa conversa com nós mesmos. Aprenda a dialogar consigo mesmo.
Cleida Vital

APRENDA A NÃO CONTAR MUITO COM OS OUTROSUma ou outra hora, acabaremos por nos dececionar com alguém que pensávamos jamai...
12/12/2016

APRENDA A NÃO CONTAR MUITO COM OS OUTROS
Uma ou outra hora, acabaremos por nos dececionar com alguém que pensávamos jamais ser capaz de não cumprir o prometido, de deixar-nos à espera. Muitas pessoas são assim mesmo, falam como se a palavra não tivesse valor algum e pouco sustentam o que afirmam com veemência. Para elas, o único compromisso que existe é com os próprios interesses.
Quem nunca ficou esperando inutilmente horas por um amigo chegar ao local combinado? Quem nunca ficou aguardando um telefonema de alguém que prometeu ligar? Quem nunca aguardou retorno de algo que nunca veio, uma mensagem que nunca chegou, uma visita que nunca aconteceu, uma ajuda que nunca apareceu?
Nesse contexto, as pessoas que honram o que falam, que cumprem o prometido, que fazem de tudo para poder ajudar, acabam cada vez mais frustradas com as pessoas, pois são obrigadas a encarar aquilo que jamais teriam coragem de fazer. É difícil para uma pessoa cuja palavra vale muito ter de conviver com quem não honra quase nada do que diz, com quem não cumpre nada daquilo que f**a prometendo por aí.
É preciso aprender a contar menos com os outros, a não acreditar em tudo o que dizem, a não depositar muitas esperanças nas promessas alheias, porque muito do que tomamos como verdade foi dito da boca para fora tão-somente. Não se trata de tornarmo-nos descrentes com todos, ou de sermos egoístas, mas de uma técnica básica de sobrevivência num mundo cada vez menos comprometido com honrar o que se diz ou o que se promete.
Sim, sempre poderemos contar com alguém, sempre haverá pessoas cujos atos são afins com seus discursos, mas serão muito pouco aqueles que estarão dispostos a cumprir com o seu papel de amigo, de parceiro, de ser humano, enfim. Infelizmente a grande maioria dos indivíduos estará ocupada demais pensando em si mesma, vivendo o seu “mundinho” particular, correndo em volta do próprio egoísmo, dizendo o que queremos ouvir, porém, comportando-se como se ninguém além de si mesmo merecesse atenção.
Marcel Camargo

PACIÊNCIA: A ARTE DE SABER ESPERARPaciência. Palavra esperada, desesperada e confusa. Especialmente quando tropeçamos na...
07/12/2016

PACIÊNCIA: A ARTE DE SABER ESPERAR
Paciência. Palavra esperada, desesperada e confusa. Especialmente quando tropeçamos na incerteza de não sabermos quando aquilo que queremos chegará. No entanto, a paciência é mais do que a espera, é uma expectativa calma, uma espécie de pausa no nosso anseio. A paciência não nos entorpece, ela se impõe à angústia e desperta-nos. A paciência pode ser amarga, mas seu fruto é doce.
Achamos difícil entender isso, mas ter paciência não é carregar o que nos faz sofrer e aguentar até não poder mais, para então, explodir. A paciência é uma arte, responsável por livrar-nos de cargas emocionais desnecessárias e manter o nosso estado de espirito em paz.
As filosofias orientais falam do dom da paciência como uma força que a nossa mente usa para dizer ao resto do corpo que tudo se ajeitará. As coisas mais bonitas do mundo requerem paciência para se revestirem com um halo de esperança e entusiasmo. Um amor complicado, uma pessoa quase inacessível, uma preparação física, uma oposição; ou seja, todo os objetivos e metas que estabelecemos.
Muitas vezes, acreditamos que a vida nos diz “não”, quando na verdade ela está nos dizendo “espere”. Ficamos impacientes e, portanto, nosso nervosismo faz-nos cometer muitos erros. Às vezes cansamo-nos, nossos amigos, parceiros ou expectativas irritam-nos, não recebemos nada do que queríamos e sentimos que a vida não é boa connosco.
Aquele que persiste, vence. No entanto, a julgar pelo interesse que colocamos em cultivar e em trabalhar esse dom, a paciência é uma rainha que perdeu o trono. Ensinam-nos a sermos os primeiros em tudo, a vencer os nossos companheiros, a correr… e só isso. Se você encarar as coisas com paciência, será deixado para fora do jogo. No entanto, o fato é que qualquer sucesso precisa de tempo e paciência; esses dois são os únicos instrumentos que garantem certas habilidades.
“Compreender a si mesmo requer paciência e tolerância. O “Eu” é um livro de muitos capítulos que não podem ser lidos em um único dia. No entanto, quando você começar a ler, deve ler cada palavra, cada frase e cada parágrafo, porque neles há indícios da totalidade. O princípio é, em si mesmo, o fim. Se souber ler, poderá encontrar a mais alta sabedoria.”
Jiddu Krishnamurti
Os grandes sábios são calmos, pacientes e autoconfiantes. Isso dá-nos a dica de que sendo pacientes olharemos para o mundo com uma maior compreensão e sabedoria. Quando não trabalhamos o dom da paciência, comportamo-nos impulsivamente e, sem pensar, criamos ou agravamos os nossos problemas, deixando escapar muitas oportunidades.
1. Respire
A respiração profunda é sempre um bom recurso, ajudando-nos a refletir. Quando tomamos alguns segundos para respirar, estamos de alguma forma oferecendo uma pausa para o nosso diálogo interno.
2. Descubra por que tem tanta pressa
Reflita sobre as razões que o deixam impaciente. Se estiver exagerando, reorganize as suas prioridades. Pensar nisso, até mesmo escrever sobre isso, vai ajudá-lo a acalmar-se.
3. Descubra o que normalmente causa a sua impaciência
Podem ser outras pessoas, situações stressantes ou você mesmo. No entanto, o simples fato de estar consciente o ajudará a reduzir a ansiedade.
4. Sua paciência é útil ou justif**ada?
Responder sinceramente a esta pergunta incentivará a sua calma. Procure por padrões e considere, sem medo, a possibilidade de abandonar o que não está fazendo-lhe bem.
5. Dê tempo ao tempo e espere o inesperado
Você tem que entender que nós podemos fazer milhares de planos, mas as coisas nem sempre ocorrem como desejamos. Aceite que o mundo muda e dará centenas de voltas para chegar onde queremos. Seja realista em suas expectativas e compreenda os outros.
6. Não tenha medo das mudanças e não se esqueça de ensaiar
A prática leva à perfeição. Desenvolver a paciência signif**a deixar para trás os maus hábitos com os quais convivemos por muito tempo. Então, como qualquer aprendizagem, cultivar este dom requer perseverança; encare cada tentativa como um ensaio.

06/12/2016
Sugestão: qual é o seu poder sobre nós?O que é sugestão?Se mantivermos apenas a definição do dicionário, poderíamos dize...
06/12/2016

Sugestão: qual é o seu poder sobre nós?
O que é sugestão?
Se mantivermos apenas a definição do dicionário, poderíamos dizer que a sugestão é um processo psicológico pelo qual as pessoas são manipuladas através de uma cena, uma imagem, uma palavra ou uma situação. Mas, vamos aprofundar um pouco mais este conceito.
A palavra “sugestão” foi citada pela primeira vez no século XIX, quando pesquisadores como William James disseram que a sugestão era usada em um sentido muito restrito. Isto signif**a que o uso desta “técnica” consistia em falar sobre uma ideia para sugerir outra. E isto era usado pelos grandes oradores!
Alguns anos mais tarde, graças aos mestres da hipnose (incluindo Clark Leonard Hull), ampliaram-se os conhecimentos nessa área. A teoria diz que uma pessoa segue um padrão ou uma instrução de acordo com o que ouve ou vê. Portanto, quando ouvimos uma notícia trágica é provável que fiquemos pensando sobre isso por um tempo e na possibilidade de que o mesmo aconteça connosco.
Qual é o poder da sugestão?
A técnica da sugestão não serve apenas para nos provocar medo ou para nos sentirmos ameaçados. Ela também pode ser utilizada para “sugerir” que a pessoa faça ou diga algo em particular. A mente é extraordinária, tanto para o positivo quanto para o negativo, e em muitos casos não nos permite agir como queremos. A teoria do livre arbítrio defendida pelos religiosos não condiz com a hipótese do poder da sugestão. Nestes exemplos explicamos-lhes o porquê:
1. Ela faz-nos acreditar que somos mais inteligentes
Na Universidade de Washington os pesquisadores deram uma pílula para um grupo de pessoas, sugerindo que ela servia para aumentar a sua inteligência. Na verdade, era uma pílula “placebo” e não mudava a capacidade cognitiva. No entanto, os pacientes aumentaram o seu estado de alerta e atenção, obtendo melhores resultados nas tarefas que os pesquisadores propuseram.
2. Podemos adoecer
Se, por exemplo, colocarmos uma pessoa em um quarto cheio de fumaça e lhe dissermos que é um gás tóxico, provavelmente ela sentirá falta de ar, acreditará que vai morrer e sentirá todos os sintomas de uma intoxicação.
Podemos citar outro caso: quando ouvimos falar sobre o vírus da Zika f**amos assustados e quando vemos um mosquito corremos apavorados. Independentemente dele nos picar ou não, podemos ter febre e dor nas articulações, como se ele realmente fosse um inseto infectado.
3. Trabalhamos com mais eficiência
O “Efeito Hawthorne” é um dos mais conhecidos no campo da sugestão. Ele baseia-se na ideia de que, quando somos observados, agimos de uma maneira diferente. Por isso, os funcionários trabalham mais e de forma mais ef**az quando acreditam que o patrão está observando. Os funcionários foram testados com câmaras de segurança que não estavam funcionando (mas o “observado” não sabia disso) e os pesquisadores chegaram a esta conclusão: se acreditarmos que alguém está nos observando, faremos o nosso melhor!
4. Muda a nossa rotina
O poder da sugestão é tão grande que pode mudar os nossos hábitos. Por exemplo, depois de ver uma notícia sobre um grupo de ladrões que assaltam pessoas que chegam em casa depois das 22 horas da noite, provavelmente começaremos a chegar às 21:30 horas.
5. Condena um inocente
Se antes de entrar na sala de reconhecimento de um suspeito ouvirmos alguém dizer “tenho certeza de que o ladrão tinha barba”, é bem provável que apontemos alguém com barba, embora nunca o tenhamos visto antes e até alguns minutos atrás tivéssemos certeza de que era alguém bem barbeado. A sugestão muda nossas memórias de tal forma que esquecemos o que já vivemos.
Não queremos dizer com isso que não somos responsáveis pelas nossas decisões ou que existe um plano superior mudando as nossas opiniões. No entanto, precisamos entender qual é o papel que a sugestão exerce em nossas vidas diárias e como podemos lidar com ela. Muito do que nós acreditamos pode ser apenas fruto da nossa imaginação!
Yamila Papa

A HERANÇA EMOCIONAL DOS NOSSOS ANTEPASSADOSA herança emocional é tão decisiva quanto intransigente e impositora. Estamos...
03/12/2016

A HERANÇA EMOCIONAL DOS NOSSOS ANTEPASSADOS
A herança emocional é tão decisiva quanto intransigente e impositora. Estamos enganados quando pensamos que a nossa história começou quando emitimos o nosso primeiro choro. Pensar dessa forma é um erro, porque assim como somos o fruto da união do óvulo e do es***ma, também somos um produto dos desejos, fantasias, medos e toda uma constelação de emoções e perceções que se misturaram para dar origem a uma nova vida.
Atualmente falamos muito sobre o conceito de “história familiar”. Quando uma pessoa nasce, ela começa a escrever uma história com suas ações. Se observarmos as histórias de cada membro de uma família, encontraremos semelhanças essenciais e objetivos comuns. Parece que cada indivíduo é um capítulo de uma história maior, que está sendo escrita ao longo de diferentes gerações.“A verdade sem amor dói. A verdade com amor cura. ”-Anônimo-
Esta situação foi muito bem retratada no livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez, que mostra como o mesmo medo é repetido através de diferentes gerações até que se torna realidade e termina com toda uma linhagem. O que herdamos das gerações anteriores são os pesadelos, os traumas e as experiências mal resolvidas.
A herança de nossos antepassados que atravessa gerações
Esse processo de transmissão entre as gerações é algo inconsciente. Normalmente são situações ocultas ou confusas que causam vergonha ou medo. Os descendentes de alguém que sofreu um trauma não tratado suportam o peso dessa falta de resolução. Eles sentem ou pressentem que existe “algo estranho” que gravita ao seu redor como um peso, mas que não conseguem definir o que é.

Por exemplo, uma avó que foi abusada sexualmente transmite os efeitos do seu trauma, mas não o seu conteúdo. Talvez até mesmo seus filhos, netos e bisnetos sintam uma certa intolerância em relação à sexualidade, ou uma desconfiança visceral das pessoas do s**o oposto, ou uma sensação de desesperança que não conseguem explicar.
Essa herança emocional também pode se manifestar como uma doença. O psicanalista francês Françoise Dolto, disse, “o que é calado na primeira geração, a segunda carrega no corpo”.
Assim como existe um “inconsciente colectivo“, também existe um “inconsciente familiar”. Nesse inconsciente estão guardadas todas as experiências silenciadas, que estão escondidas porque são um tabu: suicídios, abortos, doenças mentais, homicídios, perdas, abusos, etc. O trauma tende a se repetir na próxima geração, até encontrar uma maneira de tornar-se consciente e ser resolvido.

Esses desconfortos físicos ou emocionais que parecem não ter explicação podem ser “uma chamada” para que tomemos consciência desses segredos silenciados ou daquelas verdades escondidas, que provavelmente não estão na nossa própria vida, mas na vida de algum dos nossos antepassados.
O caminho para a compreensão da herança emocional
É natural que diante de experiências traumáticas as pessoas reajam tentando esquecer. Talvez a lembrança seja muito dolorosa e elas acreditam que não serão capazes de suportá-la e transcendê-la. Ou talvez a situação comprometa a sua dignidade, como no caso de abuso sexual, em que apesar de ser uma vítima, a pessoa se sente constrangida e envergonhada. Ou simplesmente querem evitar o julgamento dos outros. Por isso, o fato é enterrado e a melhor solução é não falar sobre assunto.
Este tipo de esquecimento é muito superficial. Na verdade o tema não está esquecido, a lembrança é reprimida. Tudo que reprimimos se manifesta de uma outra forma. É mais seguro quando volta através da repetição.
Isto signif**a que uma família que tenha vivenciado o suicídio de um dos seus membros provavelmente vai experimentá-lo novamente com outra pessoa de uma nova geração. Se a situação não foi abordada e resolvida, f**ará flutuando como um fantasma que voltará a se manifestar mais cedo ou mais tarde. O mesmo se aplica a todos os tipos de trauma.

Cada um de nós tem muito a aprender com os seus antepassados. A herança que recebemos é muito mais ampla do que supomos. Às vezes os nossos antepassados nos fazem sofrer e não sabemos o porquê.
Talvez tenhamos nascido em uma família que passou por muitas vicissitudes, e não saibamos qual é o nosso papel nessa história, na qual somos apenas um capítulo. É provável que esse papel nos tenha sido atribuído sem o nosso conhecimento: devemos perpetuar, repetir, salvar, negar ou encobrir as feridas destes eventos transformados em segredos.
Todas as informações que pudermos coletar sobre os nossos antepassados será o melhor legado que podemos ter. Saber de onde viemos, quem são essas pessoas que não conhecemos, mas que estão na raiz de quem somos, é um caminho fascinante que só nos trará benefícios. Isto nos ajudará a dar um passo importante para chegar a uma compreensão mais profunda de qual é o nosso verdadeiro papel no mundo.

Edith Casal

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